15 de julho de 2026

Livro traz à tona relatório enterrado do CNJ sobre abusos da Lava Jato

"O orçamento secreto de $. Moro" escancara os acordos obscuros com órgãos estrangeiros e o escabroso projeto de uma fundação bilionária por procuradores

Está em pré-venda o livro “O orçamento secreto de $. Moro”, obra que resgata e analisa um dos documentos mais explosivos da história recente do Judiciário brasileiro: o relatório produzido durante a Correição Extraordinária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a 13ª Vara Federal de Curitiba e a força-tarefa da Lava Jato.

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Segundo os autores, “Não se trata apenas de um volume crítico — trata-se, sobretudo, de um dossiê contundente. O relatório apresentado, escrito para a Correição Extraordinária do CNJ, escancara comunicações clandestinas, acordos obscuros com órgãos estrangeiros à margem dos tratados formais e o escabroso projeto de criação de uma fundação bilionária gerida por procuradores”.

O livro se estrutura em três partes para ajudar a desnudar o relatório entregue à PGR. No prefácio, Kakay e Kotter traçam as conexões entre o moralismo punitivista e a corrosão do devido processo legal. Em seguida, o jurista Wilson Ramos Filho (Xixo) apresenta uma análise técnica sobre o funcionamento do “sistema paralelo” financeiro operado pela força-tarefa. A obra se encerra com uma reflexão do professor João Cézar de Castro Rocha sobre o uso político da linguagem jurídica, o lawfare e os impactos da operação sobre a democracia brasileira.

“Ao contrário das hagiografias já conhecidas, este livro apresenta Sérgio Moro como gestor de um fundo bilionário informal e Deltan Dallagnol como arquiteto de um projeto que visava perpetuar poder político sob o manto da cruzada anticorrupção”.

A obra também lança luz sobre os conflitos internos no Judiciário, como os embates entre Luis Felipe Salomão e Luís Roberto Barroso a respeito da legalidade das decisões proferidas no âmbito da operação.

Um ano parado na gaveta da PGR

O lançamento do livro ocorre em meio à pressão crescente sobre a Procuradoria-Geral da República. O relatório que embasa a publicação foi encaminhado ao procurador-geral Paulo Gonet em junho de 2024 e, desde então, permanece sem qualquer providência formal.

A omissão tem motivado reações de juristas, entidades e parlamentares que articulam uma frente de pressão institucional contra a inércia da PGR. Entre os movimentos que lideram a mobilização estão o Grupo Prerrogativas e a Rede Lawfare Nunca Mais, que cobram providências em relação aos ex-integrantes da força-tarefa, incluindo Moro, Dallagnol e a juíza Gabriela Hardt.

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1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    29 de junho de 2025 9:11 am

    Sujo Moro ainda não foi enjaulado? Talvez esse seja o problema, né. Afinal, somente num estado dual de tipo nazista gente como Sujo Moro permanece impune como se tivesse privilégios raciais.

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