“Foi um erro crasso”, diz Ricardo Galvão sobre exoneração de coordenadora no Inpe

Lubia Vinhas, "a grande especialista em Geoinformática é exonerada do cargo. Se isso não foi intencional, é uma burrice total", diz Galvão. Assista

Jornal GGN – O ex-diretor do Inpe, Ricardo Galvão, disse entrevista exclusiva ao GGN, na tarde desta segunda (13), que a exoneração de Lubia Vinhas do setor de Observação da Terra, após divulgação do recorde de desmatamento na Amazônia, foi um erro “crasso”.

“A pessoa mais importante, a grande especialista de Geoinformática, é exonerada do cargo. Se isso não foi intencional, é uma burrice total. Isso vai repercutir muito forte” no exterior, disse Galvão ao jornalista Luis Nassif.

Para Galvão, a má decisão vem na esteira da pressão internacional que o Brasil está sofrendo por causa do aumento do desmatamento e queimadas na Amazônia.

“Eu não sei se é com má intenção, mas de qualquer jeito, o que posso dizer mais fortemente, foi um erro crasso [a exoneração]. Com toda essa pressão que o Brasil está sofrendo, com o prestígio que o Inpe tem no exterior, parece que esse governo não entende quais são as partes importantes na ciência brasileira”, avaliou.

A Observação da Terra é um setor no Inpe que monitora o desmatamento da Amazônia por meio do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). Para Galvão, a área é “uma das mais importantes no Inpe. É uma das que tem maior penetração na sociedade.”

“Ela [Lubia] foi indicada por um comitê de gente muito importante. Ela é especialista em Geoinformática, eu nunca esperaria que ela seria exonerada, mas foi, e me disse hoje que não soube pelo diretor. Ela viu no Diário Oficial e ficou muito aborrecida”, comentou Galvão. Funcionária pública, Lubia pode ser removida da Observação da Terra, mas continuará no Inpe.

Na entrevista, Galvão também avaliou o trabalho do Inpe após sua exoneração e mostrou preocupação com o processo de escolha do novo diretor.

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5 comentários

  1. Ora, apenas mais uma das tantas ações do projeto “genocídio”.
    depois, os militares se irritam ao serem cobrados por participarem “disso daí”.
    É bem por aí, sim.

  2. Nassif: bem feito pra ela. Primeiro porque é mulher (o pessoal atual acha o gênero inferior), segundo porque sabe pacas desse troço de desmatamento. Podia ter ficado na sua, caladinha, que nem naqueles filmes onde o cara camufla imagem e aparece o que não é. Como faz o governo, agora. Lembra do PrimoCarbonari, que pintava o nordeste (pros militares) como Paraiso? Eu adorava o noticiário. Tinha lugar no Sertão do Cariri que parecia a praia do Leme. Mas não. Teve que vir com essa estatísticas e os cambau-de-bico, assustando investidores. Pegou mal. Até porque os caras já têm um “general” pro lugar. Bobeou, foi pro brejo. Dançou…

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