Jornal GGN – Apenas dois dias após aprovar o uso emergencial da vacina chinesa Coronavac, a Indonésia começou nesta quarta (13) uma das maiores campanhas de vacinação em massa do mundo, com o objetivo de chegar a dois terços de sua população de 270 milhões de pessoas, para atingir a imunidade de rebanho e interromper as cadeias de transmissão do novo coronavírus.
Os profissionais de saúde, os funcionários públicos e a população ativa são os grupos prioritários na campanha de imunização. Os idosos ficarão para depois, informou a Reuters.
O presidente Joko Widodo foi o primeiro cidadão a receber, diante da imprensa, a primeira dose de Coronavac, desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech. A Indonésia adquiriu 122,5 milhões de doses do imunizante, além de mais 330 milhões de doses das vacinas da Astrazeneca e da Pfizer.
O ministro da Saúde da Indonésia, Budi Gunadi Sadikin, disse que cerca de 1,5 milhão de profissionais da área da saúde serão vacinados até fevereiro de 2021, seguidos por funcionários públicos e a população em geral ao longo de 15 meses. O custo da campanha para chegar aos dois terços da população gira em torno de 5 bilhões de dólares.
Ao contrário de muitos países, disse a Reuters, a Indonésia pretende vacinar primeiro a sua população ativa, em vez dos idosos, “em parte porque não possui dados suficientes de ensaios clínicos sobre a eficácia do CoronaVac em idosos.”
A Indonésia informou que, em seus testes clínicos, a Coronavac mostrou uma taxa de eficácia de 65,3%, mas pesquisadores brasileiros do Instituto Butantan disseram na terça (12) que a vacina tem uma taxa global de eficácia de 50,4% – dentro do patamar considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde. Na Turquia, a CoronaVac mostrou uma eficácia de 91,25% com base na análise provisória.
A Indonésia registra quase 25 mil mortes por Covid-19 e mais de 858 mil casos confirmados.
Sem vacinas aprovadas pela Anvisa, o Ministério da Saúde no Brasil ainda não estabeleceu uma data para a execução do plano nacional de imunização. O governo de São Paulo, onde a Coronavac foi testada e será fabricada pelo Instituto Butantan, afirma que começará a campanha no dia 25 de janeiro, mesmo que a pasta de Saúde atrase o planejamento federal.
João Carlos
13 de janeiro de 2021 11:35 amO presidente Joko Widodo é idoso, então deveria ter ido para o fim da fila, visto que os idosos serão os últimos a receber a vacina.
J Fernando
13 de janeiro de 2021 2:23 pmMas, ele tem somente 59 anos…
João Carlos
13 de janeiro de 2021 5:40 pmEu tenho 64 anos.
Eles deveriam ter começado a vacinar pelas pessoas idosas, que são as mais vulneráveis, porém como utilizaram esse critério, de deixar os idosos na fim da fila da vacinação, então o presidente deveria aguardar a sua vez, lá no fim da fila.
Eu sei ler
13 de janeiro de 2021 3:31 pmNão querendo proteger o presidente, mas te explicando o obvio.
1- O presidente do pais tomando a vacina ao-vivo incentiva os outros a se vacinarem.
2- “Os profissionais de saúde, os funcionários públicos e a população ativa são os grupos prioritários na campanha de imunização.”
Ele é o presidente, logo é funcionário público e faz parte da população ativa. Caso um idoso de 80 anos trabalhe, ele será da população ativa.