Flávio quer foro privilegiado na investigação sobre rachadinha com Queiroz

Senador também move recurso para emplacar tese de que seu sigilo fiscal foi violado sem ordem judicial

Jornal GGN – Depois de gravar vários vídeos para as redes sociais defendendo o fim do foro privilegiado, o senador Flávio Bolsonaro mais uma vez caiu em contradição e mobilizou advogados para levar o caso Queiroz a tramitar na segunda instância.

Investigado por lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa, o filho do presidente Jair Bolsonaro argumenta que era deputado estadual à época da apuração dos fatos.

Na última segunda (2), de acordo com a Folha de S. Paulo, Flávio moveu dois recursos: um para conseguir o foro privilegiado para si. Outro, para reverter decisão do Tribunal de Justiça do Rio, que rejeitou pedido para suspender as investigações porque o sigilo bancário de Flávio teria sido violado sem autorização judicial.

Na primeira instância do Rio de Janeiro tramita o inquérito que apura o esquema de rachadinha no antigo gabinete de Flávio, conduzido pelo ex-assessor Fabrício Queiroz – que movimentou mais de R$ 1 milhão por ano de maneira suspeita. O juiz do caso é Flávio Itabaiana, que tem imposto derrotas ao Bolsonaro.

 

2 Comentários

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Andira Martins Ribeiro

- 2020-03-05 16:07:26

É falta de JUSTIÇA pra esses Bolsonaros 30 anos nessa vida com o dinheiro Público ! Barbaridade.

Rui Ribeiro

- 2020-03-04 12:25:49

Em março de 2018 e com o filho do lado, Jair Bolsonaro gravou um vídeo criticando o foro privilegiado. Citando processos contra ele no STF, sugeriu abrir mão do benefício. “Não quero essa porcaria de foro privilegiado”. Isso me lembra da peça teatral "Liberdade, Liberdade" Dizia-se que um general fascista defrontando-se com uma dificuldade militar afirmou: "Este é um problema que qualquer criança de três anos é capaz de resolver". Minutos depois o General Fascista ordena: "Eu... humm... tragam-me uma criança de três anos". Eu não quero porcaria de foro privilegiado. Tragam-me um Fux ou um Barroso, ou mesmo uma Carmem Lúcia ou até um Toffoli. Só não me tragam um Lewandovsky. Se não as rachadinhas vão pro brejo

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