Luta social de Lula ganha o mundo na segunda edição do “Lula Day”

Brasil, Itália, Canadá, Portugal, China, Estados Unidos, Inglaterra, Bélgica, Suíça, Alemanha, Espanha, Israel e Suécia se unem na luta política nos dias 25 e 27 de outubro

Lula em Roma. | Foto: Comitê Italiano Lula Livre

Jornal GGN – O papel social e a luta pelo Estado de Direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será evidenciada no Brasil e no mundo nos próximos dias 25 e 27 de outubro, na segunda edição do “Lula Day”. O GGN conversou uma das organizadoras do projeto, Giuditta Ribeiro.  

A programação marcada no Brasil, Itália, Canadá, Portugal, China, Estados Unidos, Inglaterra, Bélgica, Suíça, Alemanha, Espanha, Israel e Suécia joga luz sobre “a importância do legado político do ex-presidente Lula, que é reconhecido por sua política de inclusão social. Este evento, além de querer preservar o seu legado, é um modo de afirmar que Lula merece ter seu dia institucionalizado”, pontua Ribeiro. 

Em meio a pandemia da Covid-19, o “Lula Day” também contará uma extensa programação em plataformas de streaming. Mas, nos locais liberados, os eventos acontecerão de forma presencial. “Dia 25 acontecerá os eventos virtuais, para os países que, devido à emergência do coronavírus, não permitem aglomerações e dia 27 acontecerão os eventos nos países que podem fazer manifestações públicas”, explica a organizadora. 

Os debates virtuais, transmitido pelas redes socais, irá reunir ativistas, acadêmicos e juristas na discussão sobre temas como racismo estrutural, homofobia, direitos dos povos indígenas e economia. 

No dia 27, data em que também é comemorado o aniversário de Lula, musicais, intervenções artísticas e saraus compõe a programação nos países liberados do isolamento social.

No Canadá e Espanha acontecerão apresentações e exposições de artistas brasileiros e estadunidenses. Já em Genebra, a festa acontece com feijoada, roda de samba e bolo. No Brasil, a organização do Lula Day está articulando a presença do homenageado em alguns dos eventos programados. “Estamos lutando para isto”, diz Ribeiro. 

Arte gráfica de Chico Buarque por Fernando Carvall.

O projeto também lançou o convite, por meio de movimento nas redes sociais, para que Chico Buarque cante uma canção para Lula. “Levantamos no Twitter a hashtag #Chicocantapralula”, conta Ribeiro.  

A primeira edição do “Lula Day” aconteceu no ano passado e contou com 23 atos em todo mundo. O projeto foi criado por Giuditta Ribeiro em parceria com Gabriela Lima, Carla Pitton e Fernando Carvall, inspirado no “Mandela Day”, data proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas e comemorada todo 18 de julho, dia de nascimento do ex-mandatário da África da Sul, conhecido por sua luta contra um regime de segregação entre brancos e negros de seu país. 

“O Mandela Day é reconhecido pelas Nações Unidas, o governo Lula é  reconhecido pelas Nações Unidas, por meio do seu projeto Fome Zero. E, por que não reconhecer também o seu dia [Lula Day]?”, questiona Ribeiro. 

A programação do Lula Day também escancara a perseguição, ainda em curso, contra o ex-presidente. Líder nas pesquisas que antecederam as eleições presidenciais em 2018, Lula foi impedido de concorrer na disputa após ser preso no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, então comandada pelo ex-juiz Sérgio Moro, acusado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de violar o sistema acusatório nos processos contra Lula. “A luta pela restituição dos direitos políticos de Lula é uma pauta obrigatória”, destaca Giuditta.

“Seguiremos firmes até a vitória porque a escalada da miséria, do genocídio de negros, LGBTQ+, pobres e indígenas e o descaso que tem causado milhares de mortes por Covid-19 são resultado dos ataques à democracia, dos interesses do capital e do fascismo”, escrevem os organizadores em nota. 

O Lula Day tem o apoio do Comitê Internacional Lula livre e parceria do Jornal GGN. Acompanhe aqui, em primeira mão, as notícias dos eventos em homenagem a Lula no mundo inteiro. 

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3 comentários

  1. No texto temos: ““Seguiremos firmes até a vitória porque a escalada da miséria, do genocídio de negros, LGBTQ+, pobres e indígenas e o descaso que tem causado milhares de mortes por Covid-19 ….”
    Pra variar não citam as PcD!! Nós Pessoas com DeficiÊncia somos excluídos de tudo na sociedade, pela direita, e pela esquerda!!

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