6 de junho de 2026

Lava Jato em Curitiba tem competência jurídica para investigar Lulinha?

Segundo o diário dos Marinho, a Lava Jato teve dúvida sobre a competência, pois a Oi e o Gamecorp são sediados no Rio de Janeiro

Jornal GGN – Ainda não está claro como a Lava Jato em Curitiba pretende justificar as investigações contra Lulinha, no caso Gamecorp.

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Como o GGN mostrou aqui, parte dos negócios do grupo Gamecorp (que tem Lulinha entre os sócios) com a Oi/Telemar, já foi investigado em outros dois inquéritos, em São Paulo e Brasília.

Ambos foram arquivados em 2012 por falta de provas de que as transações entre as duas empresas tenham ocorrido em troca de decisões tomadas pelo ex-presidente Lula.

A inovação da turma de Curitiba em relação aos inquéritos arquivados a pedido do próprio Ministério Público, é a história, ainda sem provas, de que o sítio de Atibaia foi comprado com dinheiro ilícito repassado para o Gamecorp pela Oi.

Mais do que falta de provas para essa narrativa, a Lava Jato padece de falta de justificativa clara para lançar seus tentáculos sobre Lulinha.

E até o jornal O Globo, parceiro da Lava Jato, já publicou informação nesse sentido.

Segundo o diário dos Marinho, a Lava Jato teve dúvida sobre a competência jurídica para deflagrar a operação Mapa da Mina, pois a Oi e o Gamecorp são sediados no Rio de Janeiro.

A única coisa que está nas mãos da turma de Curitiba é “a origem da investigação sobre a Andrade Gutierrez, controladora da tele”.

Quando fez acordo com a Lava Jato, em 2015, a Andrade Gutierrez “assumiu o compromisso de promover investigações internas e esclarecer pontos trazido por investigadores.”

Ocorre que, questionado sobre os contratos com o grupo Gamecorp, o delator Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, assinou um termo chamado de “anexo negativo”, “em que atesta não ter conhecimento de ilícitos relacionados ao episódio” que supostamente envolve Lulinha.

Ou seja, até o momento, a Lava Jato em Curitiba não apresentou nenhum elemento que prove sua competência para investigar o filho do ex-presidente Lula no caso Gamecorp/Oi.

Redação

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7 Comentários
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  1. João Bosco

    12 de dezembro de 2019 4:02 pm

    Assim como não tem competência para investigar os casos envolvendo a Petrobrás, ou LULA. Tudo é realmente uma farsa, com o objetivo único de excluir LULA e o PT das eleições presidenciais. São farsantes travestidos de autoridades.

  2. André

    12 de dezembro de 2019 4:04 pm

    Os fora da lei…lawfare na veia!
    O Brasil, virou uma miséria politico-judicial.
    Um congresso lotado de ignorantes e um judiciário fascista!
    Para um povo midiotizado.

  3. Anônimo

    12 de dezembro de 2019 6:03 pm

    Uma pergunta que não quer calar. Pode uma pessoa ficar sendo denunciada e julgada pelas mesmas razões depois de ter sido inocentada? Pode uma pessoa ser julgada pelas mesmas razões em comarcas diferentes?
    A ação cria o que gostam de chamar “insegurança jurídica”

  4. Rui Ribeiro

    12 de dezembro de 2019 6:59 pm

    Pode haver dúvida quanto à competência da Lava Bosta de Curitiba investigar o Lula Jr. mas não há que ela não tem autoridade moral para investigar quem quer que seja.
    Os Jatoeiros é que devem ser investigados

  5. Edivaldo Dias de Oliveira

    12 de dezembro de 2019 7:18 pm

    Se eu entendi direito o que a professora propõe é um fracionamento das lutas, como se isso já não estivesse em funcionamento desde a década 90, com cada segmento considerando que prioritária são as suas bandeiras, sem uma bandeira maior a lhes guiar, a servir de farol.

    Numa entrevista épica a revista impressa Forum, Marilena Chauy já fazia essa critica, com a qual eu concordo plenamente. De lá para cá esse fracionamento só aumentou e não avançamos muita coisa, ou quando avançamos não consolidamos esse avanço, como bem demonstrou o golpe que sofremos.
    Portanto a sua proposta para deter a direita é mais do mesmo, que não está funcionando.

    O que proponho é que todos os seguimentos sociais deixem por um breve momento de contemplar o próprio umbigo e olhem mais para diante em busca de uma bandeira que possa proteger a todos.

    Qual bandeira?

    Poderíamos começar por; Trabalho, Saúde, Segurança e o que propõe Joseph Stiglits. Prosperidade solidária.

  6. Edson J

    12 de dezembro de 2019 9:13 pm

    Dicionário de Houaiss: “Prevaricar: 1. faltar ao cumprimento do dever por interesse ou má-fé; 2. cometer abuso de poder, provocando injustiças ou causando prejuízo ao Estado ou a outrem”.

  7. +almeida

    12 de dezembro de 2019 9:14 pm

    Onde estão os fiscais da lei e da justiça, que devem ter a obrigação de fiscalizar, julgar e penalizar as autoridades do judiciário que descumpre a lei, que desonra o cargo e a instituição? Onde estão que não punem aos que abusam de seus poderes, aos que dão mostras constantes de preconceito, de parcialidade, de seletividade e se mantém impunes? Mais do que um debochado, covarde e aviltante corporativismo, essa prática mais se assemelha a uma propaganda de apologia a quebra da ética, da honra, da moral, da confiança, da dignidade, da lealdade, da verdade e da legalidade. Entendo que a abundância de impunidade conferida a uma parte do judiciário partidária do famoso “I trust” não só envergonha o país e o Poder Judiciário, como o debilita ainda mais a terrível degeneração que a instituição da lei vem sofrendo.

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