MPF intima Damares a explicar casos de estupro de crianças citados por ela em meio à eleição

Cintia Alves
Cintia Alves é graduada em jornalismo (2012) e pós-graduada em Gestão de Mídias Digitais (2018). Certificada em treinamento executivo para jornalistas (2023) pela Craig Newmark Graduate School of Journalism, da CUNY (The City University of New York). É editora e atua no Jornal GGN desde 2014.
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Em campanha por Bolsonaro, Damares diz que "descobriu" casos enquanto ministra da Mulher; MPF quer saber quais providências foram tomadas

O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício nesta segunda-feira (10) à secretária executiva do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Tatiana Barbosa de Alvarenga, com solicitação de informações sobre supostos crimes contra crianças que a ex-titular do ministério, Damares Alves, anunciou ter descoberto em visita ao arquipélago do Marajó (PA).

Senadora eleita e em campanha nas ruas e nas redes pela reeleição de Bolsonaro, Damares afirmou que, enquanto ministra da Mulher, descobriu que crianças do Marajó são traficadas para o exterior e submetidas a mutilações corporais e a regimes alimentares que facilitam abusos sexuais.

Ela afirmou, ainda, que “explodiu o número de estupros de recém-nascidos” e que no Ministério que ocupava há imagens de crianças de oito dias de vida sendo estupradas. Segundo Damares, um vídeo de estupro de crianças é vendido por preços entre R$ 50 e R$ 100 mil.

Em nota pública, o MPF no Pará disse que a Secretaria-Executiva do MMFDH deve apresentar provas dos supostos casos descobertos, indicando todos os detalhes que a pasta possua, para que sejam tomadas as providências cabíveis.

Além disso, o MPF também pede que o Ministério informe quais providências foram tomadas por Damares ao descobrir os supostos casos e se houve denúncia ao Ministério Público ou à Polícia.

Com informações do MPF

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Cintia Alves

Cintia Alves é graduada em jornalismo (2012) e pós-graduada em Gestão de Mídias Digitais (2018). Certificada em treinamento executivo para jornalistas (2023) pela Craig Newmark Graduate School of Journalism, da CUNY (The City University of New York). É editora e atua no Jornal GGN desde 2014.

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