Jornal equatoriano divulga acusações de Durán sobre indústria da delação


Foto: Alex Ferreira/Agência Câmara
 
Jornal GGN – “Ex-colaborador da Odebrecht afirma que delações foram falsificadas para prejudicar políticos”, anunciou o Ecuador Inmediato, jornal online equatoriano. O portal repercutiu no país latino, nesta segunda-feira (11), uma publicação do Valor Econômico sobre as últimas acusações do advogado Rodrigo Talca Durán: “o ex-operador financeiro da Odebrechet acusou as autoridades da Operação Lava Jato de promover ‘delações a la carte'”, divulgou.
 
O diário afirma que as táticas dos investigadores da força-tarefa do Paraná tinham como objetivo “incriminar políticos e autoridades”. Duran contou que negociou um acordo de delação premiada com autoridades, entre eles Sérgio Bruno, coordenador da força-tarefa da Procuradoria-Geral da República (PGR), durante a gestão de Rodrigo Janot, e também com Marcelo Miller.
 
“[Duran] menciou que quando esteve com Marcello Miller, o então procurador teria listado, nome por nome, alguns parlamentares e autoridades e perguntou ao advogado: ‘Qual deles você conhece, o que você pode entregar?'”, reproduziu Ecuador Inmediato.
 
O jornal equatoriano também informou que Tacla Duran percebeu que havia uma acusação do Ministério Público contra ele para obter a confirmação de alegações. Em troca, Duran teria que confirmar casos, para que fossem fechados “somente com a delação premiada, sem comprovação dos fatos, sem investigar, sem levantamentos”.
 
“‘Esse é o sentido da indústria da ‘delação’, disse o advogado”, completou o diário, que também elencou a relação com Carlos Zucolotto, apontado pelo jornal como “padrinho de casamento do juiz Sergio Moro”, para negociar o acordo de Duran. Zucolotto teria oferecido a ele uma redução dos US$ 15 milhões para US$ 5 milhões da multa que seria imposta, mas o advogado teria que pagar mais US$ 5 milhões em honorários advocatícios, “por fora”, destaca a matéria.
 
Em resposta, o ex-procurador e advogado Marcello Miller negou, em nota, as acusações de Duran e disse que o advogado é “antes de tudo, um criminoso, que a pretexto de exercer a profissão de advogado, delinquiu grave e repetidamente”.
 
 

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