Guerra comunicacional: Bolsonaro alimenta “neurose” dos seguidores para mantê-los coesos

"Para que campanha institucional se a ideia é manter todo mundo coeso, seguindo o Bolsonaro, o ‘grande mito’? O que você tem que fazer é continuar alimentando a neurose dessas pessoas", diz Letícia Sallorenzo

Jornal GGN – O governo Bolsonaro não investe em campanhas institucionais porque seu objetivo comunicacional é outro: manter os seguidores, sua base eleitoral, coesa. Para isso, constantemente ele e os filhos alimentam as “neuroses” dos eleitores, trabalham com o “medo”, e a melhor forma de criar essa atmosfera sombria é produzindo fake news.

“Os Bolsonaro são quatro idiotas. Nós temos mais capacidade de bolar um plano e estratégia de comunicação do que eles. Isto posto, o que a gente conclui? Que tem gente por trás deles. Que toda a estratégia de comunicação vem de fora. Não me digam que Steve Bannon não comanda os Bolsonaro porque eu não acredito. Até porque Steve Bannon é a pessoa que faz a conexão da extrema-direita no mundo. Ele tem conexões na França, Itália, Hungria, Alemanha, Estados Unidos e Brasil. Tem uma comunicação da extrema-direita funcionando baseada em mentiras e fake news.”

“Para que campanha institucional se a ideia é manter todo mundo coeso, seguindo o Bolsonaro, o ‘grande mito’? O que você tem que fazer é continuar alimentando a neurose dessas pessoas, a desconfiança, o medo, é isso que está acontecendo. Temos uma realidade de um presidente verdadeiramente populista de direita, que trabalha com inimigos. Bolsonaro só existe se houver um antagonista. Ele nunca vai governar, porque se ele conseguir eliminar todo mundo, ainda assim ele não vai saber o que fazer. No momento ele está lutando contra inimigos. Então como ele faz isso? Disseminando fake news.”

A avaliação é da jornalista e mestra em Linguística da UnB Letícia Sallorenzo, a convidada da última edição do Cai Na Roda – o programa semanal de entrevistas no Youtube com as jornalistas do GGN.

A batalha comunicacional entre direita e esquerda nas redes e a gramática da manipulação na imprensa foram os temas centrais da entrevista. Confira a íntegra abaixo:

Esquerda tem capilaridade, mas falta narrativa própria e estratégia nas redes sociais, diz Letícia Sallorenzo

 

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1 comentário

  1. Boa matéria e entrevista. Já havia comentado neste espaço que a cultura do ódio, para prosperar, usa como rega, a “água do medo”. A própria família nutre em si, não conscientemente, o pavor. Fazem tantos malfeitos e escondem-se em suas incapacidades, limitações e inseguranças, pois vivem com medo da justiça estatal sair de suas mãos. Muitos dos problemas de saúde do próprio presidente, denotam isto. Estômago, rins, intestino tem forte conexão com a rede neural, com o sistema nervoso, que no caso de Bolsonaro, é diuturnamente excitado e a expelir ácidos pelo sangue. Hoje se sabe que as células cancerosas se proliferam em ambiente ácido.

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