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Do jornal O Dia
Testemunha viu adolescente ser jogado de viaduto, diz advogado
A mãe do adolescente homossexual Kaique Augusto Batista dos Santos, 17 anos, encontrado morto no último sábado no centro de São Paulo recebeu uma ligação no início da tarde desta sexta-feira (17) de uma pessoa que se identificou como testemunha do assassinato do adolescente. A informação foi concedida pelo advogado da família, Ademar Gomes, ao BLOG LGBT.
“Ela recebeu uma ligação por volta do meio-dia de uma pessoa que afirmou ter visto o homicídio. Essa pessoa teria agredido o Kaique e jogado ele do viaduto. Nós vamos tentar rastrear essa ligação e trazer quem ligou para prestar depoimento na delegacia”, declarou.
A mãe de Kaique, Isabel Batista, presta depoimento nesta tarde no DHPP (Delegacia De Homicídios e de Proteção à Pessoa). Ela não acredita na hipótese de suicídio, considerada pela Polícia Civil a mais provável até o momento. “Eu tenho certeza que ele foi vítima de preconceito. A forma que ele foi encontrado, sem os dentes, muito machucado, todo desfigurado, com uma barra de ferro atravessada na perna, foi uma crueldade. Eu só quero que a polícia diga quem foi que matou meu filho”, disse ela.
O jovem foi encontrado morto com o rosto desfigurado e lesões por todo o corpo na avenida Nove de Julho, no centro de São Paulo. O caso foi registrado na 2ª DP (Bom Retiro) como suicídio. Os parentes conseguiram localizar o corpo de Kaique no IML somente na manhã de terça-feira (14), tratado como indigente. Segundo a irmã do jovem, Tayná Chidieber, 19, o corpo estava esperando identificação desde o último sábado.
O adolescente foi visto pela última vez na boate PZÁ, localizada no centro da capital paulista. Testemunhas disseram que ele foi visto pela última vez saindo da casa noturna. As testemunhas não souberam dizer se ele saiu sozinho ou na companhia de alguém.
Os amigos contaram ainda que Kaique teria perdido a carteira com documentos no interior da boate. O grupo teria se separado para procurar o objeto. Desde então o jovem não teria sido mais visto pelos colegas.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o laudo da morte é sigiloso e que não vai comentar possíveis sinais de tortura. A Polícia Civil declarou apenas que a investigação está em andamento.
O caso provocou revolta nas redes sociais. Ativistas LGBT também acreditam que a morte de Kaique tenha sido mais um crime homofóbico ocorrido no país. Uma manifestação foi convocada pelo Facebook para esta sexta-feira (17), no Largo do Arouche, na região central de São Paulo. Mais de quatro mil pessoas confirmaram presença. O protesto pedirá a rápida solução do caso e a criminalização da homofobia.
Zanchetta
19 de janeiro de 2014 2:10 pmGunter, a coisa está andando
Gunter, a coisa está andando de uma maneira que, se não foi assassinato, deveria ter sido…
Gunter Zibell - SP
19 de janeiro de 2014 6:59 pmE isso…
na sua opinião, é bom ou mau e para quem?
Zanchetta
19 de janeiro de 2014 10:50 pmPara ser sincero, não sei. Se
Para ser sincero, não sei. Se a polícia se certificar que foi suicídio ( e vc sabe bem que nessa idade, por rejeição amorosa ou exposição pública – isso acontece com meninas também – isso é bem possível), a Maria do Rosário (o governo) vai ficar em uma saia justa que não devia. Agora um suicído não serve à causa, né?
Então cheguei a essa conclusão: Pode até não ter sido assassinato, mas “devia” ter sido….
nilccemar
20 de janeiro de 2014 12:29 amVocê já viu um suicida se
Você já viu um suicida se auto-torturar antes do golpe final ? Ele teria se arrancado todos os dentes, com raiz e tudo, enfiado um cano na perna, se batido bastante para depois, quase morto, pular do viaduto ?
alexis
20 de janeiro de 2014 10:01 amEu vi
Eu vi tentativa de suicídio de jovem Gay, exatamente desde uma ponte. Rompeu todos os dentes e o maxilar, além de fraturas expostas. Há três anos, ainda tenta recompor o rosto. O suicídio é um hipótese válida sim.
Gunter Zibell - SP
20 de janeiro de 2014 1:36 amSem esse primarismo mórbido.
Primeiro que suícidio nessas condições também é considerado como consequência de homofobia.
Segundo que, ao contrário do que você e alexis dizem, a “causa” não procura mártires. Já há milhares, mais que mortos pela Ditadura Militar. (Já esqueceu que o apelido do projeito é “Pedro Ivo”?)
Terceiro que a opinião pública, mídia (exceto Veja) e academia já estão a favor da criminalização da homofobia. Nenhuma entidade de classe é contra. Nem a ICAR é formalmente contra.
São principalmente o governo federal e a bancada governista que não estão a favor. Maria do Rosário é exceção no governo.
O que ajudará a causa é se a Nova Oposição tomar posição a seu favor. Aí até a Veja ficará a favor e pronto, acaba esse circo de horrores.
nilccemar
19 de janeiro de 2014 2:16 pmMas não há câmeras em todo
Mas não há câmeras em todo percurso ? Nem na boite ? Têm que supor os caminhos feitos do largo do Arouche ao viaduto e pesquisar as câmeras. Onde extraíram com precisão os dentes com as raízes ? Isso foi feito na rua, sem instrumentos cirúrgicos ? Ou antes estiveram em algum local fechado ?
alexis
19 de janeiro de 2014 2:31 pmTestemunha?
Falta agora encontrar uma testemunha que tenha visto ou que conheça à “testemunha”.