21 de maio de 2026

Lava Jato recicla contra Lulinha acusação que foi arquivada em 2012

Duas investigações, instauradas a partir de notícias da imprensa, foram arquivadas por falta de provas

Jornal GGN – A narrativa que a Lava Jato criou contra Lulinha para investigá-lo, em Curitiba, por causa de negócios do grupo Gamecorp com a Oi/Telemar, já foi alvo de dois inquéritos no passado. E ambos terminaram arquivados em Brasília e São Paulo, em 2012.

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Na Justiça de Brasília, tramitou desde 2006 o inquérito civil. Já a investigação criminal nasceu em 2008 no Rio de Janeiro, onde fica a sede da Gamecorp, e depois foi transferida para São Paulo.

As suspeitas eram de que o grupo Gamecorp, que pertence a Lulinha e sócios, teria recebido, somente em 2005, R$ 5 milhões da Oi numa transação supostamente vinculada a um decreto de Lula que alterou a regra das teles, facilitando a fusão da Telemar com o Brasil Telecom.

Na área criminal, o próprio Ministério Público Federal admitiu que “o inquérito policial foi instaurado a partir de requerimento fundado em notícias jornalísticas, sem que fossem carreadas outras provas que apontassem concretamente eventuais vantagens.”

E civil, “não foi possível obter qualquer prova que demonstre efetivamente que o investimento da Telemar na Gamecorp exerceu influência na posterior alteração da norma que veio a permitir a compra da Brasil Telecom”.

Além disso, “tampouco se obteve prova de que o investimento se deu em razão da presença do filho do presidente da República no quadro societário da Gamecorp.”

A Lava Jato em Curitiba reciclou a história, e agora alega suspeita de que todos os pagamentos feitos, de 2005 a 2016, somando R$ 130 milhões, têm algum vínculo com decisões já tomadas por Lula durante sua passagem pelo governo federal.

Para justificar que o caso agora deve tramitar em Curitiba, a força-tarefa liderada por Deltan Dallagnol aponta a suposta existência de um possível elo entre os pagamentos ao Gamecorp e a compra do sítio de Atibaia pelas famílias Bittar e Suassuna. (Leia mais aqui)

Leia mais: MPF em Curitiba força elo entre sítio e Oi para justificar ação contra Lulinha

 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.
alvesscintiaa@gmail.com

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9 Comentários
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  1. Andre Rs T

    10 de dezembro de 2019 1:56 pm

    O regime golpista miliciano no poder sabe que prender um filho de Lula o abate mais do que prender ele Lula.

    Aliás, prender Lula serviu para ganharem a eleição mas não para derrotar Lula

    Agora tentam derrota lo prendendo o filho

  2. João Bosco

    10 de dezembro de 2019 2:36 pm

    A farsa jato, segundo eles mesmos, é pra investigar Petrobrás. A condenação de LULA pelo sítio foi em função de “possíveis” vínculos com a Petrobras. Agora, estão tentando vincular o sítio aos negócios do filho de LULA com a OI/Telemar. Ou seja, provam que a condenação de LULA pelo sítio, que teve por base o escândalo da Petrobras, foi e é uma FARSA. Agora, tentam vincular a compra do sítio, aos negócios do filho com a OI/Telemar (nada a ver com Petrobrás), ou seja, nada a ver com a farsa jato, ou seja MAIS UMA FARSA deles. E o povo enche os bolsos desses farsajateiros pra isso. Deviam estar presos. Mas nunca é tarde.

    1. Gildasio Oliveira

      11 de dezembro de 2019 2:27 pm

      Mesmo o observador mais desatento não verá relação alguma dessa 69ª fase da Lava Jato com a Petrobrás; e se me permitem dizer, o arquivamento sem julgamento de Merito pode dar-se por vários motivos – um deles é a absoluta falta de provas.

  3. Sonia

    10 de dezembro de 2019 5:22 pm

    Incrível é que ninguém detém esse farsante Deltan Dallagnol! Provavelmente ele está tentando disfarçar os efeitos da denúncia do Doleiro dos Doleiros sobre o o colega Paludo! E sobre o Banestado que o envolve e ao Moro! 130 bilhões?

  4. José de Almeida Bispo

    10 de dezembro de 2019 8:51 pm

    A jagunçada está que está!

  5. Mauro Siqueira Camboim

    10 de dezembro de 2019 9:43 pm

    Esse Tantan Urinoll abusa da sorte porque sabe que nenhum adversário vai dar-lhe um tiro na cara, como fazem seus amigos milicianos!

  6. Catarina

    11 de dezembro de 2019 12:10 am

    Voces deveriam usar uma fotografia de Lulinha mais agradavel. Não com essa cara de poucos amigos. Observem estes detalhes ao usar imagens pois estas podem dizer muito mais que aparenta.

  7. Rui Ribeiro

    11 de dezembro de 2019 9:38 am

    A investigação deve ter sido arquivada sem resolução do mérito. Por isso os Jatoeiros estão tentando desviar o foco das suas ilicitude para o Lulinha.
    O Bananistao é conhecido no mundo por suas jaboticabas e dançarinas, não por seus juristas

  8. Gildasio Oliveira

    11 de dezembro de 2019 2:23 pm

    Ao que consta essas pretensas provas estão sendo desarquivadas por puro ato persecutório, não contra Lulinha, mas contra Lula. Fragilizar Lula demonstra o real sentido da operação.

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