21 de maio de 2026

Vaiado na ONU, Netanyahu reafirma ofensiva em Gaza e promete “terminar o trabalho”

Em meio a protestos, Netanyahu sustenta ofensiva em Gaza como questão de segurança nacional
World Economic Forum / Valeriano Di Domenico

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, subiu ao púlpito da Assembleia Geral da ONU nesta sexta-feira (26) para reafirmar que seguirá atacando a Faixa de Gaza até que “termine o trabalho” no território palestino.

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A chegada do premiê ao plenário foi marcada por vaias, e várias comitivas deixaram o local antes mesmo de ele começar a falar. A delegação brasileira, composta por sete diplomatas, foi uma delas. Alguns desses diplomatas trajavam keffiyeh, o lenço típico palestino, numa demonstração de alinhamento simbólico com a causa palestina.

Retórica

Netanyahu recorreu a mapas, slogans e ameaças para reforçar sua narrativa. Assim como no ano passado, exibiu um mapa que classificou como “Eixo do mal”, destacou regiões que teria neutralizado militarmente e afirmou: “Lembram dos pagers … Eles entenderam a mensagem. Destruímos bases na Síria, no Iêmen. Nós devastamos as armas atômicas do Irã.”

Em seguida, acrescentou: “Mas devemos permanecer vigilantes. Ainda não terminamos. O Irã está preparando mísseis balísticos com o objetivo não só de destruir Israel, mas também os Estados Unidos e vários lugares.”

Durante o discurso, também disse que suas tropas haviam instalado megafones na Cidade de Gaza transmitindo a sessão da ONU e dirigiu-se diretamente aos reféns: “Nossos heróis, aqui é Netanyahu, falando com vocês ao vivo direto da ONU. Nós não esquecemos vocês. Nós traremos vocês de volta para casa”, declarou em hebraico.

O peso dos números

As afirmações do premiê contrastam com os dados alarmantes divulgados por autoridades locais e organismos internacionais. Desde o início da guerra, mais de 65 mil palestinos morreram em Gaza, segundo fontes locais. Estima-se ainda que 90% da população esteja deslocada, em meio à destruição de casas, da infraestrutura básica e à insegurança generalizada.

Diversas entidades e especialistas em direito internacional têm denunciado a fome e o sofrimento da população civil como violações graves do direito humanitário.

Mas Netanyahu negou qualquer responsabilidade sobre a crise: “Se a população de Gaza está passando fome, é por culpa do Hamas, que está roubando os alimentos.

Reações internacionais

Apesar das pressões, Netanyahu manteve a posição de rejeitar qualquer negociação política que envolva a criação de um Estado Palestino. A resposta internacional, contudo, segue em escalada: países como Reino Unido, França, Canadá e Austrália anunciaram recentemente o reconhecimento formal da Palestina, gesto que o líder israelense condenou como “vergonhoso”.

A decisão vergonhosa de vocês irá encorajar o terrorismo contra os judeus, contra pessoas inocentes em todo lugar (…) Como já fizemos antes, Israel tem que lutar uma luta contra a barbárie por vocês, com muitos de vocês se opondo a nós“, disse.

Netanyahu foi ainda mais incisivo ao comparar a proposta de criação de um Estado Palestino ao lado de Israel com o 11 de setembro: “Dar um Estado à Palestina ao lado de Israel é como dar um Estado à Al-Qaeda ao lado de Nova York depois do 11 de setembro. É pura insanidade, e não vamos fazer isso.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Geraldo Santos

    26 de setembro de 2025 2:41 pm

    Alguém devia “terminar” esse cara ☠️
    É a única solução para o mundo 🌍
    Ele está louco 🤪 mesmo.

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    26 de setembro de 2025 5:00 pm

    Segundo uma amiga inglesa, o avião desse vagabundo teve que desviar de diversos países europeus a caminho dos EUA. Netanyahu já não pode pisar em vários países. E os assassinos dele estão confinados naquele inferno que eles criaram, sem poder tirar férias na Europa e no Brasil.
    https://www.facebook.com/share/p/173AXTKy4n/

  3. ed.

    27 de setembro de 2025 8:34 pm

    Assim como nem todos os judeus são terroristas do Irgun, Lehi ou Haganah, que explodiam e matavam desde os anos 1920, ou os sicários e zelotes desde os tempos romanos, que acabaram por expulsá-los, nem todo palestino é terrorista do Hamas.
    Uns dizem que neste “tiro ao pato” em Gaza já morreram mais de 60 mil. Outros falam em 85 mil. Há que estime em 185 mil!
    Haja terrorista, némêz?
    Como membro desta humanidade que nem manda nem mandou forças de paz desde o início, me dá uma vergoonha…

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