“Estarrecedor”, diz defesa de Lula sobre Moro e MPF tramarem ataque na mídia

"É inimaginável dentro de um Estado de Direito que o Estado-juiz e o Estado-acusador se unam em um bloco monolítico para atacar o acusado e seus advogados com o objetivo de impor condenações"

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN – A defesa do ex-presidente Lula publicou uma nota reagindo às novas conversas divulgadas pelo Intercept Brasil, na noite de sexta (14). Mensagens trocadas entre Sergio Moro e os procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima mostram que o então juiz solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) que elaborassem uma nota atacando o depoimento de Lula em Curitiba, no caso triplex.

Moro justificou que a manifestação era necessária para fazer contraponto ao “showzinho” dos advogados de Lula, e também para evidenciar, junto à grande mídia, as “contradições” do ex-presidente durante a oitiva.

“É inimaginável dentro de um Estado de Direito que o Estado-juiz e o Estado-acusador se unam em um bloco monolítico para atacar o acusado e seus advogados com o objetivo de impor condenações a pessoa que sabem não ter praticado qualquer crime”, escreveram os advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins.

Leia, abaixo, a nota completa.

“É estarrecedor constatar que o juiz da causa, após auxiliar os procuradores da Lava Jato a construir uma acusação artificial contra Lula, os tenha orientado a desconstruir a atuação da defesa técnica do ex-Presidente e a própria defesa pessoal por ele realizada durante seu interrogatório (10/05/2017). As novas mensagens reveladas ontem (14/06/2019) pelo “The Intercept”, para além de afastar qualquer dúvida de que o ex-juiz Sérgio Moro jamais teve um olhar imparcial em relação a Lula, mostram o patrocínio estatal de uma perseguição pessoal e profissional, respectivamente, ao ex-Presidente e aos advogados por ele constituídos.

É inimaginável dentro de um Estado de Direito que o Estado-juiz e o Estado-acusador se unam em um bloco monolítico para atacar o acusado e seus advogados com o objetivo de impor condenações a pessoa que sabem não ter praticado qualquer crime.

É repugnante, ainda, constatar que a campanha midiática ocorrida em maio de 2017 objetivando atacar a memória de D. Marisa Letícia Lula da Silva tenha sido tramada pela Lava Jato, como também revelam as mensagens do “The Intercept”.

Tais fatos, públicos e notórios, reforçam o que sempre defendemos nos processos e no comunicado encaminhado em julho de 2016 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU: Lula é vítima de “lawfare” e o ataque aos seus advogados é uma das táticas utilizadas para essa prática nefasta”.

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5 comentários

  1. Infelizmente somos obrigados a constatar que o The Intercept conseguiu fazer aquilo que o OAB já deveria ter feito. O website do jornalista gringo DESAGRAVOU os advogados de Lula.

  2. OAB ou OABOSTA? AFINAL, DIREÇÕES MÉRDAS NÃO TIVERAM CORAGEM DE CONTESTAR SEQUER O IMPEACHEMENT QUE DEU ORIGEM A TUDO ISSO. E NEM AS FALAS DO CAFAJESTE MARINGAENSE/CURITIBANO DURANTE SEUS “SHOWZINHOS” DE AUTORITARISMO , ATÉ ANTE AS CÂMERAS DE TEVÊ, CONTRA ADVOGADOS QUE DEFENDIAM LULA. ALIÁS, UMA ORDEM DESORDEIRA QUANTO À PROTEÇÃO CORPORATIVA…

  3. nota que dignifica não só a defesa como
    principamente lula e dona marisa e a familia,
    vilipendiados por esse esquema infame….

  4. “”CONEXAO REPORTER””” do SBT. Em 09 de abril de 2018 “””O ROBERTO CABRINI FEZ UMA REPORTAGEM com o ex delegado GERSON MACHADO, O homem que começou a lava-jato, E nessa entrevista ELE E A MULHER FALAM AS MESMAS COISAS CONTRA O MORO””. E isso o Moro “”NÃO PODE DIZER QUE O CABRINI FALSIFICOU A REPORTAGEM, QUE O DENUNCIA TAMBÉM””.

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