Os ataques coordenados por Israel mataram 166 pessoas nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde da Faixa Gaza. Com isso, o número de mortos no enclave palestino chegou a 20.424, neste domingo (24), véspera do feriado de Natal.
Entre as vítimas fatais, há pelo menos 8.200 crianças, enquanto outras 4.700 continuam desaparecidas entre os escombros. Morreram ainda cerca de 6.200 mulheres.
Além disso, de ontem para hoje, mais 384 pessoas foram feridas em Gaza, totalizando 54.036 vítimas, desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, em 7 de outubro.
A situação nos últimos nove hospitais que estão parcialmente funcionando, dos 36 hospitais de Gaza, é desesperadora. Funcionários da Organização Mundial da Saúde (OMS) descreveram cenas “insuportáveis” de pacientes abandonados, incluindo crianças, implorando por comida e água, informou o The Guardian.
Até 20 de Dezembro, a OMS registrou 246 ataques a infraestruturas de saúde em Gaza, incluindo hospitais e ambulâncias, resultando em 582 mortes e 748 feridos.
O chefe da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que a “dizimação” do sistema de saúde em Gaza foi “uma tragédia”, reiterou o seu apelo a um cessar-fogo e saudou os médico que continuam o trabalho em circunstâncias cada vez mais terríveis.
“A dizimação do sistema de saúde de Gaza é uma tragédia”, publicou em seu perfil no “X”, antigo Twitter. “Persistimos em pedir o cessar-fogo agora.”
“Diante da constante insegurança e do fluxo de pacientes feridos, vemos médicos, enfermeiros, motoristas de ambulância e outros continuarem a lutar para salvar vidas”, acrescentou Tedros.
Em meio ao caos, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) afirmou ainda que “não pode fornecer ajuda significativa” aos deslocados em Gaza, sob os intensos bombardeamentos de Israel.
Soldados Israelenses
Em contrapartida, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), afirmam que 14 soldados de suas tropas foram mortos em combates desde sexta-feira (22), elevando para 153 o número total de agentes que perderam a vida.
“A guerra exige de nós um preço muito alto, mas não temos escolha senão continuar a lutar”, afirmou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, numa reunião neste domingo. “Seguimos com toda força, até o fim, até a vitória, até atingirmos todos os nossos objetivos”, acrescentou.
Com informações da Al Jazeera.
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