4 de junho de 2026

Metas de inflação, a bandeira do sistema financeiro

 
Por André Araújo
 
Amigos economistas, colegas de bar e de clube, ligados ao sistema financeiro, garantem que em 2016 a inflação cairá pela metade, é possivel até atingir o famoso “centro da meta” (os odiosos termos dos economistas ortodoxos, enchem a boca para falar). Não é um ou dois, são varios que confirmam, “a inflação ano que vem vai cair para 4 ou 5%”, dizem felizes e confiantes. Mas como? Ora , dizem corados e contentes, “O desemprego está correndo mais rápido que o esperado, muito mais rápido, o pessoal do BC está euforico”.
 
Quanto mais desgraça melhor, segundo essa turma de celerados, quanto mais miséria, mais rápido cairá a inflação porque as famílias não terão dinheiro para comprar comida e aí os supermercados não poderão remarcar os preços.
 
É ISSO MESMO, eles pensam assim mesmo. Eu já tinha captado essa infâmia num bate papo do Sardenberg, uma espécie de porta voz dessa turma e um tal de Teco que junto com Schwartsman fazem um programa da desgraça econômica toda quinta feira. O tal Teco disse com todas as letras, pode-se ouvir no podcast, faz um mês e meio,”o pessoal do BC está contente porque o desemprego está aumentando rápido”, até o Sardenberg ficou chocado.

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No dia eu fiz aqui um comentário sobre isso, porque o diálogo me chamou muito a atenção.
 
Essa gente tem m…. na cabeça, não são economistas no sentido científico e humanístico, da têmpera de um Keynes, de um Krugman, de um Stiglitz. A função da ciência econômica é MINORAR O SOFRIMENTO, não é aumentá-lo.
 
A razão de ser da existência de economistas é encontrar o método menos custoso para as pessoas usufruírem de um padrão de vida mínimo e se possível decente. A função do economista não é produzir planilhas e estatísticas para contentar os mercados. Atender bem o sistema financeiro não significa melhorar a vida da população.
 
A tal meta de inflação é crucial para o sistema financeiro porque seus contratos a futuro dependem de previsibilidade, sem isso os mercados funcionam mal, a meta de inflação é fundamental para os mercados.
 
Ah, dirão, mas também o Fed usa meta de inflação. Sim MAS NÃO USA SÓ ISSO, USA MUITO MAIS FERRAMENTAS.
 
Nos Estatutos do Fed, curtos, há um artigo (3º com 6º) que diz que a função do FED é manter estabilidade monetária e zelar pela prosperidade e emprego. NÃO É SÓ ESTABILIDADE MONETÁRIA.
 
O BANCO CENTRAL não tem sido feliz na escolha de seus Diretores. A atual Diretoria é uma das mais medíocres da sua história de meio século. Os criadores de nosso BC não tiveram a sabedoria dos que criaram o Federal Reserve.
 
O Banco Central americano tem por praxe, desde sua fundação, escolher Board Members, os sete homens que dirigem o sistema, de escolas de pensamento econômico distintas, de regiões diferentes um do outro, de profissões e estórias de vida díspares. Não tem ninguém ligado ao sistema financeiro e nunca da mesma universidade, para não fazer igrejinha, patota, seita, cartilha uniforme, a mesma tábua dos dez mandamentos.
 
Os diretores do Federal Reserve System
 
JANET YELLEN, Chairman, é economista da mais liberal, bagunçada, bicho grilo universidade americana, a Universidade da Califórnia em Berkeley, ao lado de San Francisco, escola pública, custa pouco e nada estudar lá, muita maconha, sexo, baladas, música, mas o ensino é de otima qualidade. Não tem nada a ver com a Costa Leste.
 
STANLEY FISHER, nosso conhecido quando era do Citibank e estava sempre aqui, cidadão britânico, nascido no Zâmbia (então Africa inglesa), foi governador do Banco de Israel, estudou economia na escola de Keynes, a London School of Economics, depois foi professor do MIT. Judeu super simpático e flexivel, já viu de tudo na vida. É o vice-Chairman.
 
DANIEL TARULLO, esse nem economista é, advogado formado em Georgetown, teve vários cargos no governo, da Universidade Georgetown (católica), tem escritório de advocacia, mora em Boston.
 
JEROME POWELL, também advogado, um dos sócios do cheiroso Grupo Carlyle, que tem muita coisa no Brasil (brinquedos Hi Happy, Tok Stok e muito mais coisa). O Carlyle, ligado aos Bush, tem muita história para contar, já contei várias vezes.
 
