A Justiça Federal do Rio de Janeiro ordenou que a Meta, controladora do Facebook, retire do ar dois perfis responsáveis por disseminar informações falsas sobre pesquisas e vacinas, apresentadas como se fossem comunicados oficiais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com o processo, uma servidora identificada como Isabel de Fátima Alvim Braga mantinha as páginas com publicações descritas pela Advocacia-Geral da União (AGU), que atuou em defesa da Fiocruz, como “conteúdos falsos, alarmistas e ofensivos” relacionados à saúde pública, à política de vacinação e às atividades científicas da fundação.
Para dar ar de legitimidade às postagens, os perfis faziam uso da imagem do Castelo Mourisco, símbolo histórico da instituição, e exploravam o vínculo funcional da acusada com o serviço público como forma de conferir credibilidade às informações veiculadas, segundo a AGU.
A Fiocruz argumentou, na ação, que as publicações tinham potencial de induzir a população ao erro, abalar a confiança nas políticas públicas de saúde e prejudicar a reputação de pesquisadores e servidores da casa.
Na avaliação preliminar do juízo, o material foi além do exercício da crítica e configurou uma campanha sistemática de desinformação contra a instituição. A decisão prevê multa de R$ 10 mil por dia caso a servidora ou a Meta descumpram a determinação judicial.
*Com informações da Agência Brasil.
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Anderson Pereira de Carvalho
19 de maio de 2026 6:37 amO que aconteceu com essa servidora pública divulgadora de FAKENEWS?
Foi presa? Demitida?