Estados Unidos negam negociação de livre comércio com o Brasil

Representante do governo de Donald Trump diz que país não pretende negociar acordo de livre comércio com o país neste momento

Robert Lighthizer, representante comercial dos Estados Unidos. Foto: Reprodução/Wikipedia

Jornal GGN – Os Estados Unidos não pretendem negociar um acordo de livre comércio com o Brasil neste momento. A declaração foi feita pelo representante comercial norte-americano, Robert Lighthizer.

Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, o pronunciamento de Lighthizer foi feito a deputados evidencia que a negociação feita até o momento, com a promessa de assinatura de um pacote de medidas até o final deste ano, é limitada.

Vinte e quatro deputados – incluindo o presidente do colegiado, Richard Neal – assinaram uma comunicação a Lighthizer que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro é “um líder que desconsidera o estado de direito e tem desmantelado árduo progresso nos direitos civis, humanos, ambientais e trabalhistas” no País.

Pode-se dizer que o pronunciamento é um balde de água fria nas intenções do governo: em março, Bolsonaro declarou que havia sido dado “o primeiro passo para um acordo de livre comércio”, termo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a usar para falar da amizade com o presidente brasileiro e as relações com o país. Contudo, os técnicos dos dois países não tem utilizado o termo “livre comércio”, e enfatizado que a ideia é trabalhar em um pacote de “facilitação comercial” ou “comércio bilateral”.

A Constituição norte-americana afirma que é de responsabilidade dos legisladores discutir a relação comercial com outros países. Entretanto, o governo Trump tem usado artifícios e exceções para avançar nos temas de comércio e na imposição de tarifas sem consultar os parlamentares.

 

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4 comentários

  1. Não há a menor sobra de dúvida que se trata de uma relação caracu, em que Trump entra com a cara e Bolsonaro com o que mais gosta de ofertar.

  2. Mentes primitivas pensaram talvez que poderiam até mesmo cortar relações comerciais com o “comunismo” chinês ou francês, porque a gloriosa pátria da eterna liberdade iria ocupar todos os vazios deixados e compensar qualquer perda com a vantagem de ser tudo abençoado por laços de sincera amizade ocidental cristã-judaica. Este tipo de limitado alcance intelectual inerente ao subdesenvolvimento capacheiro é irmão gêmeo do pedido de asilo político nos EUA que foi sondado preventivamente e prontamente negado àquela caricatura de líder extremista que levou a doutrina grotesca do bolsonarismo ao paroxismo do terrorismo de camping.

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