10 de junho de 2026

Justiça condena Roberto Jefferson a indenizar agente da PF baleada durante sua prisão

Ex-deputado terá de pagar R$ 200 mil à policial atingida em outubro de 2022, quando reagiu com tiros e granadas à ordem de prisão
Imagem: Reprodução/Twitter

Justiça determina que ex-deputado Roberto Jefferson pague R$ 200 mil a agente da PF baleada em operação de prisão.
Jefferson reagiu com tiros e granadas a mandado autorizado por Alexandre de Moraes, ferindo policiais que foram hospitalizados.
Ex-parlamentar cumpre prisão domiciliar após condenação por incitar violência e obstrução; indenização reconhece danos causados.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Justiça determinou que o ex-deputado federal Roberto Jefferson pague uma indenização de R$ 200 mil a uma agente da Polícia Federal baleada durante a operação que tentou prendê-lo em outubro de 2022.

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Na ocasião, Jefferson reagiu ao mandado de prisão, autorizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, com disparos de arma de fogo e granadas. A agente foi atingida por tiros, e um segundo policial foi ferido por estilhaços; ambos precisaram ser hospitalizados.

A ação foi movida pela policial, que pleiteou indenização por danos morais e estéticos. A defesa do ex-parlamentar tentou afastar a responsabilidade civil argumentando que agentes de segurança pública devem possuir equilíbrio emocional e preparo para atuar em situações de risco. O juiz Eduardo Buzzinari Ribeiro de Sá, no entanto, rejeitou a tese.

Em sua decisão, ele afirmou que, embora a exposição ao perigo seja inerente à função policial, isso não retira da profissional o direito de buscar reparação por danos deliberadamente causados por terceiros durante o exercício do trabalho.

Ao fixar o valor da indenização, o magistrado levou em conta as condições econômicas de ambas as partes e a repercussão do episódio na vida pública e privada da vítima, classificando o fato como gerador de “reconhecidos transtornos e constrangimentos”.

O juiz também destacou que a autoria das agressões não deixa margem para dúvidas, dado que a operação e seus efeitos foram amplamente noticiados pela imprensa nacional.

O episódio ocorreu após Jefferson descumprir medidas cautelares às quais estava submetido, entre elas a proibição de usar redes sociais. A prisão foi determinada depois que ele publicou ofensas graves contra a ministra do STF Cármen Lúcia.

Em 2024, o ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de nove anos de prisão por incitar violência contra autoridades em 2021 e por tentar obstruir o funcionamento dos poderes constitucionais, em especial o Legislativo e a CPI da Pandemia. Atualmente, Jefferson cumpre pena em regime de prisão domiciliar.

*Com informações do UOL.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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4 Comentários
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  1. AMBAR

    6 de abril de 2026 8:57 pm

    Gostei da tese da defesa :” A defesa do ex-parlamentar tentou afastar a responsabilidade civil argumentando que agentes de segurança pública devem possuir equilíbrio emocional e preparo para atuar em situações de risco. ”
    Essa defesa é a confirmação de que o advogado criminalista tem que ser , antes de tudo, um cínico.
    A policial ” feroz e sanguinária” era então uma desequilibrada emocional em que o nosso herói Roberto Jefferson atirou gentilmente uma granada.
    Eita!
    Roberto Jefferson, o homem sanfona, que engorda e emagrece, diminui, some e aparece, como pode uma pessoa com tantas habilidades terminar assim.

  2. Rui Ribeiro

    7 de abril de 2026 10:54 am

    Enquanto isso, Eduardete e Nikolete estão trocando farpas. Lindras, lindras, meraviliosas. Direitosas.

    “Ai! Kd Minha caroninha, Vorcaro, que eu quero ir aos Isteites pegar aquela bicha”.

    “Vem, vem se tu for mulher!”

  3. Paulo Dantas

    7 de abril de 2026 12:45 pm

    Quando o Lula foi intimado a depor só faltou tanque de guerra, o cidadão acima atirou contra agentes e estes só faltaram pedir autográfo, £31)@®@¥ feio.

  4. Rui Ribeiro

    7 de abril de 2026 2:42 pm

    A sua afirmação segundo a qual o aumento da produtividade é resultado de desemprego ao mesmo tempo em que resulta em mais desemprego, caso ela não seja utilizada para reduzir a jornada de trabalho e/ou para elevar os salários, está correta em grande parte, especialmente no curto prazo e sob a ótica da redução de custos operacionais. Aumentar a produtividade significa, por definição, produzir mais com menos (menos tempo, menos recursos ou menos trabalho humano).

