19 de junho de 2026

“Não era Bíblia verde e amarela, era punhal verde e amarelo”, diz Flávio Dino sobre plano golpista

Em seu voto, ministro do STF destaca plano golpista que previa matar Lula, Alckmin e Moraes
Reprodução: TV GGN/TV Justiça

Durante o julgamento de Jair Bolsonaro e demais golpistas, na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, o ministro Flávio Dino rejeitou qualquer tentativa de “romantizar” o ataque à democracia, e que o nome do plano mais grave da trama golpista “não era Bíblia verde e amarela, era punhal verde e amarelo”.

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“Veja que o nome do plano era Punhal. O nome do plano não era Bíblia Verde e Amarela. Os acampamentos não foram em portas de igreja. Eu tenho uma fé religiosa profunda. Entrei no Supremo com 10 santos, tenho mais de 50 agora. Se você está com o intuito pacifista, e tem uma irresignação, você vai à missa, ao culto, ou quem sabe até acampa na porta da Igreja. Mas os acampamentos foram em quarteis. Nos quarteis há fuzis, metralhadoras, tanques. A violência é inerente a toda a narrativa que consta dos autos“.

O ministro usou a metáfora para se referir ao plano que previa o assassinato do presidente Lula, seu vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, após a derrota nas urnas.

Dino reforçou que o julgamento em curso é um processo normal e técnico, baseado em regras vigentes e nos princípios de legalidade e isonomia.

“Da decisão judicial é exatamente a de que esse é um julgamento como outro qualquer”, disse ele, comparando-o a outros “milhões de penais que o Supremo Tribunal Federal já julgou”. No entanto, ressaltou que diante da gravidade do plano que visava instaurar uma nova ditadura no país, o julgamento é digno mesmo de um debate público.

Ele citou ainda o Artigo 5º da Constituição Federal, que define como inafiançáveis e imprescritíveis os crimes de tortura, terrorismo e a ação de grupos armados contra a ordem constitucional, o que poderia ocorrer caso o plano fosse concretizado.

Para Dino, a visão “clubística” distorce as decisões judiciais, fazendo com que as pessoas as vejam como boas ou más dependendo de quem é o alvo.

“Quando o árbitro marca pênalti para o meu time, ele é o melhor do mundo. Se marca para o outro, é o pior. Mas o árbitro é o mesmo e as regras são as mesmas”. Ele completou dizendo que o STF julga políticos de todas as posições, citando o “mensalão” e afirmando que o tribunal “negou habeas corpus ao presidente Lula“.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    10 de setembro de 2025 8:59 am

    “A minha ida a Brasília tinha como propósito participar dos protestos que ocorriam em frente ao QG do Exército e aguardar o acionamento das Forças Armadas para pegar em armas e derrubar o comunismo. A minha ideia era repassar parte das minhas armas e munições a outros CACs [caçadores, atiradores e colecionadores] que estavam acampados no QG do Exército assim que fosse autorizado pelas Forças Armadas”. – George Wahington de Oliveira Sousa, terrorista que plantou bomba em carro de combustível

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