10 de junho de 2026

Moraes nega recurso da defesa de Bolsonaro, que queria levar condenação ao plenário da Corte

Segundo o ministro, o processo já transitou em julgado, o que impede qualquer nova discussão sobre o mérito da condenação

Ministro Alexandre de Moraes rejeita recurso de Bolsonaro contra condenação por tentativa de golpe de Estado no STF.
Pedido da defesa foi considerado juridicamente incabível, pois processo já transitou em julgado em novembro.
Com decisão, não há possibilidade de reavaliação da pena de 27 anos e três meses no STF.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta terça-feira (13) o recurso apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a condenação que o responsabilizou por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

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Na decisão, Moraes afirmou que o pedido não pode ser analisado pelo plenário da Corte por ser “absolutamente incabível” do ponto de vista jurídico. Segundo o ministro, o processo já transitou em julgado, o que impede qualquer nova discussão sobre o mérito da condenação.

Com isso, o magistrado negou seguimento ao recurso, encerrando a possibilidade de reavaliação do caso no âmbito do STF.

Entenda o caso

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, nesta segunda-feira (12), um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de levar ao plenário da Corte a revisão da condenação que resultou em 27 anos e três meses de prisão. Os advogados solicitam a anulação da ação penal, que já foi encerrada, e a reavaliação do caso por todos os ministros.

Trata-se de mais uma tentativa de submeter o tema ao plenário do STF. Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes já havia rejeitado pedido semelhante, ao considerar que o tipo de recurso apresentado não se aplicava à situação do ex-presidente.

A condenação transitou em julgado em 25 de novembro, o que significa que todos os recursos cabíveis haviam sido analisados e o processo foi definitivamente encerrado. A partir dessa data, Bolsonaro passou a cumprir a pena.

No novo pedido, classificado como agravo regimental, a defesa solicita que Moraes, relator do caso, reconsidere a decisão anterior em “juízo de retratação”. Caso o ministro mantenha o entendimento, os advogados pedem que o recurso seja encaminhado ao plenário para apreciação do conjunto dos magistrados.

O recurso se apoia novamente no voto vencido do ministro Luiz Fux no julgamento que condenou Bolsonaro. À época, Fux, que posteriormente deixou a Primeira Turma do STF, votou pela absolvição do ex-presidente.

Além da anulação da ação penal, a defesa requer, no mérito, a absolvição de Bolsonaro das acusações de participação em organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos

    13 de janeiro de 2026 5:43 pm

    O condenado, e seu entorno, tentam a todo custo jogar sua bolha apoiadora contra o STF. Coisa não tão difícil. Afinal, a bolha, é uma turma despida de racionalidade a tal ponto que é capaz de jogar fora chinelos classificados de “comunistas” por dois sujeitos que lucraram muito com o marketing do fabricante concorrente da empresa que fabrica o tal chinelo comuna. Rs.
    Ah, a Internet e redes sociais. Fabrica de idiotas!
    Como escreveu Stanilaw Ponte Preta: “Imbecil não tem tédio “

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