4 de junho de 2026

MPF apoia trainee para negros do MagaLu e diz que ações como essa devem ser replicadas

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do MPF, emitiu nota pública na sexta-feira, 9, na qual destaca ser "louvável e incensurável" a realização de ações afirmativas

Do Migalhas

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A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do MPF, emitiu nota pública na sexta-feira, 9, na qual destaca ser “louvável e incensurável” a realização de ações afirmativas adotadas por grupos empresarias, como o Magazine Luiza, que buscam a realização de processo de treinamento e aperfeiçoamento profissional exclusivamente voltados a pessoas negras.

A nota pública é assinada pelo procurador Federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, e pelo procurador da República Marco Antonio Delfino – coordenador do grupo de trabalho (GT) Combate ao Racismo e Promoção da Igualdade Racial, que atua no âmbito da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.

De acordo com a nota, “atuações voltadas à concretização de objetivos e valores relativos à efetivação e à materialização do princípio da igualdade, basilar de nossa sociedade, encontram amparo legal e constitucional no ordenamento jurídico brasileiro, e devem ser replicadas”. Segundo o documento, para enfrentar um cenário de ausência de pessoas negras e pardas nos postos de comando é preciso estimular “a presença delas nos espaços de formação superior e de decisão”.

Além disso, destaca que não existe amparo para qualquer afirmação no sentido de que tal programa promove “racismo reverso”, “que se constitui uma falácia retórica para encobrir o privilégio que contempla, historicamente, as parcelas hegemônicas da sociedade brasileira; esse argumento enganoso busca enfraquecer a evidência do racismo estrutural”.

“Louvável e incensurável, portanto, a ação empresarial em questão, voltada à realização de programas de treinamento e aperfeiçoamento profissional com oferta de vagas especificamente destinadas a grupos historicamente excluídos, a despeito das controvérsias e dos confrontos de opiniões que a iniciativa gerou na sociedade brasileira.”

Redação

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  1. Zé Sérgio

    13 de outubro de 2020 1:09 pm

    O Cidadão Brasileiro rotulado pela cor. Racismo Estrutural oriundo de Xenofobia e Eugenia Nórdicos que copiamos e importamos pós Ditadura Fascista de 1930. Replicamos tamanha imbecilidade em pleno 2020 !!! Basta lembrar que até esta década (1930), Seres Humanos eram dimensionados com Escalas de Valores que consideravam Asiáticos ou Negros, em Níveis Inferiores de Condições e Capacitações Humanas. No Brasil Nossa Elite Miscigenada Intelectual, Política, Financeira era Negra ou Mulata. Machado de Assis, Cruz e Souza, Luiz Gama, André Rebouças, Presidente da República Negro Nilo Peçanha,.. Pobre país rico. Agora queremos imitar o Racismo de Guetos Institucionalizado de Sociedades Descriminatórias. Cabeça que tornou-se em rabo. Mas de muito fácil explicação.

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