10 de junho de 2026

Governo Bolsonaro pretende cortar verba de fiscalização trabalhista

Redução de custos deve chegar a 63%; verbas para combater trabalho escravo atingem menor patamar da história
Foto/Reprodução - Brasil De Fato

Jornal GGN – Os recursos voltados para fiscalizações trabalhistas no primeiro Orçamento do governo Bolsonaro atingiram o menor patamar da série histórica, de acordo com informações do próprio governo federal.

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Dados divulgados no jornal Folha de São Paulo revelam que, do total de R$ 1,4 trilhão em despesas obrigatórias, R$ 26 milhões foram alocados para operações de inspeção de segurança e saúde no trabalho, combate ao trabalho escravo e verificações de obrigações trabalhistas. O corte em relação aos R$ 70,4 milhões do orçamento de 2019 supera os 63%.

Esse deve ser o segundo recuo seguido na atividade, segundo a série histórica do Siop (Sistema de Planejamento e Orçamento) iniciada em 2013. Os enxugamentos acompanham as medidas adotadas pela equipe econômica, que consideram a legislação trabalhista brasileira muito engessada.

Do total de R$ 70,5 milhões autorizados pelo Congresso, a equipe de Bolsonaro usou por mais da metade (R$ 38 milhões) – sendo que a maioria está relacionado a ajustes no eSocial, plataforma para que empregadores forneçam dados dos trabalhadores exigidos por lei.

No caso do orçamento para 2020, R$ 22,7 milhões serão destinados para apurar se as empresas estão cumprindo as obrigações arrecadatórias, enquanto cerca de R$ 1,8 milhão serão voltados para inspeção de segurança e saúde no trabalho e combate ao trabalho escravo.

Redação

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1 Comentário
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  1. Mozart Silva

    22 de novembro de 2019 5:41 pm

    Para que fiscal do trabalho vai precisar mesmo é de capataz qualificados para domar as feras

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