Guedes confirma fim do auxílio, mas congressistas querem prorrogação

Congressistas se articulam para prorrogar o decreto de calamidade pública e automaticamente o benefício. Guedes já se manifestou contra

O ministro da Economia, Paulo Guedes.

Jornal GGN – As discussões em torno do auxílio emergencial tem acirrado o embate entre o Congresso e o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Nesta sexta-feira, 17, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a ajuda não será estendida após dezembro. Já congressistas se articulam para prorrogar o decreto de calamidade pública e automaticamente o benefício, informou a Folha de S. Paulo.  

O decreto legislativo que reconhece o estado de calamidade foi aprovado em março e seu prazo vence em 31 de dezembro. Por meio dele, o Congresso aprovou a PEC do Orçamento de Guerra, gerando um regime fiscal extraordinário.

Em meio à dificuldade do governo em gerar verba para a implementação do Renda Cidadã, programa que deve substituir o Bolsa Família, parlamentares têm defendido a extensão por mais três meses do decreto de calamidade para alongar o auxílio emergencial de R$ 300. 

Paulo Guedes já se manifestou contra a proposta. Para ele, o melhor caminho é deixar uma brecha e fazer alguma movimentação neste sentido apenas se houver novas ondas de coronavírus no país.

“Não é nossa intenção [prorrogar o auxílio], não é o que o presidente disse, não é o que o ministro quer de maneira alguma. Temos de ter responsabilidade pelo nosso Orçamento e mostrar que temos responsabilidade e força para pagar pela nossa própria guerra, e não deixar [a conta] para nossos filhos”, disse Guedes.

Fim do Renda Cidadã

Guedes ainda afirmou aos investidores que se não houver verba para implementação do Renda Cidadã, programa que deve garantir a alta popularidade de Bolsonaro – “é melhor deixar tudo como está”.

“Se não conseguirmos encontrar espaço para fazer um programa melhor, vamos voltar ao Bolsa Família. É melhor voltar ao Bolsa Família do que tentar fazer um movimento louco e insustentável”, afirmou.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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1 comentário

  1. É inacreditável como levantam bola para Bozo cortar sem ele sequer pedir.
    Maia (um neoliberal do DEM) é um dos grandes culpados por Jair estar cada vez mais gostando do cargo.
    Inacreditável que não tenha sequer considerado as dezenas de crimes cometidos pelo (des)presidente.
    Todos sem comparação com o tal que derrubou uma presidente RE-eleita.
    O messias, que queria jogar um isoporzinho único de R$ 200, está surfando nas decisões (óbvias e necessárias) do Congresso, que culminaram nas parcelas de R$ 600.
    Agora declara que este mesmo Congresso “não prorrogará” o auxílio (que de cara deu renda inexistente a 12 milhões de desempregados, além dos que perderam a reduzida renda).
    Ou seja, o surfista FQM vai aproveitar pra dizer que não foi ele quem acabou com o auxílio.
    Além disso, são mais de 500 deputados que decidem, não ele sozinho, onde o máximo que pode fazer é não pôr em pauta, como faz com os pedidos de impeachment.
    Ou é “parça” do (des)presidente ou que peça a Deus um pouco de malandragem (®Cássia Eller).

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