5 de junho de 2026

Bolsonaro exonera coordenadora da área que monitora devastação da Amazônia

Lubia Vinhas é demitida dias após o Inpe mostrar aumento recorde do desmatamento na Amazônia para o mês de junho
Foto: Academia Brasileira de Ciência

Jornal GGN – O governo Jair Bolsonaro exonerou nesta segunda (13) a coordenadora-geral de Observação da Terra do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Lubia Vinhas, que na semana passada lançou na imprensa dados mostrando o aumento recorde do desmatamento na Amazônia para o mês de junho. A exoneração, assinada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, foi publicada no Diário Oficial da União.

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A Observação da Terra é um setor no Inpe que monitora a devastação da Amazônia por meio do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). Os dados ajudar as equipes de fiscalização a identificar áreas onde pode haver crimes ambientais. A taxa oficial de desmatamento, contudo, é divulgada uma vez ao ano, por outro setor.

Em agosto de 2019,  Bolsonaro, criticado internacionalmente por causa das queimadas na Amazônia, decidiu exonerar o então diretor do Inpe, Ricardo Magnus Osório.

Mesmo com o programa de preservação da Amazônia conduzido por militares e a pressão externa sobre Bolsonaro, a Amazônia continua passando por recordes de desmatamento. Somente em junho, a região perdeu nas queimadas uma área de 1.034 quilômetros quadrados, uma alta de 10,65% em comparação ao mês de junho de 2019. O desmate prejudicou área equivalente à cidade de Belém, no Pará. É o mês com maior devastação nos últimos 5 anos.

Leia também:

Amazônia perdeu em junho área equivalente à cidade de Belém (PA)

 

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6 Comentários
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  1. jcordeiro

    13 de julho de 2020 4:39 pm

    Nassif: tão falando que a ordem veio “do alto”. Para uns, dos píncaros das Agulhas; para outros, diretamente dos Céus, via ProfetaMaldito (mensageiro também do CarcamanoDaMoóca). O TenenteJair (segundo a fonte) até tentou contornar. Mas os indignados, principalmente da área de mineração, estavam irredutíveis. É que o Bambambam da área desconfia que sua cabeça tá a prêmio. E ainda não conseguiu mapear todo subsolo de Pindorama para amigos e familiares poderem explorar economicamente, como o nióbio etc. Essa da “madeira” é cortina de fumaça. Se sobrar umas quireras o gringo dono do Quintal onde moramos já avisou que quer uma boquinha. Justo.

    1. peregrino

      13 de julho de 2020 9:46 pm

      com certeza, florestas dificultam o trabalho de quem procura jazidas de minério…
      e muitos a acreditar que é para plantar e criar gado

      não é bem “procura” é mais uma retirada de tudo que está em cima, porque o mapa já existe há muito, desde a primeira passagem deles pelo poder

      nos Estados Unidos são conhecidos como Prospectors

  2. peregrino

    13 de julho de 2020 4:44 pm

    Bolsonaro não perde uma oportunidade para mostrar a que veio…
    ser favorável a qualquer tipo de destruição e descontrole

    caminha a passos largos para a extinção de todas as funções de controle e preservação ambiental

    Deve ter gostado do que fez no Ministério da Saúde, direcionando-o também para medicar e cuidar da economia

  3. Carlos Elisio

    13 de julho de 2020 8:44 pm

    As ações deste rupo tosco lembra muito aquela estoria do marido que pegando a esposa o traindo na sala mandou vender o sofá.
    Mas, sim, dificil discordar da observação de leitor acima quanto ao problema ter ligacao com identificação e “partilha” de jazidas. Afinal, lidamos com lesas-patrias e vendilhões e a turma do Madero flana por aí.

  4. Ssjsj

    13 de julho de 2020 10:59 pm

    Governo negacionista da ciência demite cientistas por mostrar a incompetência Do governo na gestão ambiental militar não deveria servir governo e sim estado Samuel huddington soldado e estado e desmonte no meio ambiente e e ajunta ministro criminoso do ambiente Salles esse sim deveria ser demitido por que faz

  5. Karina França

    15 de julho de 2020 9:12 pm

    Salafrárioooooooooooooooooooooo

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