LAEL BRANARD – Coroa loiruda e charmosa, economista de Harvard e consultora da McKinsey. Portanto são duas mulheres no Board, uma velhota (Yellen) e essa mais moça (é até bonita).
 
Faltam dois a nomear.
 
A ideia do Board do Fed chama-se DIVERSIDADE. Tem que ter gente de várias profissões, de escolas diferentes, de perfil contraditório, fundamental gente do setor produtivo, de banco e finança não tem ninguém porque vai fazer o jogo do sistema financeiro, não está escrito mas o Presidente não indica e o Congresso não aprova. Os criadores do FED querem o sistema financeiro LONGE do banco central, exatamente porque o Fed é o fiscal do sistema.
 
Aqui, na época do Plano Real, TODOS os diretores vinham da mesma escola, a PUC Rio. Escrevi até um pequeno livro sobre essa anomolia A ESCOLA DO RIO, editora Alfa Ômega, mostrando a influência excessiva dessa escola na gestão econômica (o símbolo dela é o Armínio).
 
O BANCO CENTRAL DO BRASIL teria hoje que ter MÁXIMA, vou repetir, MÁXIMA preocupação com o desemprego, em PRIMEIRO LUGAR, depois vem o resto. Pelo que se vê é a coisa que menos preocupa sua horrorosa Diretoria, o anti-Brasil em estado puro. Alguém do Congresso poderia sugerir a mudança da sede para Miami, assim poupa-nos da presença deles em nosso solo. A puxada de juros de ontem foi a ultima pá no forno do crematório da economia brasileira. Mas eu não acho que é por maldade, é mesmo por mega ignorância.

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  1. expertexx

    31 de julho de 2015 2:47 pm

    caro motta araújo, se nos EUA

    caro motta araújo, se nos EUA a inflação anual fosse de 10% haveria uma hecatombe provocada pelo FED… estude um pouco antes de palpitar.

    1. Andre Araujo

      31 de julho de 2015 3:32 pm

      http://usinflation.org/us-inf

      http://usinflation.org/us-inflation-rate/

      Não diga, PASSOU de 10% em varios anos e não houve hecatombe nenhuma, estude voce melhor.

      1. joselacerda

        31 de julho de 2015 3:41 pm

        Boa,

        André! Excelente resposta e excelente reflexão!

      2. Diogo Costa

        31 de julho de 2015 4:42 pm

        Inflação nos EUA

        Uma breve análise sobre o histórico de inflação nos EUA, com uma amostragem de 102 anos – entre 1914 e 2015 – nos dá algumas informações importantes.

        Antes dessas informações, cabe destacar que a meta atual de inflação no Brasil é de 4,5% ao ano, com margem de 02 pontos percentuais para mais ou para menos (meta entre 2,5% e 6,5% ao ano).

        Vejamos algumas informações a respeito da inflação lá na terra do Tio Sam¹:

        1) A média de inflação nos últimos 102 anos é de 3,2% ao ano.

        2) Não há inflação acima de 5% ao ano há 25 anos, desde 1990.

        3) Não há inflação acima de 6,5% ao ano há 34 anos, desde 1981.

        4) Nos 102 últimos anos não há absolutamente nenhum registro de inflação superior a 20% ao ano.

        5) Em apenas 10 anos, dos 102 analisados, a inflação norte-americana ficou acima dos 10% ao ano.

        6) Em apenas 16 anos, dos 102 anos em análise, a inflação nos EUA ficou acima do patamar de 6,5% ao ano (teto da meta atual do Brasil).

        Passemos agora ao patamar mediano de inflação nos EUA, década por década:

        -Década de 10 (1914 a 1920): 10,7% ao ano;
        -Década de 20 (1921 a 1930): -1,7% ao ano;
        -Década de 30 (1931 a 1940): -1,6% ao ano;
        -Década de 40 (1941 a 1950): 5,6% ao ano;
        -Década de 50 (1951 a 1960): 2,0% ao ano;
        -Década de 60 (1961 a 1970): 2,7% ao ano;
        -Década de 70 (1971 a 1980): 7,8% ao ano;
        -Década de 80 (1981 a 1990): 4,7% ao ano;
        -Década de 90 (1991 a 2000): 2,8% ao ano;
        -Década de 00 (2001 a 2010): 2,3% ao ano;
        -Década de 10 (2011 a 2015²): 1,6% ao ano.

