5 de junho de 2026

MARINA-PSB: a coalizão por um pacto republicano

O processo eleitoral de 2014 caminha para sua quinzena final. Todas as pesquisas indicam que MARINA-PSB x DILMA-PT disputarão a preferência eleitoral. Se os brasileiros escolherem a continuidade com PT darão o voto de confiança em DILMA. Se confirmarem que preferem mudanças, votarão em MARINA representando a 3ª via do PSB. A remota hipótese de Aécio disputar o segundo turno seria desastroso: consolida a bi-polarização entre PT x PSDB, impedindo aos melhores quadros políticos do Brasil, chegarem a um consenso majoritário.

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Porém, para se edificar condições políticas para as mudanças, a partir de um novo pacto federativo, novo sistema de representação política, novo modelo de desenvolvimento econômico e social com ênfase na exploração sustentável e não predatória de nossas imensas riquezas naturais, melhor distribuição de rendas, reformas urbana e agrária, somente será possível num governo de transição democrática, em que os grandes partidos, PT, PSDB e PMDB, precisam construir um consenso majoritário.

A nossa geração que participou dos trabalhos constituintes de 1988 sabemos que o ´centrão´ fundado no slogan franciscano desvirtuado (é dando que se recebe) que nos persegue até hoje, impediu grandes avanços então desejados. Desde então perdemos grandes ícones da luta pela democracia e liberdade. FRANCO MONTORO, ULISSES, BRIZOLA, ARRAES, HADDAD, PLÍNIO, TANCREDO, DARCY RIBEIRO, JOSÉ RICHA, JOÃO AMAZONAS, ABDIAS DO NASCIMENTO e tantos outros já se foram. Referências intelectuais e do civismo também se foram: GOFREDO DA SILVA TELLES; EVANDRO LINS E SILVA, ANTONIO HOUAISS, ARIANO SUASSUNA, SERGIO BUARQUE DE HOLANDA, FLORESTAN FERNANDES, MILTON SANTOS, D.HELDER CÂMARA empobreceram nossa formulação de um Brasil possível. Enfim não podemos perder FHC, LULA, ERUNDINA, SERRA, GENOINO, DIRCEU, SIMON, CRISTÓVÃO etc, remanescentes daquela geração, sem completar sua obra republicana.

Em 1988 pelas contingências e enorme poder oriundo do regime militar a Carta Cidadã, assegurou direitos sociais e direitos humanos, mas, nos negou o ambiente político e econômico então desejados para a justiça social. A CF/1988 foi controlada e escrita pelo centro-direita. Agora, poderá ser reformada por uma ampla maioria que configura o eleitorado brasileiro que é de centro-esquerda. A direita sem voto continua detendo os poderes outorgados em 1988 e seus representantes mantêm reféns os governantes eleitos.

Eis, portanto, a grande oportunidade da nação: a reforma da Carta Constitucional para que reflita a atual correlação de forças e apoio manifesto nas eleições: a centro-esquerda é majoritária conforme as últimas eleições gerais, desde 1994.

Porém, pelo andar da carruagem e diante da possibilidade real de um 2º turno fratricida nos moldes da polarização que marcam o cenário desde 1994, o calor das agressões e denúncias recíprocas, inviabilizará as mesas consensuais para um governo transitório de coalizão democrática com as principais lideranças do PT – PSDB e a parte sadia do PMDB e demais partidos afinados com o compromisso de novas instituições nacionais, a fim de se construir a ampla pauta de reformas institucionais que o Brasil precisa e a população deseja, cabe a MARINA e ao PSB, e a todos que tiverem algum juízo e racionalidade, a apologia por um governo de transição democrática.

A candidata desde suas primeiras declarações manifesta a vontade política de um governo de coalizão – governar com “os bons” -, porém, isso precisa ser assumido como uma ´Carta de Compromisso´ com a população e os entes políticos, com a sociedade civil, os movimentos populares, a classe empresarial, os sindicatos, os intelectuais e o mundo jurídico. E esse compromisso é necessário. Por isso, renovo aqui minha argumentação sonhática já reiterada várias vezes, desde o ano passado: a nação brasileira precisa de reformas e MARINA pelo PSB poderá ser o instrumento cívico e político dessa transição.

Em artigo publicado em 18/04, já fazia esse apelo a nosso saudoso líder EDUARDO CAMPOS, aqui no portal: https://jornalggn.com.br/fora-pauta/psb-marina-presidente-por-um-governo-de-salvacao-nacional. No atual momento histórico, não basta ganhar essa eleição. É preciso conferir à decisão democrática do voto o seu maior significado: as mudanças serão feitas por consenso democrático.

