Governo Bolsonaro não separou recursos para pagamento de médicos-residentes

Previsão orçamentária para 2021 não inclui as bolsas para 13,2 mil profissionais de saúde, além de reajuste pedido por dois ministérios

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A previsão orçamentária do governo Jair Bolsonaro para 2021 não separou os recursos necessários para efetuar o pagamento de bolsas a 13,2 mil médicos-residentes e outros profissionais da área da saúde, além do reajuste solicitado por dois ministérios.

Os ministérios da Saúde e da Educação defendem o reajuste das bolsas, que estão com o valor congelado desde 2016. Segundo reportagem do portal UOL, o ministro Milton Ribeiro (Educação) pediu mais R$ 302 milhões para ações orçamentárias voltadas para residências de médicos e residências de profissionais em outras áreas de saúde. O valor foi apontado como necessário para que seja publicada uma portaria interministerial assinada pelas duas pastas já com o valor do reajuste.

Ao todo, seriam necessários R$ 665,2 milhões para pagar as bolsas de 13.872 vagas de médicos-residentes no país ao longo de 2021. Porém, a Lei Orçamentária só previu para a ação orçamentária um total de R$ 517,9 milhões, uma diferença de R$ 147,3 milhões.

Atualmente, os médicos-residentes e outros profissionais de saúde recebem uma bolsa de R$ 3,3 mil brutos por uma carga horária de 60 horas semanais, incluindo plantão noturno de no mínimo 12 horas (às vezes, Estados e municípios complementam o valor). Com o reajuste, a bolsa passaria a valer R$ 4,1 mil.

 

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