4 de junho de 2026

Investimento estrangeiro chega a US$ 6,8 bi em agosto

 
Jornal GGN – O ingresso líquido de investimento estrangeiro direto (IED) totalizou US$ 6,8 bilhões no mês de agosto, valor composto por US$ 4,5 bilhões na modalidade participação no capital e US$ 2,3 bilhões em desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhias, segundo levantamento divulgado pelo Banco Central. Nos doze meses encerrados em agosto, os ingressos líquidos de IED somaram US$ 67 bilhões, equivalentes 2,97 % do PIB (Produto Interno Bruto).
 
Os investimentos estrangeiros em carteira registraram US$ 5,4 bilhões em ingressos líquidos no período, compostos por entradas líquidas de US$1,6 bilhão em ações e de US$3,7 bilhões em títulos de renda fixa. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no País somaram ingressos líquidos de US$3,4 bilhões.
 
Os bônus públicos negociados no exterior apresentaram ingressos líquidos de US$ 1,5 bilhão, decorrentes de receita da emissão do Global 45, com um total de US$3,6 bilhões, e amortizações de outros papéis de emissão da República recebidos em troca, no total de US$ 2,1 bilhões.
 
As amortizações líquidas de notes e commercial papers atingiram US$1,3 bilhões no mês, formadas por desembolsos de US$ 410 milhões e amortizações de US$ 1,7 bilhão. Os desembolsos em títulos de renda fixa de curto prazo negociados no exterior atingiram US$174 milhões.

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Os outros investimentos estrangeiros no País apresentaram ingressos líquidos de US$ 3 bilhões em agosto. Segundo o BC, o crédito comercial de fornecedores registrou desembolsos líquidos de US$ 2,3 bilhões, concentrados em operações de curto prazo. Os empréstimos de médio e longo prazos somaram amortizações líquidas de US$ 129 milhões.
 
Já os investimentos brasileiros diretos no exterior registraram aplicações líquidas de US$1,2 bilhão em agosto. A participação no capital de empresas no exterior somou liquidamente aplicações de US$2,1 bilhões, enquanto os ingressos líquidos provenientes de amortizações de empréstimos intercompanhias atingiram um valor total de US$ 898 milhões.
 
Os outros investimentos brasileiros registraram aplicações líquidas no exterior de US$6,2 bilhões em agosto. As concessões líquidas de empréstimos e créditos comerciais de curto prazo ao exterior somaram US$5,2 bilhões. Os depósitos mantidos no exterior, por bancos residentes no Brasil, foram reduzidos em US$ 690 milhões, enquanto os depósitos do setor não financeiro aumentaram US$1,6 bilhão.
 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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12 Comentários
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  1. Raul Abreu Leite

    24 de setembro de 2014 6:43 pm

    Off

    Nassif,

    Segura a Dilma na ONU!

    Na ONU, Dilma destaca políticas para educação, saúde, inclusão social e combate à fome e à corrupção

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=teJugCECeEo%5D

    1. Motta Araujo

      25 de setembro de 2014 12:50 am

      E vc ainda elogia? A tribuna

      E vc ainda elogia? A tribuna da ONU não é para auto elogios e nem para assuntos puramente domesticos, é para PROPOSTAS de largo alcance, para solução de problemas globais  que afetam todos os paises, para isso que existe a ONU, não é para marketing eleitoral.

      1. Josemir

        25 de setembro de 2014 1:30 pm

        E o que ela fez??? Apresentou

        E o que ela fez??? Apresentou um modelo que deu certo, onde maioria dos países desempregaram , mas o Brasil não, saiu do mapa da pobreza, mesmo estando numa crise internacional sem precedentes, reduziu o desmatamento em 80% nos últimos anos, com exceção de 2013. Na minha visão foi apresentar um caminho para que os país saiam da crise, é claro, respeitando a soberania de cada país.

      2. Raul Abreu Leite

        25 de setembro de 2014 2:06 pm

        ‘puramente domésticos’ ???

        Oxe, você chegou a ver o vídeo inteiro, ou se agarrou a este discurso fácil que estão apresentando por ai?

        Só vou copiar e colar um outro comentário que fiz, pra não perder tempo. 

        “Bonito foi ver ela não fugindo de nenhum assunto, passou por Multilateralismo, Mercosul, BRICS, Rússia, dos massacres na Palestina, Sírira e Líbia, Ebola, inação da própria ONU, privacidade digital etc “

        Quanto a falar bem do país, faz parte da premissa. Você preferiria uma premissa falando mal, ou nada sobre o próprio país, e já partisse pra ‘cagação-de-regras’? O que você conhece de oratória? Agora, a parte que você acha que ela foi beneficiada eleitoralmente por seus feitos, ai eu concordo sim contigo, camarada.