Os ritmos da campanha com as agressões e bate-bocas estão degradando o ambiente político necessário para um governo de coalizão e transição democrática. A conjuntura política, o anseio por mudanças em 2/3 dos brasileiros, a tragédia e a fortuna colocaram o nome de MARINA e seu expresso compromisso de não desejar a reeleição e de acabar com seu instituto na Constituição Federal, além do simbolismo da figura de MARINA pela construção de um desenvolvimento sustentável acolhido com apoio majoritário da população produzirá um impacto mundial.

Não temos o direito de perder essa rara senão única e inédita oportunidade. MARINA e o PSB reúnem as condições políticas para um governo de transição democrática.

Na condição de membro da direção estadual do PSB/SP, submeterei e defenderei junto ao comando da campanha de MARINA que o façamos de forma ainda mais expressa – numa versão da CARTA AOS BRASILEIROS assinado por LULA em 2002 – com esse compromisso e a ´convocação´ das lideranças responsáveis nesse final de campanha, sem responder a qualquer tipo de agressão ou bate-boca, apenas com o discurso da união nacional por uma ´nova política´ em torno da construção dessa pauta pelas reformas que somente um governo de coalizão democrática, com nítido caráter de transitoriedade pode viabilizar.

Ganhar simplesmente sem construir condições para as reformas que mantém refém o governante, pela ação deletéria  política corrupta e clientelista de SARNEY´S, RENAN´S, BARBALHOS, MALUFES, VALDEMARES, ALVES, COLLORS etc não terá valido a pena a vitória e frustrará as esperanças da população com as mudanças indispensáveis. 

Nós podemos fazer a refundação da República brasileira conferindo conteúdo aos valores republicanos.

Abaixo o artigo publicado em 18/04/2014, que em linhas gerais, apesar da ausência de EDUARDO, continua sendo uma possibilidade histórica.

“UM GOVERNO DE COALIZAÇÃO E TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA”

18/04/2014 – https://jornalggn.com.br/fora-pauta/psb-marina-presidente-por-um-governo-de-salvacao-nacional

A anomia política e essa falta de partituras nas propostas das candidaturas presidenciais decorrem do ambiente político degradado que tem afetado o ânimo da população. Queremos mudanças, mas já não acreditamos nelas. 

Essa reflexão com base em Maquiavel não é contra Eduardo Campos, Dilma ou Aécio, pois qualquer um deles vencedor das próximas eleições apenas pelas disputas eleitorais estará fadado a ser derrotado pela corrosão do ambiente político. A continuidade dos programas de transformação do Brasil com vistas às próximas gerações exigem as boas razões maquiavélicas, lembradas pelo professor Aldo Fornazieri: a virtude, a fortuna e a prudência. São qualidades que o acaso conduz à oportunidade da figura política de MARINA SILVA nessa quadra histórica. As poderosas forças políticas dos grandes partidos e suas máquinas sindicais, ONGs e movimentos sociais cooptados, impediram o registro do partido REDE o que acabou viabilizando a opção desta 3ª via ora disponível.

Nessa semana da páscoa de 2014 foram lançadas em Brasília as pré-candidaturas do PSB à Presidência da República, com EDUARDO – Presidente e MARINA – Vice. Como era esperado não houve disputa nem fraturas internas desejadas por alguns. Marina, virtuosa como sempre, reconhece em Eduardo a primazia de uma candidatura posta quando da conjuntura de sua filiação ao PSB.

Porém, essa chapa mesmo que vencedora nas eleições, sob o ponto de vista dos interesses da nação – nem qualquer outra candidatura – não será de fato vitoriosa. O Brasil nas atuais condições políticas está cada vez mais ingovernável. A crise institucional está solapando o poder político. O sistema de representação eleitoral perdeu a legitimidade republicana para a eleição e o pleno exercício do poder em nome do povo…

continua: https://jornalggn.com.br/fora-pauta/psb-marina-presidente-por-um-governo-de-salvacao-nacional  

 

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  1. Indignado

    20 de setembro de 2014 1:53 pm

    A Marina que quer

    A Marina que quer flexibilizar a CLT e o trabalho escravo não será eleita. Ela será inclusive lembrada pela nação com figura que saída do meio popular se uniu aos poderosos para conceder sofrimentos e desonra.

    Você verá.

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