3 de julho de 2026

Jornal equatoriano divulga acusações de Durán sobre indústria da delação


Foto: Alex Ferreira/Agência Câmara
 
Jornal GGN – “Ex-colaborador da Odebrecht afirma que delações foram falsificadas para prejudicar políticos”, anunciou o Ecuador Inmediato, jornal online equatoriano. O portal repercutiu no país latino, nesta segunda-feira (11), uma publicação do Valor Econômico sobre as últimas acusações do advogado Rodrigo Talca Durán: “o ex-operador financeiro da Odebrechet acusou as autoridades da Operação Lava Jato de promover ‘delações a la carte'”, divulgou.
 
O diário afirma que as táticas dos investigadores da força-tarefa do Paraná tinham como objetivo “incriminar políticos e autoridades”. Duran contou que negociou um acordo de delação premiada com autoridades, entre eles Sérgio Bruno, coordenador da força-tarefa da Procuradoria-Geral da República (PGR), durante a gestão de Rodrigo Janot, e também com Marcelo Miller.
 
“[Duran] menciou que quando esteve com Marcello Miller, o então procurador teria listado, nome por nome, alguns parlamentares e autoridades e perguntou ao advogado: ‘Qual deles você conhece, o que você pode entregar?'”, reproduziu Ecuador Inmediato.
 
O jornal equatoriano também informou que Tacla Duran percebeu que havia uma acusação do Ministério Público contra ele para obter a confirmação de alegações. Em troca, Duran teria que confirmar casos, para que fossem fechados “somente com a delação premiada, sem comprovação dos fatos, sem investigar, sem levantamentos”.
 
“‘Esse é o sentido da indústria da ‘delação’, disse o advogado”, completou o diário, que também elencou a relação com Carlos Zucolotto, apontado pelo jornal como “padrinho de casamento do juiz Sergio Moro”, para negociar o acordo de Duran. Zucolotto teria oferecido a ele uma redução dos US$ 15 milhões para US$ 5 milhões da multa que seria imposta, mas o advogado teria que pagar mais US$ 5 milhões em honorários advocatícios, “por fora”, destaca a matéria.
 
Em resposta, o ex-procurador e advogado Marcello Miller negou, em nota, as acusações de Duran e disse que o advogado é “antes de tudo, um criminoso, que a pretexto de exercer a profissão de advogado, delinquiu grave e repetidamente”.
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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4 Comentários
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  1. Gonzales

    11 de dezembro de 2017 7:17 pm

    Ao menos …

    … Alguns no Equador estão preoculpados com o que pode ocorrer com eles, devastação total de sua economia em função de delinquentes do sistema judiciário, os funcionários públicos do judiciário convivem tanto com os criminosos que acabam por adquirir alguns de seus vícios.

  2. Henrique Finco

    11 de dezembro de 2017 8:35 pm

    Logo quem…

    Os fatos; isto é: as atitudes do Marcello Miller indicam que o deliquente é ele, Marcello Miller.

  3. lenita

    11 de dezembro de 2017 8:42 pm

    Moro

    Convive com bandidos ladrões de dinheiro público desde o Banestado, que terminou sem prender ninguém, pois quase todos eram tucanos e o Yussef tinha papel central , como doleiro que é desde aquela época. Mas ele está soltinho, pois é “camarada” e  amigo do rei . Aquele que acabará por perder a coroa, pois a credibilidade que tinha, babau !

  4. Gilberto Bueno

    12 de dezembro de 2017 9:53 am

    Pois é, agora a imprensa
    Pois é, agora a imprensa internacional começa publicar matérias sobre as delações premiada. Delações estas que renderam um bom dinheiro para advogados selecionados pela farsa jato. Que por interesses econômicos e políticos visam o poder, a traição do entreguismo, e prejudicar o PT. Afinal fazer vista grossa para o BANESTADO é normal por que políticos do PSDB – Partido Sucumbista da Destruição do Brasil são todos inimputáveis! Bem como perdoar mais de 20 bilhões do ITAÚ, crime de renúncia de recita por isentar as multinacionais do petróleo corruptoras em mais de 5Trilhões isto somando toda perda das indústrias nacionais e de empregos, nada disso é visto pela farsa jato.
    Quando a sociedade irá começar a tomar as ruas contra essa ditadura do judiciário? Ditadura essa que está servindo ao mercado para destruir nosso País.

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