Ferramenta vai ajudar a identificar quem comete ataques racistas nos estádios

O monitoramento é um acordo de cooperação entre o Ministério da Justiça e Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

Grupo técnico reunido em uma mesa são fotografados enquanto apresentam o relatório
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O governo federal apresentou nesta quinta-feira (3) relatório com recomendações para o combate ao racismo no esporte. Uma dessas recomendações contém a implementação de uma ferramenta que permite identificar quem comete ataques racistas nos estádios de futebol.

O projeto é de autoria do grupo técnico criado em junho e composto por integrantes dos ministérios do Esporte, da Igualdade Racial e da Justiça e Segurança Pública.

“O que se busca não é a punição, mas sim inibir a prática do ato. Esse tipo de tecnologia vem demonstrando que quando a pessoa sabe que ela pode ser identificada, que a imagem dela está ali e que o ato dela tem consequência, isso ajuda, muitas vezes, a inibir a prática do crime”, explicou.  

Marivaldo Pereira, secretário de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública

O monitoramento é um acordo de cooperação entre o Ministério da Justiça e Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Outras medidas

Além da ferramenta de identificação, outras ações previstas no relatório para o segundo semestre são a confecção de bandeirões em conjunto com a Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg), criação de selo e prêmios para entidades esportivas antirracistas e levantamento de dados sobre racismo nas atividades esportivas.  

No relatório, o grupo técnico recomenda ainda implantação de espaços de manifestação para atletas, atendimento psicológico aos desportistas negros, organização de debates e publicação de cartilhas direcionadas aos torcedores, criação da Autoridade Nacional para Prevenção e Combate à Violência e à Discriminação no Esporte ou órgão similar, além de adoção de dispositivos antirracistas no esporte amador, de lazer e escolar.  

Para a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, é fundamental que além das implementações antirracistas, que o governo dê condições para que crianças e adolescentes frequentem e permaneçam nesses espaços.

“Não é somente a gente pensar em campanhas, seminários, monitoramento, estudo e aplicabilidade das leis. Não pode ser só isso, por isso é um programa nacional”, disse. “É uma construção de ações concretas que a gente vai viabilizar, não somente entre ministérios, mas com escutas também”, afirmou.

Com informações da Agência Brasil

Isadora Costa

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