10 de junho de 2026

Fundação IBGE+ surge como solução estratégica de inovação e tecnologia, diz órgão

O IBGE aproveitou para reafirmar, nesta terça-feira (15), seu compromisso com a gestão soberana dos recursos públicos
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O IBGE reafirmou, nesta terça-feira (15), seu compromisso com a gestão soberana dos recursos públicos, e que a Fundação IBGE+ surge como uma solução estratégica de inovação e avanço tecnológico do órgão.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A afirmação ocorre após a greve de 24 horas de servidores da unidade Chile, que criticaram a criação da Fundação IBGE+, uma entidade pública de direito privado. O AssIBGE (Sindicato Nacional do IBGE) alega que o projeto foi implementado sem diálogo com os funcionários, e que as informações coletadas pela nova entidade poderiam ser vendidas ao setor privado. No entanto, o IBGE respondeu assim que soube da greve – pela imprensa – que a atual gestão do Instituto faz o maior diálogo da história do órgão.

Fundação IBGE+ surge como uma solução estratégica

Em nota, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destacou que o principal objetivo da Fundação IBGE+ é proporcionar alternativas orçamentárias adicionais para atualização, inovação e avanço tecnológico do Instituto.

Além disso, ressaltou que enfrenta desafios fiscais que comprometem mais de 90% de seu orçamento com remuneração e benefícios de servidores, que limitam recursos para inovar e atender às crescentes demandas da sociedade. Nesse contexto, a criação da Fundação IBGE+ surge como uma solução estratégica.

“Diante deste cenário, as possibilidades de atender com qualidade e consistência técnica às demandas crescentes da sociedade ao IBGE, sobretudo na Era Digital, requerem a reorganização das relações público-privadas no Instituto”, afirma a nota.

Quanto à transparência e segurança jurídica, a fundação será gerida por quadros do próprio IBGE, com supervisão direta e poder de veto do Instituto. Além disso, será fiscalizada por órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União.

“Ademais, a Fundação vai permitir que o IBGE tenha uma política de inovação de curto, médio e longo prazo compatível com sua importância estratégica para o Brasil, tendo sua administração formada por quadros do próprio IBGE, bem como na indicação dos conselhos Diretor e Curador”.

Entre os membros escolhidos para o conselho curador da Fundação IBGE+ estão Walid Nemer Damous Sobrinho, gerente de Relações Institucionais do IBGE, e o renomado economista e professor Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo.

Além da criação da Fundação IBGE+, outra medida que gerou preocupação entre lideranças sindicais foi a proposta de transferência dos trabalhadores da sede na avenida Chile para um prédio do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), no Horto, zona sul do Rio de Janeiro, o que dificultaria o acesso via transporte público.

“Não podemos permitir que decisões que impactam profundamente nossas vidas sejam tomadas sem diálogo! Precisamos de todes lá, firmes, unidos e prontos para lutar pelo que é justo”, diz o sindicato em post no Instagram.

O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, explicou que, apesar dos altos custos com aluguel de prédios, os recursos economizados com a possível desocupação do imóvel na avenida Chile serão usados para melhorias nos endereços próprios do Instituto.

A paralisação, que começou às 9h nesta terça (15), durou cerca de 24 horas para quem trabalha na Unidade Chile.

Assista, abaixo, na TV GGN, a entrevista de Márcio Pochmann ao jornalista Luis Nassif durante o programa Nova Economia.

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. grevista

    16 de outubro de 2024 4:09 pm

    Quem está no serviço público sabe que, quando se quer ganhar dinheiro à custa do trabalho da própria autarquia, cria-se uma fundação. As universidades têm aos montes, sejam estaduais ou federais, lotadas de escândalos, pois são usadas para todos os fins. A criação de fundações é o outro lado do moralismo udenista que nos persegue, pois como todo moralista sabe, há sempre a amante ou o amante ou ambos para fazer com que o mundo e suas delícias possam acontecer. Paulistas em cargos públicos federais adoram isso e fazer isso, pois São Paulo é a grande fonte dessas situações, haja vista seu imenso TJ, seus imensos salários e sua vista grossa a tudo o que ocorre em governos com os quais têm afinidade, sejam malufistas, tucanos, ou bolsonaristas na atualidade, como já foram ademaristas no passado. Márcio não precisava fazer isso, é a realidade. A relação do petismo com os trabalhadores do serviço público federal só se agrava e se acentua a distância entre o que poderiam e deveriam fazer e o que fazem concretamente. O petismo no poder não mantém qualquer diálogo com os trabalhadores do serviço público federal, não os respeita pessoal e profissionalmente. Tudo é feito em torno da propaganda (Lula agora diz que irá lançar um programa de valorização do professor, mas não paga o mínimo do magistério aos professores da re federal de ensino, nem muito menos dialoga respeitosamente e sem ameaças com a categoria) e do ajuste fiscal, centro da ação governamental. Se é para isso, para que votar em Lula se ele fará o mesmo que qualquer nome à direita?

  2. Eugênia.loureiro

    16 de outubro de 2024 6:21 pm

    Não entendi qual seria a proposta do sindicato de funcionários do IBGE para além de arraziados que vociferar mas não avançam propostas para a atualização do IBGE para atender às demandas atuais. Será que já ouviram falar nas emendas pix? Nas exigências de juros dos rentistas?

  3. Floriano José Godinho de Oliveira

    18 de outubro de 2024 5:26 pm

    Registro

Recomendados para você

Recomendados