21 de maio de 2026

Israel mira legisladores com campanha de influência

Operação ordenada pelo Ministério dos Assuntos da Diáspora usa contas falsas em redes sociais com pedidos para financiar exército israelense
Foto de dole777 na Unsplash

O governo de Israel organizou e pagou por uma campanha de influência direcionada a legisladores e ao público dos Estados Unidos com mensagens pró-Israel, com o objetivo de angariar apoio às ações na guerra em Gaza.

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Segundo o jornal The New York Times, a campanha foi encomendada pelo Ministério de Assuntos da Diáspora de Israel, órgão público responsável por conectar judeus de todo o mundo com Israel.

O ministério direcionou cerca de US$ 2 milhões para a operação e a execução ficou a cargo da empresa de marketing político Stoic, localizada em Tel Aviv. A campanha teve início no mês de outubro, e segue ativa na rede social X.

Em seu auge, centenas de contas falsas foram criadas nas redes sociais X, Facebook e Instagram se passando por americanos reais que faziam postagens e comentários a favor de Israel.

A campanha também usou o chatbot ChatGPT para gerar muitos dos textos, e criou três sites de notícias falsas com informações em inglês pró-Israel.

As contas tiveram como foco políticos norte-americanos, em especial negros e democratas, com mensagens a instá-los a manter o financiamento das Forças Armadas de Israel.

Segundo a publicação norte-americana, o envolvimento do governo israelense com a operação de influência não chegou a ser divulgado, e ele só foi descoberto por conta do trabalho do FakeReporter, um órgão de vigilância da desinformação.

Na última semana, a Meta, dona do Facebook e do Instagram, e a OpenAI, que fabrica o ChatGPT, disseram que também encontraram e interromperam a operação.

Essa estratégia mostra até onde o governo de Benjamin Netanyahu estava disposto a ir para influenciar a opinião pública norte-americana, tendo em vista que os Estados Unidos são um dos aliados mais leais de Israel – e, recentemente, o presidente Joe Biden assinou um pacote de ajuda militar para Israel no valor de US$ 15 bilhões.

Entretanto, o conflito tem sido impopular entre muitos norte-americanos, que chegaram a pedir para Biden que retirasse o apoio a Israel por conta da matança de civis na região da Faixa de Gaza.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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