Florestas do Amazonas entram em lista de concessões à iniciativa privada

Florestas Humaitá, Iquiri e Castanho devem ser leiloadas até 2021. Entre os ataques constantes ao meio-ambiente, o governo justifica que o programa está focado na sustentabilidade ambiental

Foto: LuBasi/CC

Jornal GGN – A saga do governo de Jair Bolsonaro no desmonte ambiental brasileiro continua. Uma lista aprovada hoje, 19 de fevereiro, pelo conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) disponibiliza 22 novos projetos à concessão de iniciativa privada nos próximos anos. Entre eles está a exploração de recursos das florestas Humaitá, Iquiri e Castanho, todas da região amazônica.

A nova cartela de projetos foi aprovada durante a 12ª Reunião do Conselho do PPI que contou com a presença de Bolsonaro, no Palácio do Planalto. Agora, a carteira do PPI, pasta vinculada ao Ministério da Economia, chefiado por Paulo Guedes, conta 134 projetos e 12 políticas prioritárias.

A Folha de S.Paulo destacou que esta é a primeira vez que florestas entram na lista de concessões para iniciativa privada. De acordo com a equipe econômica a previsão é que Humaitá seja leiloada no final deste ano, já as disputas de Iquiri e Castanho devem acontecer no segundo trimestre de 2021.

Apesar dos ataques constantes ao meio-ambiente, a equipe de Bolsonaro justifica que a carteira do programa está cada vez mais focada na sustentabilidade ambiental.“Elas [as florestas] foram incluídas para que a gente tenha a delegação à iniciativa privada do manejo sustentável dessas florestas, uma agenda que vai contribuir na conservação, para reduzir as queimadas e permitir o controle e investimento sustentável das florestas brasileiras”, disse a secretária do PPI, Martha Seillier.

Durante a reunião, o PPI também incluiu na lista de concessões os parques nacionais de Aparados da Serra/Serra Geral, Canela e São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul.

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