        Note-se que os EUA não adotavam o sistema de metas de inflação até janeiro de 2012. A partir dessa data a meta ficou oficialmente estabelecida em 2% ao ano.

        A década de 70 foi marcada por um patamar elevado de inflação. Essa inflação só foi debelada a partir de 1981 quando o então presidente do FED, Paul Volcker, elevou subitamente a taxa de juros, que chegou a ficar acima de 21% ao ano.

        Esse aumento fulminante na taxa de juros debelou a inflação dos anos 70 mas quebrou vários países mundo afora, incluindo o Brasil (crise da dívida externa).

        Há algumas correntes de pensamento em Pindorama que advogam a tese de que um pouco mais de inflação é algo benéfico para o crescimento econômico. É uma defesa até respeitável, mas olhando para a experiência histórica da maior economia do Planeta Terra essa tese fica carente de base fática.

  2. Lucinei

    31 de julho de 2015 3:07 pm

    Some-se a isso o sinistro

    Some-se a isso o sinistro “boletim Focus”, por meio do qual os juros são indexados, indexados à taxa de lucro do estamento financeiro. O BC pergunta: “quanto cada um quer de taxa de juros pros balanços de vocês ficarem bem bonitos”? Eles respondem e o governo ainda tira a média… E pronto, ninguém fica nervoso…

    … Só as famílias…

    … Mas aí é com a imprensa, Bonner, Leitão e Sardenbergs da vida…. E com o “auxílio” dos mesmos empregados do setor financeiro.

     

  3. Nicolas Crabbé

    31 de julho de 2015 3:08 pm

    Lamentável

    Cegueira, burrice ou ganância? Difícil saber o motivo desse samba de uma nota só que é a política do Banco Central desde a época do FHC.

    Mudou o partido na presidência, mas a desgraça continua. Agora então parece que eles incorporaram o espírito de torturadores. Sabem que o emprego deles está a salvo, então não sentem o impacto do desastre que estão provocando.

    Lamentável.

  4. naldo

    31 de julho de 2015 3:09 pm

    Olha esse inflação tambem é

    Olha esse inflação tambem é culpa da voracidade dos comerciante e que tais, ha doia anos pagava 720 de faculdade hoje já está em 930, e o salario é o mesmo; esses dias comprei um vidro de maionese (daquela marca americana/brasileira) e paguei 5, outro dia minha mão foi em outro mercado e estava 11!! Voltei no mesmo mercado que paguei 5 e já estava mais de seis!!! Qual o motivo para essa disparidade de preços? E por que aqui não se tem uma organização exclusivamente de consumidores para trocar informaçoes e boicotar preços abusivos?

  5. Gilson AS

    31 de julho de 2015 3:28 pm

    Quem sou eu para dá pitaco

    Quem sou eu para dá pitaco nesse assunto, mas como sou um neguinho abusado vou falar.

    A culpa indiretamente é da presidenta.

    O trio econômico não está sob o comando da presidenta ?

    E isso está ocorrendo é porque a presidenta permite é quer que  aconteça.

    Caso contrario, já teria demitido pelo menos um do tripé econômico.

     

  6. expertexx

    31 de julho de 2015 3:49 pm

    apenas uma historinha para o

    apenas uma historinha para o motta araujo entender melhor como funciona um banco central…  em 1980 Paul Volker foi sabatinado no congresso americano. alguém lhe disse “a política de juros altos está causando desemprego, não pode”, ao que o Volker respondeu, “vocês ainda não viram nada”. motta araujo, autoridade monetária tem que ser dura, pensando sim no bem futuro do país, inflação destroi investimentos, previsibilidade.. se quiser criticar alguém pelos juros altos, critique o atual governo que ao se lançar no descalabro financeiro forçou o banco central a subir os juros. A propósito, que retórica manca onde vários anos equivalem a dois anos..

    1. Andre Araujo

      31 de julho de 2015 4:56 pm

      Meu caro, não preciso

      Meu caro, não preciso aprender com voce como funciona um banco central, participei da criação do nosso em 1966 quando estava no Banco do Brasil e fui amigo de longa data do Roberto Campos, idealisador do nosso BC.

      Minha crença, que não é só minha, estou em boa companhia, é que NÃO EXISTEM DOGMAS, ECONOMIA É CIRCUSNTANCIA, as circunstancias do tecido social brasileiro exigem NESTE MOMENTO plena atenção ao EMPREGO, ficando inflação em 2º lugar. No New Deal a linha foi essa, o emprego antes da estabilidade monetaria porque com o emprego resolvido podemos atacar com maior conforto a inflação. Keynes e Schacht tinham essa visão não dogmatica, TUDO DEPENDE DAS CIRCUSNTANCIAS, de acordo com elas até a in inflação pode ser desejavel, o Japão tentou fazer inflação nas ultimas tres decadas e não conseguiu. NÃO AOS DOGMAS, cartilha de burros que só conhecem uma trilha.