  2. Marcelo Castro

    24 de setembro de 2014 6:47 pm

    pragmatismo dos estrangeiros

    Enquanto os investidores nacionais recuam, os estrangeiros não pensam duas vezes ao investir no Brasil. Longe das pressões ideológicas e dos urubológos da mídia , os estrangeiros tem uma visão mais clara, equilibrada, coerente e pragmática da nossa economia. Antes de pensar em “correções de rumo” para economia, é preciso observar os gringos.

    1. Motta Araujo

      25 de setembro de 2014 12:54 am

      Pensam 50 vezes, esses

      Pensam 50 vezes, esses estrangeiros falam português e adoram feijoada, só o endereço é fora do Brasil, porque o “estrangeiro” não paga nenhum imposto, então a fantasia de “estrangeiro” é vestida por muito Zézinho corintiano.

  3. peregrino

    24 de setembro de 2014 7:22 pm

    investidores nacionais não querem nem saber…

    se ligam nas dicas diárias da Globo e das pesquisas manipuladas e seguem enriquecendo às custas dos otários da bolsa de valores

  4. anarquista sério

    24 de setembro de 2014 8:12 pm

    Não há um CENTAVO de

    Não há um CENTAVO de investimento estrangeiro.

            Então de quem é?

              Intome o BC pra informar.

                São brasileiros e outros  com recursos no exterior e que pouco estão se lixando pro país.Querem é lucro rápido.

                     Não irá demorar pra ”bolsa subir” que é uma mentira,É apenas realização de lucro.

                     Afinal. alguém precisa pagar o prejuizo que Eike deu com apoio dos petistas de alto escalão

                          Ou seja: O governo brasileiro perde na ida e na volta( grande BNSD) ,mas quem paga a conta somoss nós.

                         E vc que está lendo( pouco importa seu partido) tbm;

                         O PT é mágico.Empreiteiras e bancos ganham,dão uns trocados pra ralé, estrupam a classe média, e ainda querem ”causar”.

                    Espetaculoso!!!!!!!!!!!!!!!!

  5. Ivan de Union

    24 de setembro de 2014 8:16 pm

    Recomendando de novo,

    Recomendando de novo, trabalho de desconhecidos leitores do Miguel, via Tijolaco

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=21399

  6. Marco Antonio L.

    24 de setembro de 2014 8:19 pm

    Para que mudar em time que

    Para que mudar em time que está ganhando ?

  7. Motta Araujo

    24 de setembro de 2014 9:48 pm

    As analises da CONTA CAPITAL

    As analises da CONTA CAPITAL não podem ser simplificadas, são muito mais complexas do que aparentam à primeira vista.

    1.Grande parte das operações de captação de emprestimos via bonds e notes são RENOVAÇÕES, capta-se US$100 milhões para pagar US$100 milhões que estão vencendo, não é dinheiro novo na economia, é apenas reciclagem de dinheiro.

    2.Muito do dinheiro carimbado como “estrangeiro” é controlado por brasileiros, seja por agencias de bancos brasileiros no exterior, seja por fundos off-shores de capital brasileiro.

    Visão crua dos numeros não é suficiente para dar veridictos tipo “investidores estrangeiros confiam em nós mas os brasileiros não”.

    1. Raposo da Uvas Nacionais

      25 de setembro de 2014 12:09 am

      A arte e o gosto de depreciar seu próprio país

      Ora, colega, vamos combinar o seguinte:

      A maioria das empresas que sofre investimento estrangeiro é estrangeira ou está em processo de mastigação por eles.

      A maioria dos investidores brasileiros no exterior pode muito bem investir seu rico e bem refugiado dinheirinho financeiramente, ao invés de economicamente. Se investem assim, é porque o “negócio” deve ser bão!

      Se alguem coloca grana emprestada e não confia, vai preferir receber do resultado da empresa e não botar mais para trocar (no mínimo, girar), já que supõe-se haver um caldo operacional aí, né? Senão vira “escravos de Jó”.

      Portanto embora seu comentário não seja desarrazoado, o fato é que o Brasil ainda é um dos maiores captadores de IED do mundo (nos tempos fernandistas, era só investimento financeiro especulativo, que sugava juros e quebrou o país algumas vezes). Ah sim, teve a privatarização a preço de liquidação também…

      A questão não é o quanto este numero pode ser “melhorado”. É a inércia empresarial brasileira num dos maiores mercados consumidores do mundo, com enorme potencial de crescimento. Nem com Copa se mexeram, preferiram o “não vai ter”.

      Criticam a economia (?) echoram esmolas enquanto sentam em cima do seu capital, esperando por mudanças meramente políticas que, burramente, acham que lhes serão mais favoráveis.

      O arraso fernandista foi tão avassalador ,que nem perceberam…

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