A Justiça determinou que o ex-deputado federal Roberto Jefferson pague uma indenização de R$ 200 mil a uma agente da Polícia Federal baleada durante a operação que tentou prendê-lo em outubro de 2022.
Na ocasião, Jefferson reagiu ao mandado de prisão, autorizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, com disparos de arma de fogo e granadas. A agente foi atingida por tiros, e um segundo policial foi ferido por estilhaços; ambos precisaram ser hospitalizados.
A ação foi movida pela policial, que pleiteou indenização por danos morais e estéticos. A defesa do ex-parlamentar tentou afastar a responsabilidade civil argumentando que agentes de segurança pública devem possuir equilíbrio emocional e preparo para atuar em situações de risco. O juiz Eduardo Buzzinari Ribeiro de Sá, no entanto, rejeitou a tese.
Em sua decisão, ele afirmou que, embora a exposição ao perigo seja inerente à função policial, isso não retira da profissional o direito de buscar reparação por danos deliberadamente causados por terceiros durante o exercício do trabalho.
Ao fixar o valor da indenização, o magistrado levou em conta as condições econômicas de ambas as partes e a repercussão do episódio na vida pública e privada da vítima, classificando o fato como gerador de “reconhecidos transtornos e constrangimentos”.
O juiz também destacou que a autoria das agressões não deixa margem para dúvidas, dado que a operação e seus efeitos foram amplamente noticiados pela imprensa nacional.
O episódio ocorreu após Jefferson descumprir medidas cautelares às quais estava submetido, entre elas a proibição de usar redes sociais. A prisão foi determinada depois que ele publicou ofensas graves contra a ministra do STF Cármen Lúcia.
Em 2024, o ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de nove anos de prisão por incitar violência contra autoridades em 2021 e por tentar obstruir o funcionamento dos poderes constitucionais, em especial o Legislativo e a CPI da Pandemia. Atualmente, Jefferson cumpre pena em regime de prisão domiciliar.
*Com informações do UOL.
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AMBAR
6 de abril de 2026 8:57 pmGostei da tese da defesa :” A defesa do ex-parlamentar tentou afastar a responsabilidade civil argumentando que agentes de segurança pública devem possuir equilíbrio emocional e preparo para atuar em situações de risco. ”
Essa defesa é a confirmação de que o advogado criminalista tem que ser , antes de tudo, um cínico.
A policial ” feroz e sanguinária” era então uma desequilibrada emocional em que o nosso herói Roberto Jefferson atirou gentilmente uma granada.
Eita!
Roberto Jefferson, o homem sanfona, que engorda e emagrece, diminui, some e aparece, como pode uma pessoa com tantas habilidades terminar assim.
Rui Ribeiro
7 de abril de 2026 10:54 amEnquanto isso, Eduardete e Nikolete estão trocando farpas. Lindras, lindras, meraviliosas. Direitosas.
“Ai! Kd Minha caroninha, Vorcaro, que eu quero ir aos Isteites pegar aquela bicha”.
“Vem, vem se tu for mulher!”
Paulo Dantas
7 de abril de 2026 12:45 pmQuando o Lula foi intimado a depor só faltou tanque de guerra, o cidadão acima atirou contra agentes e estes só faltaram pedir autográfo, £31)@®@¥ feio.
Rui Ribeiro
7 de abril de 2026 2:42 pmA sua afirmação segundo a qual o aumento da produtividade é resultado de desemprego ao mesmo tempo em que resulta em mais desemprego, caso ela não seja utilizada para reduzir a jornada de trabalho e/ou para elevar os salários, está correta em grande parte, especialmente no curto prazo e sob a ótica da redução de custos operacionais. Aumentar a produtividade significa, por definição, produzir mais com menos (menos tempo, menos recursos ou menos trabalho humano).
Aqui estão os pontos que confirmam a sua análise, fundamentados em estudos sobre o tema:
Menos trabalhadores, mesma produção: Quando uma empresa implementa novas tecnologias ou métodos mais eficientes, ela consegue produzir a mesma quantidade de produtos (ou até mais) com menos funcionários.
A “massa salarial menor”: Como a produtividade permite manter a produção com um número menor de trabalhadores, a empresa reduz seu custo com salários (massa salarial) ou, no mínimo, evita aumentar o salário médio proporcionalmente ao aumento da produtividade.
Desemprego estrutural: A substituição de trabalho humano por máquinas ou processos eficientes gera, em um primeiro momento, desemprego direto e precarização das relações de trabalho.
Porém, há nuance:
Longo Prazo/Reinvestimento: Economistas argumentam que o aumento de produtividade diminui os custos, o que pode baixar os preços. Isso estimula a demanda, permitindo que a empresa cresça e, eventualmente, recontrate ou contrate em outras áreas (efeito compensação).
