Por Jessica Moreira, do Centro de Referências em Educação Integral

“Onde eu uso o estudo de geometria em minha vida?”. Após ouvir esta frase repetidas vezes durante sua carreira, a professora de matemática Silvana Benvenutti, do Colégio Estadual Piratini, de Porto Alegre (RS), resolveu utilizar um novo método de ensino com seus alunos. Em vez de figuras dos livros didáticos, direcionou os alunos a olharem os prédios, casas e todo tipo de forma geométrica presente na própria cidade.
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A educadora iniciou esse exercício pedindo aos jovens que trouxessem embalagens coletadas no supermercado e mostrou que caixas e enlatados também se enquadravam nos formatos geométricos estudados em sala de aula. No mesmo dia, pediu a eles que olhassem para além dos vidros da escola e apontassem as figuras que dialogavam com o conteúdo estudado. “Aquele prédio não parece uma pirâmide?”, foi uma das provocações, ao explicar aos alunos como era possível aprender matemática a partir de um olhar mais atento ao espaço urbano.

A partir da constatação de que os alunos fotografavam tudo aquilo que acontecia no espaço escolar, a educadora pediu a eles que, durante o caminho até a escola ou aos finais de semana, utilizassem esta ferramenta para registrar tudo aquilo que considerassem uma forma geométrica.
O exercício, no entanto, não parava por aí. Além de identificar a geometria presente na vida real, os meninos e meninas tinham que desenvolver uma pesquisa sobre história do local fotografado, em uma atividade interdisciplinar, realizada em parceria entre as disciplinas de história e matemática.
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