10 de junho de 2026

Moro sabia desde janeiro que Bolsonaro queria o amigo de Carlos na PF

Mas o ex-juiz apenas insurgiu-se e revelou as intenções do chefe à imprensa em 24 de abril, quando pediu demissão

Jornal GGN – Sergio Moro sabia, pelo menos desde janeiro de 2020, que Jair Bolsonaro planejava colocar o delegado Alexandre Ramagem, amigo pessoal de Carlos Bolsonaro, no comando da Polícia Federal.

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Mas o ex-juiz apenas insurgiu-se e revelou as intenções do chefe à imprensa em 24 de abril, quando pediu demissão depois de não ter conseguido emplacar um nome de sua escolha na diretoria-geral da PF.

Confira os trechos selecionados pelo GGN:

QUE o assunto [a saída de Marcelo Valeixo do comando da Polícia Federal] retornou com força em janeiro de 2020, quando o Presidente disse ao Declarante [Moro] que gostaria de nomear ALEXANDRE RAMAGEM no cargo de Diretor Geral da Polícia Federal e VALEIXO iria, então, para uma Adidância;

General Heleno estava presente.

QUE pensou em concordar para evitar um conflito desnecessário, mas que chegou à conclusão que não poderia trocar o Diretor Geral sem que houvesse uma causa e que como RAMAGEM tinha ligações próximas com a família do Presidente isso afetaria a credibilidade da Polícia Federal e do próprio Governo, prejudicando até o Presidente;

os motivos pelos quais o Presidente queria substituir VALEIXO por RAMAGEM devem ser indagados ao Presidente

QUE o presidente chegou a sugerir dois outros nomes para Diretor Geral da Polícia Federal, ao invés de RAMAGEM, mas que os nomes não tinham a qualificação necessária, segundo a opinião do Declarante

QUE os dois outros nomes eram ANDERSON TORRES e CARRIJO e ambos não tinham história profissional na Polícia Federal que os habilitassem ao cargo, além de também serem próximos à família do presidente

QUE, ainda em janeiro, o Declarante sugeriu dois nomes para o Presidente, FABIANO BORDIGNON e DISNEY ROSSETI para substituir VALEIXO

Leia mais: Moro saiu do governo humilhado por Bolsonaro, é o que mostra documento

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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1 Comentário
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  1. UTM

    5 de maio de 2020 6:40 pm

    A busilis da questão: A CAUSA da substituição do superintendente do RJ; ele sabe, mas não fala porque tem medo. E se não sabe, é muito burro.

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