    Aqui estão os pontos que confirmam a sua análise, fundamentados em estudos sobre o tema:
    Menos trabalhadores, mesma produção: Quando uma empresa implementa novas tecnologias ou métodos mais eficientes, ela consegue produzir a mesma quantidade de produtos (ou até mais) com menos funcionários.
    A “massa salarial menor”: Como a produtividade permite manter a produção com um número menor de trabalhadores, a empresa reduz seu custo com salários (massa salarial) ou, no mínimo, evita aumentar o salário médio proporcionalmente ao aumento da produtividade.
    Desemprego estrutural: A substituição de trabalho humano por máquinas ou processos eficientes gera, em um primeiro momento, desemprego direto e precarização das relações de trabalho.
    Porém, há nuance:
    Longo Prazo/Reinvestimento: Economistas argumentam que o aumento de produtividade diminui os custos, o que pode baixar os preços. Isso estimula a demanda, permitindo que a empresa cresça e, eventualmente, recontrate ou contrate em outras áreas (efeito compensação).
    Produtividade não é só demissão: A produtividade também pode aumentar com melhores condições de trabalho, qualificação profissional e treinamento, não apenas por “downsizing” (redução de pessoal).

    Portanto, a sua lógica está correta ao apontar que o aumento de produtividade, visto como ferramenta de redução de custos, leva à diminuição da necessidade de mão de obra e a uma menor massa salarial.

    – Mas é possível elevar a produtividade e reduzir preços sem necessariamente recorrer a demissões. Você não acha?

    Com certeza. O aumento da produtividade é, teoricamente, o motor que permite que uma economia cresça de forma saudável, reduzindo custos unitários e, consequentemente, os preços finais sem necessariamente recorrer a demissões.

    Essa visão é o que muitos economistas chamam de “círculo virtuoso da produtividade”. Funciona assim:
    1. Redução de Custos sem Cortes de Pessoal
    A produtividade aumenta quando a empresa consegue produzir mais com os mesmos recursos. Isso pode vir de:
    Tecnologia e Automação: Ferramentas que ajudam o trabalhador a ser mais rápido ou preciso.
    Melhoria de Processos: Eliminação de desperdícios na logística ou na linha de produção.
    Capacitação: Funcionários treinados erram menos e produzem com mais qualidade no mesmo intervalo de tempo.
    2. O Repasse para os Preços
    Quando o custo para produzir cada unidade cai, a empresa ganha uma “folga” financeira. Ela tem três caminhos principais:
    Reduzir o preço: Para ganhar mercado e atrair mais clientes (competitividade).
    Aumentar salários: Dividir o ganho de eficiência com quem o gerou (teoria do salário eficiência).
    Reinvestir: Usar o lucro para crescer, o que pode até gerar novas contratações em vez de demissões.

    3. O Fator Demanda
    Se a empresa aumenta a produtividade e baixa os preços, a demanda pelo produto tende a subir. Se a demanda subir o suficiente, a empresa precisará manter (ou até aumentar) o quadro de funcionários para dar conta do volume maior, mesmo sendo mais produtiva por pessoa.
    O “porém”: Na prática, o repasse da produtividade para a redução de preços depende muito da concorrência. Em mercados com pouca competição (monopólios), a empresa pode preferir manter os preços altos e embolsar todo o ganho de produtividade como lucro acionário. No entanto, em um cenário competitivo, a redução de preços é quase uma obrigação para não perder espaço para os rivais.

    – Mas a elevação da produtividade também pode possibiltar a redução da jornada de trabalho sem prejuízo dos salários e do emprego. Você não concorda?

    Exatamente! Essa é a quarta via, frequentemente defendida em debates sobre o futuro do trabalho e a economia do bem-estar.
    Reduzir a jornada de trabalho mantendo o salário (ou reduzindo-o menos que a jornada) é uma forma de distribuir os ganhos de produtividade diretamente com quem produz: o trabalhador.
    Aqui estão os principais pontos dessa opção:
    1. Manutenção do Emprego e Renda
    Em vez de demitir 20% da força de trabalho porque as máquinas ficaram mais rápidas, a empresa pode reduzir a jornada de todos em 20%. Isso mantém a massa salarial circulando na economia e evita o custo social do desemprego.
    2. O Ganho de Qualidade de Vida
    A “folga” financeira se transforma em tempo. Historicamente, foi assim que passamos de jornadas de 16 horas diárias na Revolução Industrial para as 40 ou 44 horas semanais de hoje. A tecnologia permitiu produzir o necessário em menos tempo.
    3. Aumento Indireto da Produtividade
    Estudos recentes (como os testes da “semana de 4 dias”) mostram que trabalhadores que descansam mais e têm mais tempo livre:
    Cometem menos erros.
    Têm menos problemas de saúde (burnout, estresse).
    Produzem com mais foco durante as horas em que estão na empresa.
    Ou seja, a redução da jornada pode gerar um novo salto de produtividade.
    4. O Desafio da Implementação
    Para que isso aconteça em larga escala, geralmente é necessário:
    Pressão Sindical ou Leis: Como o objetivo da empresa privada é maximizar o lucro, ela tende a preferir a demissão ou a retenção do lucro, a menos que haja um acordo coletivo ou legislação que incentive a redução da jornada.
    Concorrência: Se apenas uma empresa reduz a jornada e as outras demitem para baixar preços drasticamente, a primeira pode perder competitividade no curto prazo (embora ganhe em retenção de talentos).
    Em resumo: Reduzir a jornada é a forma mais humanista de lidar com o avanço tecnológico. Em vez de “excesso de braços” virar desemprego, ele vira “abundância de tempo”.

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