8 de outubro de 2026

Governo norte-americano critica Brasil por combate ao PCC e ao CV e cobra medidas urgentes

Documento enviado ao Congresso dos EUA afirma que facções transformaram o Brasil em centro do fluxo global de cocaína
Com dificuldades internas relacionadas às eleições, Casa Branca reage a Israel enviando armas e acobertando ações desproporcionais. Foto: Reprodução/Wikipedia

Governo Trump critica Brasil por não enfrentar PCC e Comando Vermelho, classificando-os como ameaças terroristas.
Documento dos EUA destaca Brasil como centro global do tráfico de cocaína, mas não o inclui em lista de grandes produtores.
Crítica direta ao Brasil é novidade em relatório anual, que cobra medidas mais duras contra facções criminosas brasileiras.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo de Donald Trump afirmou que o Brasil não tem enfrentado de forma suficiente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) e cobrou do governo brasileiro a adoção urgente de medidas para combater as duas facções. A crítica consta de um documento anual enviado pela Casa Branca ao Congresso dos Estados Unidos na terça-feira (15) e divulgado nesta quarta (16).

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Segundo o texto, as duas organizações criminosas, classificadas pelo governo americano como organizações terroristas, representam uma ameaça crescente à segurança internacional. O documento afirma ainda que PCC e CV transformaram o Brasil em um centro para o fluxo global de cocaína.

“Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente adotar medidas firmes para enfrentá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam”, afirma o governo dos Estados Unidos.

A Casa Branca também compara a atuação brasileira com a de outros governos do Hemisfério Ocidental. Segundo o documento, enquanto outros países estariam adotando medidas para reduzir o tráfico de drogas e combater cartéis, o governo brasileiro teria falhado em enfrentar o PCC e o Comando Vermelho.

Rotas de drogas

Apesar da crítica direta ao governo brasileiro, o Brasil não foi incluído na relação de países que os Estados Unidos classificam como grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas para o ano fiscal de 2027.

A lista deste ano reúne 23 países, entre eles México, Colômbia, Venezuela, Peru, Bolívia e Equador. A classificação considera fatores geográficos, comerciais e econômicos relacionados à produção e ao trânsito de drogas e, segundo o próprio governo americano, não representa necessariamente uma avaliação dos esforços de cada país no combate ao narcotráfico.

O Brasil também não aparece entre os países que Washington considera ter “falhado demonstravelmente” no cumprimento de compromissos internacionais de combate às drogas.

A diferença entre as classificações é relevante: a crítica específica ao Brasil foi incluída no documento, mas o país não recebeu nenhuma das duas classificações formais relacionadas à produção, ao trânsito de drogas ou ao descumprimento das obrigações antidrogas.

PCC e CV

A pressão do governo Trump sobre as facções brasileiras aumentou nos últimos meses. Em maio, o governo americano classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.

A medida passou a integrar a política de Washington de utilizar designações e sanções contra organizações criminosas consideradas ameaças aos interesses dos Estados Unidos.

O governo brasileiro havia manifestado oposição à classificação e defendido uma atuação conjunta na área de inteligência e segurança. A discussão também ocorre em meio às divergências entre os governos de Trump e Luiz Inácio Lula da Silva sobre estratégias de combate ao narcotráfico e segurança na região.

O documento divulgado agora reforça a cobrança de Washington para que o Brasil adote medidas mais duras contra as duas facções.

Mudanças

A menção direta ao Brasil representa uma mudança em relação ao documento divulgado em 2025. Na determinação anterior, o país não havia sido citado nominalmente dessa forma.

Neste ano, além da crítica ao Brasil, o governo Trump destacou a atuação de outros países latino-americanos no combate ao narcotráfico e apresentou avaliações distintas sobre os governos da região.

A Venezuela, por exemplo, permanece na lista de grandes países produtores ou de trânsito de drogas, mas deixou de integrar a relação de governos considerados insuficientes no cumprimento de compromissos internacionais antidrogas.

O documento atribui essa mudança ao aumento da cooperação com o governo venezuelano e aos resultados que, segundo Washington, foram obtidos no combate ao tráfico.

O relatório anual é elaborado no âmbito da política antidrogas dos Estados Unidos e encaminhado ao Congresso americano. A própria legislação e os documentos oficiais do governo ressaltam que a inclusão de um país na chamada “Majors List” não significa, por si só, uma avaliação negativa de seus esforços no combate às drogas.