      1. expertexx

        31 de julho de 2015 5:31 pm

        caro motta araujo, com o

        caro motta araujo, com o perdão da resposta, e de acordo com as suas opiniões, por exemplo quando diz que os diretores do banco central ficam felizes com aumento de desemprego, você não tem mínimo estofo pra dizer que participou da criação do banco central. amigo íntimo do roberto campos? dada a inteligência dele, pouco provável.

        1. expertexx

          31 de julho de 2015 7:26 pm

          caro motta araujo, por favor

          caro motta araujo, por favor desconsidere a última linha do meu comentário.

  7. Imparcial atento

    31 de julho de 2015 4:28 pm

    Antes deste ultimo aumento da

    Antes deste ultimo aumento da SELIC,a divida publica aumentou em 90 bilhões  neste mês(mais de 100 milhões por hora ).Sem ser economista,acho que não há economia que resista.Que tal diminuir gastos em vez de detonar com o país ?

    1. MauroSobral

      31 de julho de 2015 7:46 pm

      Correto,gestão,ou seja,

      Correto,gestão,ou seja, equilibrio das receitas e despesas.Outro gerenciamento seria no controle de demanda dos produtos da “cesta basica”.Caso tenham elevação dos preços, o governo realizaria a liberação da importação desses produtos.

       

  8. O Mar da Silva

    31 de julho de 2015 4:32 pm

    Discordo que seja ignorância

    Discordo que seja ignorância o motivo do aumento na taxa SELIC – que sabe-se não vai ajudar na queda da inflação sem a geração de desemprego.

    Creio que seja a força que os credores o principal motivo para essa política econômica desastrosa para a população economicamente ativa.

    O governo está nas mãos dos credores.

    Mesmo com a revisão do superávit primário para baixo.

  9. Rpv

    31 de julho de 2015 5:25 pm

    Rapaiz….
    Quando o André e o

    Rapaiz….

    Quando o André e o Diogo discutem a gente fica assistindo de camarote.

    Parabéns ao Nassif por ter construído um blog deste quilate.

    E parabéns a seu articulista e debatedor mor, hehehe

  10. JoaoMineirim

    31 de julho de 2015 5:45 pm

    Os supermercados não poderão

    Os supermercados não poderão remarcar o preço. Eles terão que remarcar o preço para cobrir os custos fixos.

     

  11. Andre Araujo

    31 de julho de 2015 5:58 pm

    Aqui aparecem alguns

    Aqui aparecem alguns comentarios que colocam a qustão em termos binarios.  

    “”Se voce não concorda com a politica do Banco Central então você é favoravel à inflação”

    Isso é ípico do pensamento dogmatico,  OU SEGUE A CARTILHA OU VOCE É BURRO.

    1.A atual inflação é pouco sensivel à alta de juros. A SELIC pode subir a 50% ao ano que os preços de energia, agual, tarifas de onibus, combustiveis e a amioria dos preços basicos NÃO irão cair.

    2.O aumento da taxa selic dá uma remuneração extra e inesperada oas rentistas, cai do ceu, transferindo renda do setor

    produtivo para rentistas nacionais e internacionais MAS esse aumento não serve para nada em relação á baixar à inflação, é UM ERRO gravissimo com consequenicias definitivas oara o estoque da divida publica.

    3.A atual linha do COPOM de aumentos sucessivos da SELIC visa trazer a inflação para 4,5% em 2016. Para que?

    Se trazer para 7,5% em 2016 e 6% em 2017 é racional e compativel com uma meta de crescimento e emprego, PORQUE SE CONCENTRAR UNICAMENTE NA META DE INFLAÇÃO, esquecendo metas de emprego e de crescimento?

    A questão não é subjetiva, muitos economistas brasileiros e estrangeiros enxergam a questão dessa forma, portanto não venham com DOGMAS sobre inflação americana, eles não são paradigma porque exportam inflação através da moeda-reserva mundial.

    A inflação não é a UNICA preocupação do povo brasileiro, o EMPREGO é hoje preocupação maior.

    1. oneide

      31 de julho de 2015 6:51 pm

      Onde esta a poupança e a

      Onde esta a poupança e a preferência temporal do consumo.

