21 de maio de 2026

Flávio Dino suspende R$ 670 milhões em emendas com indícios de crimes

CGU apontou indícios de superfaturamento, desvio de recursos, favorecimentos de empresas e ausência da comprovação de compra de bens
O ex-ministro da Justiça Flávio Dino, de 55 anos, tomou posse como novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e é a 10ª indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 3 mandatos. A cerimônia teve pouco mais de 20 minutos e foi realizada no plenário do Supremo, em Brasília. Estavam presentes Lula e autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Como é praxe, o novo ministro não discursou. | Sérgio Lima/Poder360 - 22.fev.2024

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o pagamento de R$ 670 milhões de emendas Pix para nove municípios que mais receberam este tipo de transferência entre 2020 e 2024, ao identificar suspeita de crimes.

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A decisão foi tomada após documento da Controladoria-Geral da União (CGU), após indícios de superfaturamento, desvio de recursos, favorecimentos de empresas e ausência da comprovação de compra de bens.

As cidades afetadas foram:

  1. Rio de Janeiro (RJ): R$ 50,7 milhões, por indícios de superfaturamento;
  2. São João de Meriti (RJ): R$ 58,4 milhões, por indicativos de superfaturamento;
  3. Carapicuíba (SP): R$ 150,9 milhões, por falhas na formalização de processo licitatório;
  4. Macapá (AP): R$ 128,9 milhões, por indícios de superfaturamento;
  5. Camaçari (BA): R$ 45 milhões, por desvio do objeto da execução do contrato;
  6. Coração de Maria (BA): R$ 44,3 milhões, por contratação de empresa sem comprovação de capacidade técnica;
  7. São Luiz do Anauá (RR): R$ 89,4 milhões, por obras paralisadas, com prazo de vigência terminado;
  8. Iracema (RR): R$ 55,7 milhões, por objetos executados fora das especificações técnicas;
  9. Sena Madureira (AC): R$ 46,7 milhões, por ausência de documentos que comprovem a entrega do produto.

Dino apontou ainda que os municípios acima não cumpriram as exigências de transparência na execução das emendas. Apenas São Paulo, que integra o ranking das cidades que mais recebem emendas, não apresentou indícios de ilegalidades.

O relatório da CGU será encaminhado à Polícia Federal (PF), responsável pela abertura de novos inquéritos ou pela continuidade de casos já existentes.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos

    16 de setembro de 2025 2:03 am

    Com certeza o valor deve ser bem maior, pois alguns são mais difíceis de detectar.
    Mas o trabalho não pode parar e os responsáveis pelos desvios do nosso dinheiro precisam ser punidos.
    Houvesse um congresso responsável, estas ações hoje executadas pelo judiciário, além de transparentes, seriam de iniciativa da Câmara.

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