5 de junho de 2026

Fim da aposentadoria especial é o maior crime da reforma da Previdência, afirma Paim

Medida vai impactar a vida dos profissionais que trabalham sob risco, como vigilantes, eletricitários e químicos, entre outros
Soldador é uma das profissões de risco que não terá mais cobertura da aposentadoria especial. A palavra 'periculosidade' pode ser retirada da Constituição (Foto Pixabay)

São Paulo – O senador Paulo Paim (PT-RS), que tem lutado para defender o interesse dos trabalhadores na reforma da Previdência, afirmou na quinta-feira (19) que o maior crime do texto que tramita na Casa, depois de ter sido aprovado em primeira votação na Câmara dos Deputados, é o fim da aposentadoria especial.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“Vigilantes, guardas de trânsito, guardas municipais, eletricitários, quem trabalha com produtos químicos e explosivos… Retiram da Constituição a palavra ‘periculosidade’. Ou seja, proíbem quem trabalha em área de alto risco, com essa supressão, e deixam lá depois, afirmando que é proibido aposentadoria por periculosidade. Isso para mim é o maior crime que essa reforma comete”, disse à Rádio Senado.

O texto da reforma da Previdência estabelece regras mais brandas de aposentadoria para policiais federais, civis, agentes penitenciários e educativos. Além de policiais militares, e bombeiros.

O texto retira do regime especial os guardas municipais, vigilantes e agentes de trânsito que passam a ficar sujeitos às mesmas regras dos demais servidores, 62 anos para as mulheres e 65 para os  homens, com 25 anos de contribuição.

O secretário da Federação Nacional dos Sindicatos de Guardas Municipais do Brasil, José Rogério, disse que a diferença na aposentadoria desses trabalhadores não é um privilégio, mas uma necessidade

“Não faltam evidências de que nós, guardas municipais, somos submetidos a condições excepcionais na nossa árdua tarefa de garantir a segurança da população. Longe, mas longe mesmo de querermos privilégio, ou somente um direito. A aposentadoria especial para os guardas é inegavelmente uma questão de justiça. E infelizmente tanto o governo federal quanto a Câmara dos Deputados cometeram uma tremenda injustiça.”

*Com informações da Lívia Torres, da Rádio Senado.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. naldo

    23 de setembro de 2019 12:08 pm

    Lenga lenga da oposição, mas a verdade é que boa parte é a favor dessa desgraça…….

    Os calculos dessa trolha são furados….deveriam estar no stf questionando todo esse processo viciado…por que em vez do chororo não o fazem???

  2. PEDRO

    23 de setembro de 2019 9:56 pm

    PEC PARALELA, PRIVILÉGIOS MANTIDOS PARA A TURMA DA FARDA NÃO SÃO LENGA LENGA DA OPOSIÇÃO. SÃO AS BELDADES DA TAL “REFORMA” PARA A CASTA QUE “TEM REPRESENTATIVIDADE” JUNTO AOS PARLAMENTARES. NOSSA “BAIXA BURGUESIA” SE ACHA NO DIREITO DE OPINAR SOBRE O QUE NÃO CONHECE. PAPO DE BOTIQUIM É O PREFERIDO DE QUEM NADA TEM A DIZER ALÉM DO PAPO DE BOTIQUIM. PAULO PAIM AO LUTAR PELO APOSENTADO NÃO ESTÁ PROCURANDO SE É DA DIREITA, DA ESQUERDA, DA OPOSIÇÃO. VOLTA PARA SEU PAPO DE BOTIQUIM.

Recomendados para você

Recomendados