14 de junho de 2026

Lula: Processo contra Greenwald revela podridão da democracia brasileira

Em artigo publicado no jornal Washington Post, ex-presidente faz analogia com caso Watergate, e explica processo que está enfraquecendo país
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

Jornal GGN – A história norte-americana seria muito diferente se Carl Bernstein e Bob Woodward fossem perseguidos pelas autoridades e mídia por seu trabalho no caso Watergate, se fosse feita uma investigação de fontes e dos repórteres do jornal Washington Post ao invés das irregularidades do Partido Republicano, que levaram à renúncia do então presidente Richard Nixon.

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A analogia foi feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo publicado no jornal The Washington Post, onde explica a perseguição que o jornalista Glenn Greenwald vem sofrendo de parte da mídia e do poder público brasileiro.

Na última terça-feira, Greenwald foi acusado de cometer “crimes cibernéticos” por suas reportagens sobre mensagens vazadas de celulares de autoridades, que acabaram por revelar uma série de violações em uma força-tarefa que investiga a corrupção brasileira na Operação Lava-Jato.

“O Intercept demonstrou que havia um conluio entre o juiz e os promotores federais que supervisionavam o caso. O juiz Sérgio Moro é agora ministro da Justiça do presidente Jair Bolsonaro – sua recompensa por politizar a investigação de corrupção”, afirma o artigo escrito pelo ex-presidente.

O ex-presidente afirma que as ações de Moro e dos promotores prepararam o terreno para o seu julgamento, e a investigação de Greenwald mostrou como a Operação Lava-Jato violou seus direitos, ressaltando que o promotor federal que acusou Greenwald – o procurador da República Wellington Divino de Oliveira – “violou uma ordem da Suprema Corte brasileira, que protegia a liberdade de imprensa de Greenwald”.

O artigo de Lula também aborda o direcionamento dado por boa parte da mídia brasileira na criminalização de Greenwald. “Esse comportamento ridículo em nossa mídia mudou o curso da história e contribuiu para a eleição de Bolsonaro, um líder de direita que, com esta última acusação, mudou com sucesso a conversa do fato de que, até recentemente, ele tinha um promotor do nazismo como secretário de cultura”.

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4 Comentários
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  1. Zé Sérgio

    22 de janeiro de 2020 9:51 pm

    Podridão é a palavra. Como é a história de não proteger ao outro? Quando chegar a Nós, quem Nos protegerá? Agora percebemos o quanto Assange está no Brasil também. .

  2. C.Poivre

    22 de janeiro de 2020 10:53 pm

    Que democracia? Vivemos sob um Estado Policial imposto por um desgoverno neonazista eleito de forma ilegítima em eleições com “fake news” a rodo, sem debate no 2º turno e com o afastamento ilegal do candidato favorito (Lula).

    1. Zé Sérgio

      23 de janeiro de 2020 9:07 am

      Estado Policial vivemos há 9 décadas. Lula é a continuidade deste Estado de farsante Democracia e farsante Redemocracia, com Caudilho que não quer largar do Poder. Grande parte dos Nossos problemas é Lula não permitir outras visões da Esquerda e dos Progressistas. Flavio Dino é uma possibilidade interessante, que precisava ser “nacionalizada”. Mas o pavão aceita ter outro, com tão vistosa plumagem?!! Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

  3. Paulo Dantas

    22 de janeiro de 2020 11:17 pm

    Na boa , Lula queria expulsar o cara do NYT …

    https://www.conjur.com.br/2004-mai-11/governo_decide_cassar_visto_jornalista_americano

    Ao menos ficou só na vontade.

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