A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teria consultado um advogado no último final de semana para estudar um pedido formal de devolução das joias avaliadas em R$ 16 milhões à Arábia Saudita. A informação é da CNN Brasil.
Na semana passada, o jornal Estado de S. Paulo revelou que um estojo com um colar, anel, relógio e um par de brincos em diamantes foram dados de “presente” por “autoridades estrangeiras” a uma comitiva do governo Bolsonaro, que tentou entrar no Brasil, após viagem à Arábia Saudita, sem declarar o objeto à Receita Federal.
Segundo informações da jornalista Daniela Lima, Michelle teria consultado o advogado sobre a hipótese de requerer à Justiça a remessa das joias ao país de origem, como forma de se “desvincular do escândalo”.
Estadão revelou que o governo Bolsonaro tentou por 8 vezes reaver as joias presas na Receita. Em uma delas, o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que as joias eram para Michelle.
Medo da repercussão
Michelle também estaria consultando aliados a respeito de como o gesto estudado pelo advogado pode ser interpretado pela opinião pública. Ela vem alegando que só tomou conhecimento sobre as joias após o furo do Estadão.
A ex-primeira-dama assumiu a presidência do PL Mulher, com salário de mais de R$ 30 mil, e pretendia viajar pelo País nas próximas semanas, quando foi tragada pelo escândalo das joias.
Nos Estados Unidos, Jair Bolsonaro alegou à imprensa que não cometeu nenhum crime em relação às joias.
O Ministério da Justiça sob Lula afirmou que a Polícia Federal vai investigar o caso, inclusive a possibilidade de lavagem de dinheiro. “Fatos relativos a joias, que podem configurar os crimes de descaminho, peculato e lavagem de dinheiro, entre outros possíveis delitos, serão levados ao conhecimento oficial da Polícia Federal para providências legais. Ofício seguirá na segunda-feira”, escreveu Flávio Dino nas redes sociais.
Políticos do PT passaram a associar o “presente” com a venda de uma refinaria da Petrobras a um fundo árabe, mas com atuação em país vizinho, nos Emirados Árabes Unidos. A refinaria na Bahia teria sido vendida por pouco mais de R$ 10 bilhões, metade de seu valor.
Leia mais:
GERALDO GALVAO
6 de março de 2023 6:46 pmA analogia que me ocorre, é a de uma quadrilha que assalta um banco, passado algum tempo as autoridades localizam o dinheiro roubado, e o chefe da quadrilha pede que a polícia devolva o dinheiro ao Banco. E fica o dito pelo não dito. É serio isso!
Rui
8 de março de 2023 8:17 amA fábula de Esopo intitulada “A raposa e as uvas” afirma que uma raposa desdenha das uvas que queria comer e não conseguiu alcançar. Como não conseguiu alcançá-las, a raposa prefere se convencer de que estavam verdes e, portanto, não serviam para alimentá-la. Moral da história: O vaidoso, ao não reconhecer suas próprias limitações, prefere dar desculpas para não sair derrotado. Ao não aceitar suas próprias limitações, o indivíduo perde a oportunidade de corrigir suas falhas. Outra moral da História: a Dona Micheque é uma raposa e ataca o galinheiro brasileiro. A Damares é uma galinha
Dario Fiorentini
8 de março de 2023 3:15 pmEspertinha a Michelle! Ela sabe que a única chance de ficar com as joias é devolvê-las para os árabes. Se houve um acordo prévio (conforme afirmou Bolsonaro) de destinar essas joias para a Michelle (seria em troca da venda subfatura de usina da Petrobrás da Petrobrás para os árabes?), então os árabes vão achar um jeito de repassar esse valor da propina para Michele, sem que passe pelo fisco do Brasil.