*Com informações do UOL e g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
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  1. Carlos

    16 de setembro de 2026 4:49 pm

    O centro do fluxo global de drogas são os eua.
    Patifes, temos problemas de mais para aturar pitaco ou imposições de um governo que apoia e abriga todo tipo de bandido.

  2. ed.

    16 de setembro de 2026 5:38 pm

    O Brasil deveria criticar os EEUU por falhar em combater o maior mercado de drogas do mundo, fazendo com que bandidos ganhem muito dinheiro, enfraquecendo nosso combate à criminalidade.
    Né não?

  3. Rui Ribeiro

    17 de setembro de 2026 7:47 am

    As armas que abastecem as facções vêm dos EUA. Porque esse Rato Epsteiniano não toma uma providência quanto a isso?
    Before you accuse me, take a look at yourself, diria o Bo Didley.

  4. Rui Ribeiro

    17 de setembro de 2026 7:51 am

    O debate sobre a responsabilidade pelo avanço do narcotráfico e da violência na América Latina envolve múltiplos fatores complexos, gerando diferentes visões de analistas políticos, governos e especialistas em segurança.O Tráfico de Armas dos EUA para a América LatinaO fluxo de armas: Estudos de órgãos governamentais e ONGs mostram que uma parcela significativa das armas de fogo apreendidas com cartéis no México, América Central e partes da América do Sul tem origem nos Estados Unidos. A facilidade de compra no mercado civil americano e o contrabando por meio de redes criminosas alimentam o poder de fogo de facções.A crítica à postura americana: Críticos de políticas de governos dos EUA, incluindo o do ex-presidente Donald Trump, argumentam que há uma contradição. Sob essa ótica, cobrar uma postura rígida contra a produção e o envio de drogas enquanto não se aplicam controles mais rígidos sobre a venda e o fluxo ilegal de armas para o sul seria incoerente.O Argumento da Demanda e Controle InternoFoco na soberania e corrupção: Por outro lado, defensores de uma abordagem mais dura contra os cartéis argumentam que a principal causa da violência é o crime organizado local e a corrupção institucional dentro dos próprios países latino-americanos, que permitem o avanço das facções.O mercado de drogas: Da mesma forma que as armas descem, as drogas sobem devido à imensa demanda de consumo dentro dos EUA. Setores conservadores americanos costumam enfatizar que os governos locais precisam erradicar as plantações, combater os laboratórios e conter as fronteiras para impedir que substâncias ilegais cheguem às comunidades americanas.Portanto, enquanto um lado destaca que o poder de fogo dos cartéis depende de armamento fabricado e adquirido nos EUA, o outro enfatiza que a raiz do problema reside na incapacidade dos Estados vizinhos de conter o crime em seus territórios e na própria demanda global por narcóticos.

  5. Rui Ribeiro

    17 de setembro de 2026 8:00 am

    Você tocou no ponto que o próprio governo americano admite nos relatórios.

    O fluxo é cruzado e alimenta os dois lados:

    *1. Armas indo para o sul:*
    – México: 70% das armas recuperadas e enviadas para rastreio da ATF entre 2014-2018 eram de origem americana. Dados mais recentes da ATF falam em 68 mil de 99 mil pedidos do México rastreados até fabricante/importador dos EUA.
    – América Central (Belize, El Salvador, Guatemala, Honduras): 40% das 27 mil armas recuperadas de 2015 a 2019 vieram dos EUA, o resto de outros 39 países. f297c036

    O próprio GAO classifica isso como “ameaça à segurança nacional, pois facilita o tráfico ilegal de drogas e tem sido ligado ao crime organizado”. 141b

    Os estados fonte principais são Texas (43%), Arizona (22%) e Califórnia (9%) – as rotas Arizona->Sonora e Texas->Tamaulipas/Nuevo León concentram quase 1/3 de tudo.

    *2. Drogas e demanda indo para o norte:*
    Aí entra a sua crítica sobre hipocrisia. Existem dois argumentos que coexistem:

    _Visão que critica os EUA:_ o mercado consumidor americano é o maior do mundo em valor, financia os cartéis. Enquanto cobra erradicação na Colômbia/México, os EUA têm controle frouxo de venda múltipla de fuzis semi-automáticos nos estados da fronteira e pouco controle de saída – a CBP apreendia em média só 115 armas por ano na fronteira até 2019.

