Jornal GGN – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou um professor da Universidade de Arkansas de receber fundos do governo chinês de forma indevida, em um exemplo recente dos esforços do governo Donald Trump de combater a influência chinesa no meio acadêmico do país.
Segundo informações do jornal The New York Times, um dos acusados foi o professor Simon Ang, da Universidade de Arkansas, que foi detido na última sexta-feira e acusado por fraude eletrônica nesta segunda-feira. Documentos judiciais mostram que ele trabalhou e recebeu financiamento de empresas chinesas e de um programa que faz doações a cientistas para incentivar o relacionamento com o governo chinês, e alertou um associado para manter sua afiliação em segredo.
Ao manter tais arranjos em segredo, ele obteve doações de agências governamentais norte-americanas, incluindo a NASA, onde o financiamento chinês foi inviabilizado.
Outro acusado foi Xiao-Jiang Li, ex-professor da Universidade Emory, em Atlanta, que se declarou culpado por uma acusação criminosa de apresentar uma declaração falsa de imposto que omitia cerca de US$ 500.000 em financiamentos. Ele foi condenado a um ano de liberdade condicional, além do pagamento de US$ 35.089 em restituição.
Os esforços feitos pelo Departamento de Justiça para reduzir a influência chinesa nas universidades norte-americanas integram a estratégia linha-dura do governo Trump de lidar com a China. Enquanto os americanos pensam nos interesses acadêmicos em separado dos negócios ou das forças armadas, o governo chinês os utiliza para alavancar sua busca de influência global.
ML
13 de maio de 2020 2:06 pm“Enquanto os americanos pensam nos interesses acadêmicos em separado dos negócios ou das forças armadas…” Sério?
Renato Lazzari
13 de maio de 2020 11:26 pm“Sério?”
Claro que não. Não há absolutamente nenhuma atividade de “americanos” doutrinados para crer religiosamente na superioridade daquele país, que não tenha como objetivo o estabelecimento de poder geopolítico e econômico dos EUA sobre todos os outros países do mundo. Sabe aquele negócio de “se não tenho como ganhar de você pelo menos farei você perder”? Então… A Academia não é exceção.