      Existe poupança interna para custear este desnvolvimento?

       

  12. Calvin

    31 de julho de 2015 6:18 pm

    Simplificação grosseira

    É o mesmo que dizer que o PT tentou de todas as formas afundar a Petrobrás, a Eletrobrás, a indústria naval….

    Estude a curva de Philips!!!!

    “Em macroeconomia, a curva de Phillips representa uma relação de trade-off entreinflação e desemprego, que permite analisar a relação entre ambos, no curto prazo. Segundo esta teoria, desenvolvida pelo economista neozelandêsWilliam Phillips, uma menor taxa de desemprego leva a um aumento da inflação, e uma maior taxa de desemprego a uma menor inflação”

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Curva_de_Phillips

  13. oneide

    31 de julho de 2015 6:41 pm

    Algumas bobagens.
    “”O

    Algumas bobagens.

    “”O desemprego está correndo mais rápido que o esperado, muito mais rápido, o pessoal do BC está euforico”.”

    Desemprego não destroi nem cria moeda, o desemprego pode ir a 10%, 30% que não muda a quantidade de moeda na economia. Se continuar “imprimindo” moeda não tem desemprego que “enxugue” este excesso de moeda.

    Se o governo parou (duvido) de “imprimir” moeda talvez a inflação ano que vem diminua, independente do desemprego.

    Sobre a função da economica, seu objetivo é obter ganhos de produtividade e não empregos, emprego sem gerar riqueza é empobrecer todos. 

    1. Andre Araujo

      1 de agosto de 2015 12:01 am

      Meu caro, discordo de sua

      Meu caro, discordo de sua analise. O desemprego faz cair a massa salarial e em consequencia  a demanda de produtos

      e isso tende a impedir  alta de preços. O total de dinheiro EMITIDO não é o mesmo que poder de compra , parte do dinheiro emitido por estar esterilizado em depositos compulsorios e não pressionar a demanda, a ideia da alta de juros é exatamente esterlizar parte do dinheiro em circulação pela compra de titulos publicos.

      Se o dinheiro emitido é constante, como vc supõe, então porque o BC provoca recessão? O dinheiro em circulação continua sendo o mesmo, segundo sua argumentação mas a recessão pelo desemprego tira poder de compra da população e caindo a demanda dos produtos, diz a teoria, os preços tendem a cair. Eu discordo em parte porque há grande numero de preços administrados insensiveis à demanda mas essa é a teoria classica da moeda.

      Mas essa de vc dizer que desemprego é neutro e não tem efeito sobre a inflação é novidade mundial, nem o BC sabe disso, será preciso avisa-los, assim não precisa aumentar os juros para causar desemprego e baixar a inflação.

      1. oneide

        1 de agosto de 2015 5:30 pm

        Desemprego é efeito não

        Desemprego é efeito não causa, vai atrás das causas primárias e não dos efeitos.

        Antes de existir desemprego, existe a redução da lucratividade das empresas este e o problema.

        “Se o dinheiro emitido é constante, como vc supõe, então porque o BC provoca recessão?”

        Emitir moeda é simulação artificial de poupança, empreendimentos são feitos para esta demanda futura que não ocorre, ai temos na sequência falência desemprego etc..

         

      2. oneide

        1 de agosto de 2015 5:30 pm

        Desemprego é efeito não

        Desemprego é efeito não causa, vai atrás das causas primárias e não dos efeitos.

        Antes de existir desemprego, existe a redução da lucratividade das empresas este e o problema.

        “Se o dinheiro emitido é constante, como vc supõe, então porque o BC provoca recessão?”

        Emitir moeda é simulação artificial de poupança, empreendimentos são feitos para esta demanda futura que não ocorre, ai temos na sequência falência desemprego etc..

         

  14. Pedro Mundim

    31 de julho de 2015 7:30 pm

    Baboseiras cepalinas

    Esse artigo evoca uma antiga baboseira do CEPAL, muito repetida pelo Celso Furtado: de que manutenção da estabilidade econômica e manutenção do nível de emprego são metas mutuamente excludentes. Como se não fosse possível a combinação de alta inflação com alto desemprego, como ocorreu no final dos anos oitenta!

