O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do ato do Dia do Trabalhador, neste 1º de Maio, em São Paulo. As centrais sindicais esperam que o presidente trate da greve da educação federal, em seu discurso, e abra diálogo com as categorias em greve.
Há mais de um mês, servidores federais estão em greve. No setor da educação, professores e técnicos de universidades e institutos federais pedem o reajuste salarial, a reestruturação das carreiras e espaço para as categorias no orçamento.
A presença de Lula é vista com importância pelos sindicatos e organizações que realizam o ato desta quarta-feira. Entretanto, as entidades pressionam por maior espaço no Orçamento para os servidores públicos de base.
Em nota da CUT, o secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS), Sandro Alex de Oliveira Cezar, que participa dos diálogos da organização junto ao governo, em Brasília, destacou a diferença dentro da administração pública.
“Servidores considerados de alta classe, como juízes, já são reconhecidos e valorizados, falta valorizar o servidor pobre. Aquele que realmente faz diferença no dia a dia das pessoas”, afirmou, ao se referir aos trabalhadores das escolas e instituições públicas, das UBS, vigilância sanitária, assistência social e administrativos.
Segundo ele, os governos, não somente o federal, como os estaduais, devem “avançar muito” no diálogo com essas categorias. “O Estado foi enfraquecido nos últimos anos, e ficou na conta dessas pessoas manter o atendimento à população nas piores condições possíveis. Não vamos melhorar a vida do brasileiro sem valorização do serviço público”, defendeu.
O presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, Andes, também ressaltou a necessidade do diálogo do presidente com as categorias em greve, neste 1º de Maio, “abrindo margens no orçamento de 2024 para as reivindicações dos trabalhadores”.
De acordo com o coordenador nacional Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Lula deverá tratar da greve da educação federal em seu discurso.
Ainda que com as reinvidicações trabalhistas, a participação do presidente é bem esperada pelos trabalhadores, como um gesto de valorização e alinhada ao histórico sindical e de lutas populares do presidente.
Fábio de Oliveira Ribeiro
1 de maio de 2024 4:15 pmNão importa o que Lula fala sobre os trabalhadores. A verdade é que o neoliberalismo da pseudoesquerda só está cuidando realmente dos interesses dos banqueiros, especuladores e produtores rurais. A decepção com o PT é tão grande que não vou mais apoiar o governo, nem tentar atrapalhar os planos dos adversários dele.
Hoje desisti da representação que fiz no CNMP contra a transformação da PMSP em milícia evangélica. Também desisti da representação que fiz no TSE contra o PL em virtude do projeto de politização da religião enunciada no discurso da esposa de Bolsonaro. Em algum momento futuro essas duas coisas provocarão uma guerra civil, porque a intolerância não pode ser conviver com a democracia. O Brasil é um transatlântico naufragando e eu finalmente percebi que nosso país precisa realmente passar pelo trauma de uma guerra civil que acarretará a destruição de todas as intuições apodrecida. Como sou apenas cidadão comum empobrecido pelo neoliberalismo da pseudoesquerda e abandonado à própria sorte pelo governo Lula decidi não lutar mais contra o inevitável. Foda-se.