Entidades pedem missão da ONU contra negacionismo de Bolsonaro

Pedido busca avaliar comportamento do presidente e da cúpula militar ao comemorarem a instauração do Golpe Militar pelo segundo ano consecutivo

Jornal GGN – Instituições como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Comissão Arns e o Instituto Vladimir Herzog pedem que um relator da ONU (Organização das Nações Unidas) faça uma missão ao Brasil para avaliar o comportamento do presidente Jair Bolsonaro e da cúpula militar em seguir com a comemoração do Golpe Militar pelo segundo ano seguido.

Para o grupo, o “ato negacionista” do estado seria uma violação das obrigações do país e uma tentativa de reescrever a história.

Segundo o jornalista Jamil Chade, do portal UOL, as entidades enviaram uma queixa ao relator da ONU sobre a Promoção da Verdade e Justiça, Fabián Salvioli, pedindo que ele faça uma missão oficial ao Brasil para avaliar o desmantelamento nas políticas de Memória, Verdade e Justiça.

O representante da ONU já chegou a pedir uma missão ao país, mas não foi atendido. Embora o governo brasileiro oficialmente indique que tem as portas abertas para representantes da entidade queiram visitar o Brasil, existe uma forma de se barrar visitas indesejadas: o Executivo é o responsável para estabelecer as datas dessa missão.

O regime autoritário no Brasil começou em 31 de março de 1964. Dados da Comissão Nacional da Verdade afirmam que, nesse período, a ditadura respondeu por 434 desaparecimentos forçados e assassinatos políticos, além de milhares de outras mortes de camponeses e indígenas, prisões por motivos políticos, censura da mídia e várias outras violações dos direitos humanos.

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