    Celso Furtado vendia a ideia de que “um pouquinho de inflação” era necessário para fomentar o desenvolvimento. Era uma maneira de forçar todos os usuários da moeda a pagar pelos rombos das contas do governo, sem a necessidade de criar um novo imposto. Fazia algum sentido naqueles tempos quando tínhamos uma indústria incipiente e uma baixa carga tributária, mas no momento atual, a volta da inflação produzirá o efeito de pulverizar todo o ganho do poder de compra dos trabalhadores desde o primeiro governo Lula. Pela primeira vez em nossa História, a população experimentou um consistente incremento em seu padrão de vida causado pela estabilidade econômica, e não meramente puxado pelo crescimento do PIB. Foi graças à inflação baixa que o povão pôde fazer crediário e pagar uma geladeira em 15 vezes nas Casas Bahia. Se a inflação voltar, danou-se: a carruagem volta a ser abóbora, e os milhões que passaram à classe C voltam à classe D.

    Produzir inflação é como imprimir moeda falsa. Isso vai gerar empregos? Mas empregos gerados com dinheiro de mentira são empregos de mentira, criados à custa da perda do poder aquisitivo daqueles que já estão empregados.

    1. oneide

      1 de agosto de 2015 5:34 pm

      Perfeito.
      Sem aumento do

      Perfeito.

      Sem aumento do nivel de poupança interna não existiu país que se desenvolvel.

  15. Lionel Rupaud

    31 de julho de 2015 9:25 pm

    Posso até não concordar 100% com os textos

    do AA, mas vejo que sempre aparece um grupo defendendo a economia mainstream que produz os altíssimos bonu$$$ do mercado financeiro, nunca devolvidos quando os bancos e países quebram, e que, protegidos por nicks estranhos, alguns muito arrogantes (expertxxx), usam sempre de grosserias, quando não intimidações pseudo-científicas.

    Acho que eles são “dignos” representantes dos senhores do $$$ que nos governam a nossa revelia.

  16. Ze Guimarães

    31 de julho de 2015 10:45 pm

    Escolhas

    Como eu tenho postado sempre, a solução para toda esta crise, começa por demitir o Tombini da presidência do Banco Central, e abaixar os juros. No fundo, o que esta alta de Juros está fazendo com o país será muito pior do que a reação do mercado.

    O Governo está acoelhado, refém dos especuladores, por que tem medo de um ataque especulativo, só que a alta da Selic já é um ataque especulativo.

    Não tem outra escolha, só são duas. Ou deixa correr o Tombini aumentando Selic sobre Selic, e o país, junto com o desemprego e o povo quebram lá na frente, ou enfrenta a fera.

    —————-

     

    “Quanto mais desgraça melhor, segundo essa turma de celerados, quanto mais miséria, mais rápido cairá a inflação porque as famílias não terão dinheiro para comprar comida e aí os supermercados não poderão remarcar os preços.”

     

    Isto não vai funcionar. Na era FHC o desemprego era de 12% e a inflação também era de 12%. A inflação é puxada pelos aumentos do Governo e pelo cambio. Cambio não se segura, ainda mais quando ele é flutuante.

     

    Mesmo que funcionasse, e a inflação caísse para 4%. Será que eles iriam manter o desemprego alto eternamente, para manter a inflação contida? Que “jênios”!

     

    Será com esta “meta de pleno desemprego” que o PT quer chegar no palanque em 2018? Ou será que o objetivo de Dilma é justamente arruinar o PT, para nunca mais se eleger? Talvez sim.

     

    Aqui termino este comentário com uma comparação:

    Os Infiltrados

    Teve um filme de Spielberb, o nome era “O Exterminador do Futuro”, o que me chamou a atenção, era que numa história de ficção onde as máquinas haviam dominado a Terra e estavam em guerra para exterminar toda a humanidade, haviam os “infiltrados”.

    Os “infiltrados”, eram robôs que se faziam passar por seres humanos e por “amigos”, só para se infiltrarem e destruirem a humanidade de dentro para fora.

    Dilma me lembra destes infiltrados. Ela se diz de esquerda, e só nomeia ministros de direita. Ela se diz a favor do povo, e só toma medidas anti povo. No fundo o governo Dilma está sendo o maior cabo eleitoral que o PSDB já teve em toda a sua história. Está arruinando a imagem do PT definitivamente.

     

     

  17. danibau

    31 de julho de 2015 11:06 pm

    argentina

    aqui na argentina nao seguem essa ortodoxia de meta de inflacao, deixaram rolar, aumentos de salarios e aposentadorias todo ano ou duas vezes por ano, um programa “precios cuidados” de acordo com os produtores e toda a cadeia de custos e a inflacao tá cedendo, e o país voltou a crecer com industrializacao

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