10 de junho de 2026

“Falei uma parte bem pequena de como esses supostos assédios aconteceram”, diz jornalista que revelou acusações contra Silvio Almeida

"Comprovados, nenhum caso está. Não há conhecimento de provas, o que não significa que não haja provas", diz Guilherme Amado

O jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, disse durante o programa ICL Notícias, na manhã desta sexta-feira (6), que revelou uma “parte bem pequena” dos supostos casos de assédio sexual revelados contra o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida.

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Na noite anterior, Amado e a jornalista Mônica Bergamo publicaram matérias afirmando que uma das vítimas do suposto assédio seria a ministra Anielle Franco, que até o momento não confirmou nem desmentiu as reportagens.

No ICL, Amado foi instigado a oferecer mais detalhes sobre os episódios narrados contra Silvio Almeida. Segundo o jornalista, sua apuração dura mais de dois meses e estão concentradas em relatos obtidos por meio de terceiros sobre duas funcionários do governo federal que supostamente teriam sido vítimas de Almeida, sendo Anielle uma delas.

No Metrópoles, Amado narrou que Silvio supostamente teria incomodado com Anielle com toques nas pernas durante conversas, além de beijos efusivos na hora de cumprimentar. Anielle, por sua vez, teria decidido não denunciar o assédio para não gerar uma crise no governo Lula, mas teria narrado os episódios em conversas com outros ministros e servidores.

Amado revelou no ICL que decidiu filtrar informações no caso da ministra da Igualdade Racial. “Preferi não colocar tudo que apurei sobre esse supostos episódios de assédio, porque acho que, se forem verdade, exporiam demais a Anielle. Segundo pessoas que entrevistei, elas dizem ter ouvido relatos da própria Anielle que isso aconteceu. Mas, de novo, a vítima é ela. Eu tive que decidir o quanto eu falaria, e eu decidi ser bem conservador. Eu falei uma parte bem pequena do detalhamento de como esses supostos assédios aconteceram”, confessou o jornalista.

O colunista do Metrópoles ainda ressalvou que tem conhecimento de dois casos de suposto assédio no governo federal envolvendo Silvio, mas que a organização Me Too teria confirmado – sem falar em número de vítimas nem fornecer detalhes – ter recebido outros relatos de assédio, mantidos sob anonimato. “Comprovados, nenhum desses casos está. Não há conhecimento de provas, o que não significa que não haja provas”, sublinhou Amado.

O jornalista ainda antecipou que deve publicar mais uma matéria grande sobre o caso nesta sexta (6).

Na noite de quinta (5), quando o caso veio à tona, o ministro Silvio Almeida publicou nota e vídeo negando as imputações, cobrando materialidade das acusações, e dizendo que pedirá investigação contra as calúnias e ilações.

O Ministério das Mulheres saiu em defesa das vítimas e pediu investigação célere. A Polícia Federal e a Comissão de Ética do governo estão investigando o caso. O G1 afirmou que o governo já tinha 4 apurações sobre assédio sexual e moral contra Silvio Almeida em andamento.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. AMBAR

    6 de setembro de 2024 1:25 pm

    O silêncio da Anielle é a mais eloqüente das acusações.

  2. AMBAR

    6 de setembro de 2024 1:27 pm

    continuando: Se assim não fosse ela seria a primeira a dizer: “Quequiéisso? Fazer uma acusação dessas a um ministro do nosso governo é intriga da oposição!

  3. Cidadão sem cidadania

    7 de setembro de 2024 3:51 pm

    Se não está comprovado e não tem prova, isso prova inocência, Lula sempre jogando as pessoas ao mar, assim foi no mensalão, assim foi no petróleo, e hoje todos inocentados

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