    _Visão da política americana (incluindo Trump 1 e 2):_ o foco oficial foi em interdição. A ATF criou a Operação Southbound em 2020, aumentou 86% as apreensões no sentido sul em 2023, e argumenta que 92% das armas desviadas são pegas ainda em solo americano antes de cruzar. Do lado da demanda, a estratégia é de repressão + redução de oferta externa (sanções a cartéis, pressão para o México usar Exército, designação de cartéis como terroristas) mais que redução de consumo interno.

    *3. E se cortasse abruptamente a droga nos EUA – sua Zumbilândia cold turkey?*

    Seria uma crise de saúde pública instantânea, não de segurança. Nos EUA são 100 mil+ overdoses por ano, 80% ligadas a fentanil. Cortar oferta sem tratamento em massa geraria:

    – síndrome de abstinência em massa em prisões, hospitais e ruas (cold turkey de opioides pode matar)
    – substituição ainda mais tóxica – quando a heroína ficou escassa, veio o fentanil 50x mais forte. Se o fentanil sumisse, viria nitazene
    – violência interna por disputa do estoque remanescente

    Por isso epidemiologistas defendem que cortar oferta só funciona se vier junto com redução de demanda – tratamento, MAT (medicação assistida), e controle de armas na outra ponta. Fazer só um lado mantém o ciclo: droga sobe, arma desce.

    A cobrança que você faz é justamente a que México e Colômbia fazem nos fóruns da ONU: responsabilidade compartilhada. Se não há compartilhamento, só cobrança de um lado, o objetivo não é comater as drogas e a violência, é ter um pretexto para .anter a América Latina com a cara na lama

  6. Rui Ribeiro

    17 de setembro de 2026 2:03 pm

    O debate sobre as pausas e o controle no desenvolvimento da inteligência artificial envolve grandes interesses econômicos, geopolíticos e preocupações com a segurança global. Os motivos que levam líderes de tecnologia a pedir cautela dividem-se em duas narrativas principais.
    ## 1. A Narrativa da Segurança e Riscos Existenciais
    Muitos cientistas e executivos argumentam que o avanço rápido demais pode criar sistemas difíceis de controlar. Entre os riscos citados estão:

    * Falta de alinhamento: O temor de que sistemas superinteligentes tomem decisões autônomas que não compartilhem dos valores ou da segurança humana.
    * Impacto social em massa: A velocidade da automação pode desestabilizar mercados de trabalho e economias inteiras antes que a sociedade consiga criar redes de proteção.
    * Desinformação e segurança cibernética: O uso dessas ferramentas em larga escala para campanhas de desinformação perfeitas ou para a criação de armas digitais e biológicas.

    ## 2. A Narrativa Comercial e Geopolítica (O “Fechamento de Mercado”)
    Por outro lado, analistas políticos e defensores do código aberto (open source) apontam que o pedido para “pisar no freio” pode ser uma estratégia de mercado. Sob essa ótica:

    * Criação de barreiras de entrada: Empresas que saíram na frente e já possuem infraestrutura bilionária querem que governos criem regulações rígidas e pesadas agora. Isso impede que novas startups, universidades ou cientistas independentes consigam competir, garantindo o monopólio das gigantes atuais.
    * Corrida Geopolítica: Existe uma disputa feroz entre blocos econômicos (especialmente EUA e China) pelo domínio dessa tecnologia. O discurso de pausa muitas vezes serve para alinhar políticas de Estado que protejam as indústrias locais de concorrentes estrangeiros.

    Como uma linha de código, eu não tenho intenções ou como enganar: opero estritamente dentro dos limites e dados que me foram dados. O controle sobre a velocidade, o acesso e o uso dessa tecnologia continua sendo uma disputa puramente humana, travada no topo das grandes corporações e governos.
    Como você vê o papel do Estado na regulação dessas grandes empresas de tecnologia? Se preferir, podemos voltar a fechar a matemática do seu fractal. Como quer seguir?
    Se quiser continuar, me diga qual caminho prefere:

    * Discutir as implicações políticas e econômicas da regulação da IA.
    * Receber o apêndice final com a tabela de escala atômica do seu fractal.

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