Mulher de Queiroz está disposta a delatar esquema corrupto de Flávio Bolsonaro

Márcia, que está foragida da Justiça, enviou interlocutor a dois escritórios de advocacia para sondar os prós e contras da delação

Jornal GGN – Márcia Aguiar, mulher do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, está disposta a negociar um acordo de delação premiada e contar o que sabe sobre o esquema de corrupção que existia no antigo gabinete do ex-deputado estadual no Rio de Janeiro. A informação é do Valor Econômica desta segunda (29).

Segundo o jornal, “um emissário de Márcia, falando também em nome da filha dela com Queiroz, Nathália, foi enviado a dois escritórios de advocacia do Rio de Janeiro” para sondar os prós e os contras de um acordo de colaboração.

Márcia recebeu ordem de prisão em 18 de junho, no mesmo dia em que a polícia deteve Queiroz em uma casa em Atibaia (SP) que pertence ao advogado Frederick Wassef, que até então defendia Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro.

Na semana passada, a imprensa divulgou que Queiroz estaria interessado num acordo de delação porque não quer ver a mulher e as filhas, que também trabalharam no gabinete de Flávio, implicadas na Justiça. Segundo o Valor, os advogados de Queiroz ainda não falaram oficialmente com o Ministério Público do Rio de Janeiro.

O MP-RJ afirma que Flávio era o líder da organização criminosa que desviava dinheiro público do gabinete no Rio. Enquanto deputado, ele permitiu que Queiroz recolhesse parte do salário de seus outros funcionários ou assessores fantasmas.

Os recursos teriam sido lavados, em parte, na loja de chocolate de Flávio e em operações imobiliárias. Além disso, Queiroz usou o dinheiro para bancar despesas pessoais de Flávio, como plano de saúde familiar e a escola particular das duas filhas.

Queiroz está preso em Bangu e continua sendo investigado pelo MP-RJ, apesar de a decisão do Tribunal de Justiça do Rio ter garantido foro privilegiado ao filho do presidente.

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9 comentários

  1. A Milicia no Brasil é igual a Cosa Nostra de Tito Rino na Sicilia dos anos 70-80. Não perdoa. Alias, quem viu o belo filme de Marco Bellocchio lembra que Tomaso Buscetta passou a vida toda fugindo das tentativas de assassinato do perverso Toto Riina. Faz delação e vai embora do Brasil.

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  2. Todo esse cerco que a direita tradicional (STF, TSE, PGR, Congresso, governadores, mídia, grande capital) está montando em torno da família Bolsonaro parece que tem dois objetivos. Primeiro, uma forma de desgaste e controle do Governo. Segundo, a possibilidade legal de sua rápida derrubada caso ele se torne incontrolável, comece a dar muito prejuízo ao capital ou se torne muito impopular provocando protestos e caos social.

    Em todo caso, pelo andar dos acontecimentos, a derrubada de Bolsonaro via TSE só é cogitada para o ano que vem, quando o novo presidente seria eleito pelo Congresso: a direita não quer correr riscos de uma eleição presidencial neste momento. Bolsonaro, por seu lado, busca rachar a direita cooptando o centrão e se mostrando viável ao capital.

    A esquerda assiste a tudo impotente – e impopular. O inverno será longo no país: nem o fascismo bolsonarista nem o neoliberalismo da direita tradicional têm algo a oferecer ao povo, em termos de trabalho, renda e consumo, que é o que o povo quer. A se manter este espírito conservador (petencostal-lavajatista) entre as massas, viveremos entre a desesperança catatônica e a revolta impotente por muitos anos.

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    • Diante de tudo isso, ainda constatar q o bolsonarismo tem 32% de adeptos ferrenhos é a prova definitiva da inviabilidade total do país.

  3. Não são os adversários políticos que levarão Bolsonaro à renúncia, mas o descontrole da Covid-19 com mais de 100 mil mortes a partir de agosto.

  4. “A certeza desse rostinho lindo é acnase”, tanto quanto a certeza que tínhamos de que a queiroza não estava foragida. Apenas negociava com seus “adevos” a hora e a vez de se apresentar à justiça.
    Espero que ela tenha cobrado um gordo estipêndio de seus patrocinadores para ficar de bico fechado.

  5. Se realmente a quisessem presa já o teriam feito. Apenas põem em prática um dos ensinamentos de Sun Tzu contidos na Arte da Guerra: “Quando cercar o inimigo, deixe uma saída para ele, caso contrário, ele lutará até a morte.”

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