Jornal GGN – As pessoas mais carentes serão diretamente afetadas pelo final do auxílio emergencial – os últimos saques serão efetuados ao longo de janeiro, uma vez que a última parcela do benefício foi paga em dezembro.
Ao todo, 67,9 milhões de brasileiros (o que representa quatro em cada 10 cidadãos em idade para trabalhar) receberam os pagamentos, que totalizaram R$ 292,9 bilhões ao longo de nove meses.
Com o fim do programa, cerca de R$ 32,4 bilhões deixam de entrar mensalmente nos cofres dos estados – principalmente nos estados do Norte e Nordeste, que receberam cerca de R$ 125 bilhões (cerca de 43%) dentre todos os pagamentos efetuados.
E a falta de garantias em torno de uma retomada consistente da oferta de trabalho deve amplificar as desigualdades sociais, uma vez que até o momento não existe um programa social, via transferência de renda, ou um plano econômico devidamente estruturado para viabilização e incentivar a geração de empregos.
Enquanto isso, o governo de Jair Bolsonaro já afirmou que não tem dinheiro em caixa para estender os pagamentos, enquanto economistas não encontram consenso sobre a prorrogação e os critérios empregados – enquanto uma parte se preocupa com a questão social, outros estão mais focados no comportamento das contas públicas. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
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