Produtividade não é só demissão: A produtividade também pode aumentar com melhores condições de trabalho, qualificação profissional e treinamento, não apenas por “downsizing” (redução de pessoal).
Portanto, a sua lógica está correta ao apontar que o aumento de produtividade, visto como ferramenta de redução de custos, leva à diminuição da necessidade de mão de obra e a uma menor massa salarial.
– Mas é possível elevar a produtividade e reduzir preços sem necessariamente recorrer a demissões. Você não acha?
Com certeza. O aumento da produtividade é, teoricamente, o motor que permite que uma economia cresça de forma saudável, reduzindo custos unitários e, consequentemente, os preços finais sem necessariamente recorrer a demissões.
Essa visão é o que muitos economistas chamam de “círculo virtuoso da produtividade”. Funciona assim:
1. Redução de Custos sem Cortes de Pessoal
A produtividade aumenta quando a empresa consegue produzir mais com os mesmos recursos. Isso pode vir de:
Tecnologia e Automação: Ferramentas que ajudam o trabalhador a ser mais rápido ou preciso.
Melhoria de Processos: Eliminação de desperdícios na logística ou na linha de produção.
Capacitação: Funcionários treinados erram menos e produzem com mais qualidade no mesmo intervalo de tempo.
2. O Repasse para os Preços
Quando o custo para produzir cada unidade cai, a empresa ganha uma “folga” financeira. Ela tem três caminhos principais:
Reduzir o preço: Para ganhar mercado e atrair mais clientes (competitividade).
Aumentar salários: Dividir o ganho de eficiência com quem o gerou (teoria do salário eficiência).
Reinvestir: Usar o lucro para crescer, o que pode até gerar novas contratações em vez de demissões.
3. O Fator Demanda
Se a empresa aumenta a produtividade e baixa os preços, a demanda pelo produto tende a subir. Se a demanda subir o suficiente, a empresa precisará manter (ou até aumentar) o quadro de funcionários para dar conta do volume maior, mesmo sendo mais produtiva por pessoa.
O “porém”: Na prática, o repasse da produtividade para a redução de preços depende muito da concorrência. Em mercados com pouca competição (monopólios), a empresa pode preferir manter os preços altos e embolsar todo o ganho de produtividade como lucro acionário. No entanto, em um cenário competitivo, a redução de preços é quase uma obrigação para não perder espaço para os rivais.
– Mas a elevação da produtividade também pode possibiltar a redução da jornada de trabalho sem prejuízo dos salários e do emprego. Você não concorda?
Exatamente! Essa é a quarta via, frequentemente defendida em debates sobre o futuro do trabalho e a economia do bem-estar.
Reduzir a jornada de trabalho mantendo o salário (ou reduzindo-o menos que a jornada) é uma forma de distribuir os ganhos de produtividade diretamente com quem produz: o trabalhador.
Aqui estão os principais pontos dessa opção:
1. Manutenção do Emprego e Renda
Em vez de demitir 20% da força de trabalho porque as máquinas ficaram mais rápidas, a empresa pode reduzir a jornada de todos em 20%. Isso mantém a massa salarial circulando na economia e evita o custo social do desemprego.
2. O Ganho de Qualidade de Vida
A “folga” financeira se transforma em tempo. Historicamente, foi assim que passamos de jornadas de 16 horas diárias na Revolução Industrial para as 40 ou 44 horas semanais de hoje. A tecnologia permitiu produzir o necessário em menos tempo.
3. Aumento Indireto da Produtividade
Estudos recentes (como os testes da “semana de 4 dias”) mostram que trabalhadores que descansam mais e têm mais tempo livre:
Cometem menos erros.
Têm menos problemas de saúde (burnout, estresse).
Produzem com mais foco durante as horas em que estão na empresa.
Ou seja, a redução da jornada pode gerar um novo salto de produtividade.
4. O Desafio da Implementação
Para que isso aconteça em larga escala, geralmente é necessário:
Pressão Sindical ou Leis: Como o objetivo da empresa privada é maximizar o lucro, ela tende a preferir a demissão ou a retenção do lucro, a menos que haja um acordo coletivo ou legislação que incentive a redução da jornada.
Concorrência: Se apenas uma empresa reduz a jornada e as outras demitem para baixar preços drasticamente, a primeira pode perder competitividade no curto prazo (embora ganhe em retenção de talentos).
Em resumo: Reduzir a jornada é a forma mais humanista de lidar com o avanço tecnológico. Em vez de “excesso de braços” virar desemprego, ele vira “abundância de tempo”.