O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu publicou nesta segunda (26) um artigo no The Wall Street Journal no qual anuncia três condições para acabar com a guerra em Gaza, que já deixou mais de 20 mil mortos entre outubro e dezembro de 2023. Curiosamente, a liberação de mais de 100 reféns israelenses raptados pelo Hamas no ataque de 7 de outubro não está entre os requisitos impostos por Netanyahu.
Segundo Israel, “quando o Hamas for destruído, Gaza for desmilitarizada e a sociedade palestina iniciar um processo de desradicalização, Gaza poderá ser reconstruída e as perspectivas de uma paz mais ampla no Médio Oriente tornar-se-ão uma realidade.”
Ao justificar a primeira condição, que “o Hamas ser destruído”, Netanyahu argumentou que “os EUA, Reino Unido, França, Alemanha e muitos outros países apoiam a intenção de Israel de demolir o grupo terrorista. Para atingir esse objetivo, as suas capacidades militares devem ser desmanteladas e o seu domínio político sobre Gaza deve acabar.”
Ainda de acordo com Netanyahu, o Hamas prometeu atacar Israel “de novo e de novo” e, por isso, “a sua destruição é a única resposta proporcional para evitar a repetição de tais atrocidades horríveis. Qualquer coisa menos garante mais guerra e mais derramamento de sangue.“
Na visão de Israel, a comunidade internacional deve culpar o Hamas pelo assassinato em massa de civis em Gaza desde o ataque em 7 de outubro, já que o grupo terrorista usa os palestinos de escudo humano. Com essa desculpa, Israel bombardeou indiscriminadamente hospitais, escolas, igrejas e outros locais que abrigavam civis, cometendo crimes de guerra perante o direito internacional.
Desmilitarizar Gaza
Para garantir que Gaza será desmilitarizada e “nunca mais seja usada como base para atacar” Israel, Netanyahu defendeu o “estabelecimento de uma zona de segurança temporária no perímetro de Gaza e um mecanismo de inspeção na fronteira entre Gaza e o Egito que atenda às necessidades de segurança de Israel e evite o contrabando de armas para o território”.
Contra a possibilidade de que a Autoridade Palestina administre Gaza após a guerra, o primeiro-ministro escreveu que a “expectativa de que a Autoridade Palestina desmilitarize Gaza é uma quimera”, pois não demonstrou capacidade nem vontade para a função. A Autoridade Palestina, acusou Netanyahu, “atualmente financia e glorifica o terrorismo” na Cisjordânia e “educa as crianças palestinas a buscarem a destruição de Israel”.
Mudanças na sociedade palestina
Sobre a terceira condição para a paz, o primeiro-ministro de Israel escreveu que “as escolas palestinianas devem ensinar as crianças a valorizar a vida em vez da morte e parar de pregar a favor do assassinato de judeus”. “A sociedade civil palestiniana precisa de ser transformada para que o seu povo apoie a luta contra o terrorismo em vez de o financiar”, afirmou Netanyahu.
Segundo ele, a “desradicalização bem-sucedida” que ocorreu na Alemanha e Japão após a Segunda Guerra Mundial é um exemplo.
Com informações de Times of Israel e The Wall Street Journal
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