21 de maio de 2026

EUA lançam ataque aéreo na Nigéria contra célula do Estado Islâmico

Operação citada por Donald Trump reacende debate sobre violência sectária em um país laico e sobre o papel dos EUA na segurança regional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta (26) que Washington realizou ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico no noroeste da Nigéria, no estado de Sokoto, em coordenação com autoridades locais. Em publicação na rede Truth Social, Trump disse ter ordenado uma ofensiva “poderosa e mortal” contra combatentes do ISIS, acusando o grupo de atacar e matar sobretudo cristãos. O Comando Militar dos EUA para a África confirmou a operação, enquanto o Pentágono agradeceu a cooperação do governo nigeriano. As informações são do jornal The Guardian.

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As áreas florestais de Sokoto, na fronteira com o Níger, têm sido usadas por gangues armadas e pela filial conhecida como Estado Islâmico da Província do Sahel, chamada localmente de Lakurawa. O Ministério das Relações Exteriores da Nigéria afirmou que os ataques se inserem em uma cooperação contínua de segurança com os EUA, baseada em compartilhamento de inteligência e coordenação estratégica. Nas semanas anteriores, aviões americanos realizaram missões de vigilância na região, possivelmente a partir de um país vizinho, o que reforçou as suspeitas de uma intervenção iminente após críticas de Trump à capacidade do governo nigeriano de proteger cristãos.

A violência no país, no entanto, é atravessada por uma realidade religiosa e social complexa. A Nigéria é oficialmente laica e tem população quase dividida entre muçulmanos e cristãos. Embora ataques a comunidades cristãs tenham mobilizado atenção internacional, especialmente de setores conservadores dos EUA, o governo nigeriano sustenta que grupos armados vitimam fiéis de diferentes religiões e que conflitos locais muitas vezes derivam de disputas por terra e água entre pastores muçulmanos itinerantes e agricultores majoritariamente cristãos, agravadas por fatores étnicos e criminosos.

Os bombardeios ocorreram um dia após um atentado suicida em uma mesquita no nordeste do país, atribuído pelo Exército nigeriano ao Boko Haram, lembrando que a insurgência jihadista atinge tanto alvos cristãos quanto muçulmanos. A operação na Nigéria também se soma a uma série de intervenções externas ordenadas por Trump desde seu retorno à Casa Branca, em contraste com a promessa de reduzir o envolvimento dos EUA em conflitos no exterior.

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1 Comentário
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  1. Carlos

    26 de dezembro de 2025 10:39 am

    Aéreo é fácil. Mas pensam os “herois” avançar no território sem cobertura aérea?
    Acho que não.

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