O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, homologou a proposta de delação premiada de João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag, administradora de fundos de investimento investigada pelas fraudes do Banco Master.
No acordo de colaboração, assinado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e enviado ao STF em setembro, Mansur se comprometeu a apontar aos investigadores o caminho para encontrar cerca de R$ 20 bilhões de Vorcaro, ex-banqueiro preso desde março deste ano. Ele também prometeu explicar como os fundos de investimento foram usados para lavagem de dinheiro.
Mansur foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em janeiro, na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. Ele é investigado sob suspeita de participar das fraudes.
Urgência por risco de perda de ativos
A PGR pediu urgência na homologação em razão do possível perecimento de ativos, ou seja, da perda ou desvalorização de bens financeiros. Esse dinheiro pode ser usado para reparar os prejuízos causados pelos crimes investigados.
As investigações sobre o Master estavam com o ministro André Mendonça, mas passaram em setembro para Fachin, devido a divergências e suspeitas envolvendo integrantes do próprio tribunal.
A delação, ou colaboração premiada, é um meio de obtenção de provas em investigações criminais. O investigado se dispõe a cooperar e, em troca, o Estado pode conceder benefícios. O acordo só passa a valer depois de homologado pela Justiça, que analisa aspectos formais, como a voluntariedade do delator e a legalidade dos benefícios oferecidos.
*Com informações do g1.
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