Fim do auxílio emergencial joga mais de 10 milhões de brasileiros na miséria

Pobreza deve ultrapassar níveis registrados em 2019, e governo Bolsonaro ainda não anunciou como atender quem vinha recebendo o auxílio

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A inflação desigual e o fim do auxílio emergencial deve fazer com que os níveis de pobreza no Brasil ultrapassem os patamares contabilizados em 2019.

Cálculos obtidos pelo jornal O Globo mostram que 11,6 milhões de brasileiros foram jogados na pobreza desde agosto de 2020, por conta do corte do auxílio na metade de setembro (quando o valor pago passou a ser de R$ 300) e a inflação, que foi o dobro para a população de renda mais baixa.

A parcela de brasileiros considerados pobres (com renda domiciliar per capita de R$ 455 por mês) chegou a 24,12% em novembro, considerando o efeito da inflação desigual. Esse número representava 18,42% da população em agosto, e mostra que o pagamento do auxílio emergencial injetou cerca de R$ 50 bilhões para reforçar ou substituir a renda de quem perdeu o emprego na pandemia.

O pagamento do auxílio emergencial foi oficialmente encerrado nesta quinta-feira (31/12), e o governo de Jair Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre como irá ajudar o contingente de 65 milhões de cidadãos que vinham recebendo o auxílio.

 

 

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