O presidente Volodymyr Zelensky discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quarta-feira (24), ocasião em que cobrou da comunidade internacional mais pressão contra a Rússia para encerrar a guerra na Ucrânia. Mas, ao mesmo tempo em que pedia paz para sua região, Zelensky anunciou que seu país está pronto para exportar, a nações amigas, a tecnologia de drones navais usados contra a frota russa no Mar Negro.
O anúncio não era exatamente uma novidade. Zelensky já havia declarado à imprensa, cerca de dois dias antes da Assembleia da ONU, sua intenção de ampliar a venda de armamentos. Na ONU, ele enfatizou que esses equipamentos foram “testados” na “guerra real”.
“Estamos prontos para transformar as nossas armas modernas na sua segurança moderna”, disse Zelensky, dirigindo-se aos aliados. “Decidimos nos abrir à exportação de armas. São sistemas poderosos, testados em guerra real, quando todas as instituições internacionais falharam [em conter a Rússia]. E estamos também prontos para ampliar nossa produção de Defesa com parceiros fortes em segurança moderna e confiável”, garantiu o ucraniano. “Vocês não precisam começar essa guerra do zero. Estamos prontos para compartilhar o que usamos na nossa defesa real”, declarou.
Diante de líderes e diplomatas do mundo todo, Zelensky afirmou que a Ucrânia está “construindo uma nova arquitetura de segurança para nós mesmos. Mais de 40 países já fazem parte da nossa coalizão, e estamos fortalecendo o exército, lançando a produção conjunta de armas com parceiros e definindo compromissos financeiros para a defesa, de forma que isso possa ser um modelo de segurança para qualquer outra nação”, disse.
Ainda de acordo com Zelensky, “o objetivo é fazer da segurança um direito de todas as nações, e não apenas o privilégio de poucos.”
À imprensa ucraniana, Zelensky afirmou que pretende usar a semana de trabalhos na ONU para negociar com os EUA, a Europa e “outras nações parceiras interessadas”.
Na véspera do discurso na ONU, Zelensky explicou que a ideia é exportar o que a Ucrânia produz em excedente, de forma controlada. Ele apontou drones navais e armas antitanque como áreas em que há excedente. “Os recursos das exportações poderiam então ser investidos em drones aéreos, que são sempre necessários em maiores quantidades”, explicou o site Business Insider.
Os recursos levantados a partir das exportações seriam revertidos para a produção de equipamentos destinados aos combatentes da linha de frente. “Durante uma guerra, ninguém quer correr riscos, mas precisamos de dinheiro para produzir certos tipos de armas muito necessárias, como drones para o front”, disse Zelensky.
Segundo o portal The Kyiv Independent, “o setor de defesa da Ucrânia — e sua indústria de drones, em particular — explodiu desde o início da invasão em grande escala da Rússia em 2022. Mais de 200 empresas de drones surgiram, muitas produzindo sistemas baratos e adaptáveis que remodelaram a guerra moderna.”
“Zelensky disse que 30% dos equipamentos usados por suas Forças Armadas no ano passado foram fabricados internamente. Ele quer atingir 50% até o final de 2025”, acrescentou o Business Insider.
Abaixo, o discurso de Zelensky na ONU:
Rui Ribeiro
24 de setembro de 2025 12:15 pmO $ujeito pede paz e vende armas e munição de guerra. Vai ser hipócrita assim lá na casa da extrema-direita, Babaca